foto daniel de andrade simões
Na página 204 do Quem Samba Fica, escreve Rui Patterson:
A operação dirigida por oficiais do 28 º BC e considerada a mais cruel do período final da ditadura era integrada por agentes da PF, DOPS e DOI-CODI. A PM estava representada pelo comandante Tadeu Cruz, do Batalhão Especial de Segurança Patrimonial. O general Adyr Fiúza de Castro comandava a 6ª
Região Militar. O petroleiro Milton Coelho permaneceu uma semana com a tira de borracha, perdendo a visão devido a pressão sobre os globos oculares. Choques elétricos, tortura psicológica e afogamento completavam as ações repressivas. Wellington Mangueira, militante do PCB desde 1966 foi obrigado a escrever uma carta renunciando ao comunismo e à maconha, sem nunca ter fumado um baseado.
Um número desconhecido de militantes foi preso na operação. Dezenove deles responderam a processo em 1978 acompanhados por Ronilda Noblat e por mim, sendo absolvidos pela Justiça Militar.

