quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O Retrato por MIA COUTO do: O Outro Pé da Sereia

foto daniel de andrade simões

- Essa é a última fotografia da sua Tia...
Mão na mão, as duas mulheres percorrem as linhas do rosto da falecida Luzmina, como se lhe corrigissem o destino. Alinhavam a moldura na parede como quem ajeita flores sobre uma campa.
- Que idade ela tinha nesta foto?
- Tinha, não. Tem.
- Não entendo.
- Essa foto ela tirou-a com trinta e cinco anos. Mas a sua Tia continua a envelhecer na imagem.
- Ora, mãe...
- A última vez que a peguei nessa foto ela nem tinha estes cabelos brancos...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Era uma Vez ... Uma Ditadura por Tânia Miranda

                                                                foto daniel de andrade simões

ERA UMA VEZ... UMA DITADURA Tânia Miranda, historiadora, mestre em educação. Histórias de meninas e meninos marcados pela ditadura militar no Brasil, publicação da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, traz à tona um tema comovente. As narrativas, permeadas de afetos controversos, nos permitem um duplo sentimento: reavivar a memória e chamar a atenção para a necessidade de reafirmação permanente dos valores em direitos humanos. E, ainda, driblar a velocidade do tempo e a circulação frenética de informações que aumentam a distância desse passado recente.  Quando contarem estas histórias, podem começar como tantas outras: era uma vez. Era uma vez um país onde as pessoas foram proibidas de pensar, falar e fazer o que achavam certo, por isso foram presas, torturadas e até assassinadas. Era uma vez um país onde crianças e até bebês, privados da proteção de seus familiares, foram utilizados nas sessões de tortura, cujos danos infligidos a pais e filhos são difíceis de avaliar. Era uma vez um país em que as cicatrizes de almas e corpos violados permanecem ainda hoje vivas como tatuagens.  Era uma vez um país em que estudantes se engajaram, em plena adolescência, na resistência à ditadura. Era uma vez um brasileiro que se chama João Carlos Grabois, conheceu a tortura quando ainda habitava o ventre da mãe e viveu seus primeiros dias de vida na cadeia. Era uma vez um adolescente que tinha acabado de completar 18 anos, chamava-se Edson Luiz Lima Souto, morreu defendendo à liberdade e tornou-se o símbolo da resistência juvenil. Era uma vez um quase menino Marco Antonio Dias Baptista, um dos 140 desaparecidos políticos, tinha apenas 15 anos quando, em 1970, foi preso em Goiás. Era uma vez uma história triste que ninguém gosta de ouvir. Mas que precisa ser lembrada, contada e recontada para nunca se repetir. Ivan Lins e Vitor Martins, em Nossos Filhos, poeticamente, retratam aqueles tempos: “Perdoem por tantos perigos, perdoem a falta de abrigo, perdoem a falta de amigos, os dias eram assim... Quando brotarem as flores, quando crescerem as matas, quando colherem os frutos, digam o gosto pra mim...”

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

África, um continente sem história ? por Emir Sader

Joaquim Chissano companheiro de Samora Machel na FRELIMO - Frente de Libertação de Moçambique. Após Samora, foi eleito por duas vezes Presidente da Rapública Popular de Moçambique

Mural do artista plástico moçambicano MALANGATANA que fez parte da resistência ao colonialismo português - fotos daniel de andrade simões

Não há região do mundo mais vítima da naturalização da miséria do que a África. Na concepção eurocêntrica, bastaria cruzar o Mediterraneo para se ir da “civilização” à “barbárie”. Como se a África não tivesse história, como se seus problemas fossem naturais e não tivessem sido resultado do colonialismo, da escravidão e do neocolonialismo.
Continente mais pobre, mais marcado por conflitos que aparecem como conflitos étnicos, região que mais exporta mão de obra – a África tem todas as características para sofrer a pecha de continente marcado pelo destino para a miséria, o sofrimento, o abandono.
Depois de séculos de despojo colonial e de escravidão, os países africanos acederam à independência política na metade do século passado, no bojo da decadência definitiva das potências coloniais europeias. Alguns países conseguiram gerar lideranças políticas nacionais, construir Estados com projetos próprios, estabelecer certos níveis de desenvolvimento econômico, no marco do mundo bipolar do segundo pós-guerra.
Mas essas circunstâncias terminaram e o neocolonialismo voltou a se abater sobre o continente africano, vítima de novo da pilhagem das potências capitalistas. A globalização neoliberal voltou a reduzir o continente ao que tinha sido secularmente: fornecedor de matérias primas para as potências centrais, com a única novidade que agora a China também participa desse processo.
Mas o continente, que nunca foi ressarcido pelo colonialismo e pela escravidão, paga o preço desses fenômenos e essa é a raiz essencial dos seus problemas. Mesmo enfrentamentos sangrentos, atribuídos a conflitos étnicos, como entre os tutsis e os hutus, se revelaram na verdade expressão dos conflitos de multinacionais francesas e belgas, com envolvimento dos próprios governos desses países.
Hoje a África está reduzida a isso no marco do capitalismo global. Salvo alguns países como a Africa do Sul, por seu desenvolvimento industrial diferenciado e alguns países que possuem matérias primas ou recursos energéticos estratégicos, tem um papel secundário e complementar, sem nenhuma capacidade de assumir estratégias próprias de desenvolvimento e de superação dos seus problemas sociais.
A globalização neoliberal acentuou a concentração de poder e de renda no centro em detrimento da periferia. Os países emergentes – em particulares latino-americano e alguns asiáticos – conseguiram romper essa tendência, mas não os africanos, porque não conseguiram eleger governos que rompessem com a lógica neoliberal predominante.
O novo ciclo da crise capitalista e a primavera no mundo árabe podem trazer novidades que permitam a países africanos somar-se aos governos progressistas da América Latina

Extraido de http://www.aldeiagaulesa.net/

sábado, 14 de janeiro de 2012

Revolucionário ex-guerrilheiro HENRY ENGLER Tupamaro URUGUAIO por Lucas Ferraz

Morro da Cruz - Porto Alegre RS - foto daniel de andrade simões
Movimento de Justiça e Direitos Humanos informa:

Henry Engler, o ex-guerrilheiro que revolucionou a pesquisa de Alzheimer por LUCAS FERRAZ
Enviado Especial ao Uruguai para demarcar os limites de sua imaginação, Henry Engler traça um círculo que abriga e controla seus pensamentos.Foi assim na prisão, onde ele desenvolveu a técnica intuitivamente, para tentar manter-se são; na vida cotidiana, como na recente briga de trânsito em que terminou agredido; e no trabalho de pesquisa médica, que o fez chegar perto do Prêmio Nobel de Medicina, por desenvolver um dos estudos mais importantes em sua área nos últimos cem anos.Ex-preso político da ditadura uruguaia por 13 anos, 11 dos quais numa solitária, sofrendo alucinações e diagnosticado com psicose delirante crônica, Engler apresentou em 2002, na Conferência Mundial sobre o Alzheimer, em Estocolmo, um trabalho que revolucionou os estudos do cérebro.Ele detectou, pela primeira vez, a proteína amiloide, associada ao Alzheimer, em um homem vivo, passo mais importante no estudo da doença desde que o psiquiatra alemão Alois Alzheimer (1864-1915) detectou o mal, em 1906, na cabeça de um morto."Claro que houve influência da prisão na minha investigação, ela me deu disciplina e muita paciência", disse Engler à Folha em sua sala de diretor do Cudim (Centro Uruguaio de Imagenologia Molecular), criado por ele em Montevidéu em 2008. "Para o pesquisador, o mais importante não é a inteligência, mas sim a paciência, em primeiro lugar, e depois a intuição. Tanto na prisão como na minha pesquisa, tomei um caminho intuitivo."PRISÃOEx-dirigente Tupamaro, a maior organização da esquerda armada do Uruguai entre os anos 1960 e 70, Engler foi um dos nove reféns da ditadura instaurada em 1973. Os militares prenderam nove dirigentes e ameaçaram executá-los caso a organização retomasse as ações armadas. Além de Engler, o atual presidente uruguaio, José Pepe Mujica, e o líder e fundador dos Tupamaros, Raúl Sendic, estavam no grupo.Nascido em Paisandú em 1946, Engler era estudante de medicina e um dos dirigentes da organização. Participou de ações armadas e foi acusado pelos militares de ser um dos coautores do assassinato de Dan Anthony Mitrione, agente da CIA executado no Uruguai em 1970. Ele nega.Foi preso em 1972, aos 24 anos. No ano seguinte, acabou trancafiado em uma solitária onde viveria os próximos 11 anos."Tinha muito problema com as vozes. Nunca vi coisas inexistentes, mas eu tinha uma toalha que se transformava em tapete mágico, cheia de sinais", conta. "Era insuportável ouvir as vozes, era muito agressivo, sentia fisicamente choques elétricos que paravam meu coração, que me seguiam torturando. Sofri isso durante anos."Uma das piores alucinações foi a constatação de que a CIA tinha instalado um dispositivo em seu cérebro. Ao pensar nos companheiros da luta armada, automaticamente o dispositivo da agência de inteligência norte-americana captava a identidade dos colegas, que "caíam" (eram presos) em seguida. Para ele era a morte."Foi tudo intuitivo. Para controlar meus pensamentos, tratava de fazer um ponto na parede da cela e olhava fixamente para ele", conta. "Em pouco mais de um mês, via o que passava na minha cabeça, imagens que iam se formando. Até que fiz um círculo, e sempre tratava de manter essas imagens e pensamentos dentro do círculo. Seguia escutando vozes, mas agora eu podia controlar minha cabeça."LIBERDADEAs alucinações só terminaram em 1984, quando deixou a solitária. Ganhou a liberdade no ano seguinte, já com leve melhora psicológica. Eram tempos de redemocratização no Uruguai.O círculo mudou a maneira de Henry Engler pensar. Aos 65 anos, ele diz ter desenvolvido uma capacidade de não reagir imediatamente a nada. Engler é calmo, ouve o interlocutor com muita atenção e não perde a piada."Trato de ver o que passa em meu pensamento e o que está passando no do outro. Controlar os pensamentos muda a forma como o cérebro trabalha, você perde a rapidez de reagir irracionalmente. Sempre está vendo o que está pensando, isso é correto, isso não é. A prisão me ajudou a desenvolver parte disso, não podia logicamente pensar no que ia acontecer comigo. Nos momentos de perigo, quando pensava que ia ser morto, precisava muito da intuição. O cérebro vai aprendendo a funcionar de uma maneira mais efetiva, que não é lógica".Na prisão, abandonou o materialismo histórico dos tempos de militância e passou a crer em Deus -segundo diz, para sobreviver.Primeiro pensou em Che Guevara. "Che podia suportar tudo, mas comecei a pensar em uma pessoa que poderia suportar mais, e era Jesus. Comecei a pensar que era bom parecer com Jesus. 'Perdoai, Senhor, eles não sabem o que fazem'. Isso despertou minha admiração. Estive muito alterado mentalmente, e tive uma identificação com Messias, mas depois me dei conta que não seria nenhum Messias, já tinha encontrado Deus".Ao sair da prisão, Engler se mudou para a Suécia, país que recebeu muitos exilados latino-americanos. Decidiu retomar os estudos de medicina, mas a Universidade de Uppsala não aceitou os antigos registros do Uruguai. Recomeçou o curso em 1988, aos 42 anos. Por causa da idade, que ele considerava avançada para atuar como cirurgião, optou por seguir a carreira de pesquisador."Comecei a trabalhar na universidade, onde havia cientistas de primeira linha. O método não era muito conhecido, mas tive a sorte de entender que era importante para o futuro. A carreira de pesquisador é longa, é como o trabalho para desenvolver o olfato dos cães que procuram drogas: você começa a farejar para encontrar a solução dos problemas."ALZHEIMEREm 1997, já integrado à equipe de investigação de Uppsala, Henry Engler participou de pesquisas com cientistas da Universidade de Pittsburgh, na Pensilvânia.Nos Estados Unidos, os pesquisadores conseguiram criar uma substância que era usada em animais. Os estudos com o composto "PiB", como os suecos o nomearam, foram bem-sucedidos. Monitorada até chegar ao cérebro, a substância tornou possível detectar a proteína amiloide, associada à doença de Alzheimer.Na Suécia, a Universidade de Uppsala desenvolveu um avançado exame de imagem, e Engler e seus colegas testaram o "PiB" em homens. "Colocamos uma pequena quantidade de radioatividade nessa substância, a injetamos no corpo humano e a monitoramos até o cérebro. Com as câmeras especiais, foi possível detectar a reação da amiloide, substância do cérebro que produz a doença e vai matando os neurônios".O teste foi feito com cinco pessoas saudáveis e nove doentes. Deu certo. Era a primeira vez na história que a medicina conseguia mostrar a presença do Alzheimer no cérebro de pessoas vivas.ACERTO DE CONTASDividindo o tempo atualmente entre a Suécia e o Uruguai, Engler voltou ao seu país para um pequeno acerto de contas. Em 2008, fez um acordo com o governo para a criação do Cudim, erguido em frente ao mítico estádio Centenário. O centro médico é uma organização que atua em regime privado, mas que depende do Estado."Damos assistência a toda a população do Uruguai, sem cobrar nada, porque o Estado nos deu essa oportunidade", afirma.No Cudim, há uma parceria com as Universidades de Montevidéu e de Uppsala. Os exames são para diagnósticos de câncer (todos os tipos), além de neurologia. O diagnóstico do Alzheimer deve começar a ser feito em breve. "Senti uma obrigação de ajudar, de voltar, o Uruguai estava muito distante nessa área. Senti muita gratidão pelas pessoas que lutaram pelo fim da ditadura e pela minha geração".Engler também dirige o recém-criado Clube Latino de Imaginologia Molecular, cujo objetivo é integrar toda a rede médica da região, e torce para que seu estudo ajude a encontrar uma cura para o Alzheimer, cujos tratamentos, até o momento, são todos paliativos."Continuo sendo um revolucionário, agora lutando contra as doenças. O socialismo é não um fim, nunca vamos poder experimentá-lo totalmente", diz.E teoriza: "O cérebro está formado por dois componentes essenciais, egoísmo e solidariedade. O egoísmo é necessário para o indivíduo sobreviver. A solidariedade, para a sobrevivência da espécie. Sempre há uma luta entre o egoísmo e a solidariedade. E sempre vai existir muito egoísmo, senão o cérebro deixaria de ser cérebro. O homem precisa controlar seus pensamentos para não deixar o egoísmo prevalecer."

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Rui Patterson autor de Quem Samba Fica...lembrando nossas prisões durante a Ditadura Militar em que a família do Nemésio Garcia trazia clandestinamente o tão aguardado "subversivo" Pasquim. Criado em 1969 no Rio de Janeiro e fechado em 1991. Famoso por lutar contra a ditadura civil e militar

Velho Dani

Vai a cópia dos Fradinhos do Henfil - Baixim (também apelido do Daniel na prisão e Cumprido (apelido do Rui) - a primeira vez que sairam no Pasca, nem nomes tinham.
Ruioque, o Historiador de HQ

domingo, 8 de janeiro de 2012

"Foi Bonita a Festa pa..." - Sueli Oliveira e Raimundo Nascimento, filhos de Rio Real Sergipe - Um Verdadeiro Casal Feliz


O casal Joseane e Nene de Vivi prestigiando os amigos







Raimundo e GEL dois grandes interprétes da MPB

Domingos Alberto de Oliveira, pai da noiva e Stella Petrasi

Mais uma priminha Geovana Oliveira filha de Noelton e Giovany


Um casal de advogados, Sueli (prima do blogueiro)  distribuiu beleza, alegria e simpatia aos presentes. Raimundo Nascimento, além de humorista é um grande interpréte da excelente música popular brasileira, Chico Buarque, Caetano Veloso, Djavan, Gil, com sua turma alegre de amigos e parentes, em alto nível
comandou a festa junto a melhor banda de Rio Real. Sueli e Raimundo continuam festejando no Chile, terra do grande líder da América Latina, Salvador Allende. Longa Vida aos camaradas primos.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Beatriz Bandeira Ryff última revolucionária da cela 4 morreu aos 104 anos

foto daniel de andrade simões

MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil INFORMA: Última sobrevivente da cela 4 Luiz Antonio Ryff   Morreu, aos 102 anos, Beatriz Bandeira, a última sobrevivente da famosa cela 4 – onde foram presas, na Casa de Detenção, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, as poucas mulheres que participaram da revolta comunista de 1935 no Brasil.Foi na cela 4 que ficaram confinadas Olga Benário (esposa do líder da intentona, Luiz Carlos Prestes), a futura psicanalista Nise da Silveira, a advogada Maria Werneck de Castro e as jornalistas Eneida de Moraes e Eugênia Álvaro Moreyra.Por conta dessa passagem, Beatriz virou personagem de livros como “Memórias do Cárcere”, o relato biográfico de Graciliano Ramos, que também esteve preso por causa da revolta.Pouco antes, como militante comunista e da Aliança Nacional Libertadora (ANL), Beatriz conheceu seu marido, Raul, que viria a ser jornalista e secretário de Imprensa do governo João Goulart (1961-1964). Com ele se casou três vezes.Os dois foram exilados duas vezes. Em 1936, depois da libertação, foram expulsos para o Uruguai. Em 1964, após o golpe militar, receberam abrigo na Iugoslávia e, posteriormente, na França.Ao regressar ao Brasil, Beatriz continuou a militância política nos anos 70 e 80. Foi uma das fundadoras do Movimento Feminino pela Anistia e Liberdades Democráticas, que lutou pelo fim da ditadura no País.Beatriz nasceu em uma família positivista. Seu pai, o coronel do exército Alípio Bandeira, foi abolicionista. Como militar, trabalhou no Serviço de Proteção ao Índio (SPI) e ajudou o Marechal Cândido Rondon na instalação de linhas telegráficas no interior do País e no contato com tribos isoladas – Alípio liderou o encontro com os Waimiri Atroari em 1911, por exemplo.Além de militante política, Beatriz foi poeta (publicou “Roteiro” e “Profissão de Fé”) e professora (foi demitida pelo regime militar da cadeira de Técnica Vocal do Conservatório Nacional de Teatro). Também escreveu crônicas e colaborou para o jornal A Manhã e as revistas Leitura e Momento Feminino. Há dez anos ela contou um pouco de sua história em uma entrevista à TV Câmara.Beatriz morreu na noite de segunda (dia 2) após um AVC. Foi enterrada no final da tarde de hoje (dia 3) no Cemitério São João Batista, em Botafogo.Uma nota pessoalBeatriz Bandeira Ryff era minha avó. Nos últimos anos de sua vida centenária a senilidade tinha lhe tirado totalmente a visão. Ela quase não falava e mal se comunicava com o mundo.Há uns dez dias, fui visitá-la levado pelo meu filho de 8 anos que queria dar um beijo na “bisa”. Encontramos ela mais presente do que em todas as visitas nos anos anteriores. Chegou a cantarolar algumas músicas que costumava embalar o sono dos netos quando pequenos, como os hinos revolucionários “Internacional”, “A Marselhesa” (embora ela também cantasse obras não políticas, entre elas a “Berceuse”, de Brahms).Ao me despedir, perguntei-lhe se lembrava o trecho do poema “Canção do Tamoio”, de Gonçalves Dias, que ela costumava recitar. Ela assentiu levemente com a cabeça e começou, puxando do fundo da memória. Foram suas últimas palavras para mim.
“Não chores, meu filho;Não chores, que a vida é luta renhida:Viver é lutar. A vida é combate que os fracos abate, que os fortes, os bravos ,só pode exaltar.”(“Canção do Tamoio”, Gonçalves Dias)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Brasil o Paraíso da Terceirização do Serviço Público e dos Baixos Salários - Cadê a Fiscalização do Ministério do Trabalho Presidenta Dilma

 Aves de Rapina - foto e texto daniel de andrade simões
Faz muito tempo que adotou-se a terceirização dos serviços públicos, municipal, estadual e federal. Uma ótima ideia para os empresários e políticos tramposos e desonestos. Os trabalhadores da saúde, educação e outros são os que sofrem com os baixos salários. Muitos não têm carteira assinada, não têm férias e não recebem o décimo terceiro salário. O ex-ministro abestado Carlos Lupi, nada fez para honrar Brizola e Getúlio, Valneri Antunes, Carlos Araújo e outros trabalhistas. Presidenta Dilma Rousseff,  faça uma devassa nessas empresas prestadoras de serviços ao governo. A senhora é responsável por uma mudança em defesa do nosso trabalhador ainda escravo. Aqui em Rio Real conheço dedicados técnicos e técnicas em enfermagem e educação que há muitos anos ganham o mirrado salário mínimo. Sem carteira assinada, sem férias e décimo terceiro, acontece o mesmo com outras classes em todo Brasil. Faça o que sempre fez antes de ser Presidenta, "olhai os lírios do campo"...Vamos acabar com esta bandalheira a que estão submetendo o país e separar o joio do trigo ! ...

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A Insustentável Leveza do Prato de Sopa - por Rui Patterson - autor de Quem Samba Fica...

Companheiros  Rui Patterson e Carlos Sarno em liberdade - 1982

O incansável e corajoso defensor dos presos políticos e dos direitos humanos Senador Teotônio Vilela

Louvando esse tempo em que o País é comandado por uma ex-militante da resistência à ditadura militar e ex-presa política, e que a Bahia é governada por um ex-perseguido político, tempo da aprovação da Comissão da Verdade, da consolidação da democracia, participo da implantação do projeto de âmbito nacional - Memórias Reveladas das Lutas Políticas na Bahia (1964-1985) – oportuna iniciativa da Fundação Pedro Calmon, órgão vinculado à Secretaria da Cultura do Estado da Bahia. Esse projeto, institucionalizado pela Casa Civil da Presidência da República, coordenado pelo Arquivo Nacional através do Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil, um marco na democratização do acesso à informação a serviço da cidadania e na valorização do patrimônio histórico documental. É a primeira articulação, governo federal e estados, para a preservação e difusão de acervos documentais, possibilitando o cruzamento de dados sob a guarda de cada Estado, o que estimulará a pesquisa, na perspectiva da história, da sociologia, da antropologia, da ciência política e do direito.  Por meio da metodologia da história oral, estarão à disposição arquivos e histórias do período da ditadura militar, das lutas de resistência na Bahia, narradas pelos seus próprios autores. Uma política de reconstituição da memória nacional fazendo valer o direito à verdade. A memória é um bem público que está na base do processo de construção da identidade de um país. Pensando em Ivan Lessa – De 15 em 15 anos esquecemos os últimos 15 anos – que, instigado, mergulhei num passado cinzento em busca de lembranças da prisão, fruto da luta contra o arbítrio, trazendo para a atualidade, um pouco do cotidiano daqueles dias de chumbo, entre 1969-1971, na Galeria F da Penitenciária Lemos de Brito. A comida era deixada num tabuleiro; os pratos com feijão, carne e farinha, aguardavam a boa vontade de Cretiotonio, General e Bezerra, chefes dos agentes de presídio, para entregá-los aos presos, passando-os por uma pequena abertura nas portas das celas. Comer aquela intragável e fria comida era difícil, mas que fazer? Nenhum preso sobrevive sem a sua ração diária, ainda que a presença de moscas e vermes nos tirasse o apetite. Muitos padeciam de diarreias incontroláveis enquanto o organismo não se acostumava à adversidade.Isso parecia inevitável. As ordens dos militares eram de nos infligir todo tipo de sofrimento, como se as sessões de tortura não tivessem sido suficientes.
 As reivindicações esbarravam nas velhas desculpas de resolver o problema futuramente, mas nada acontecia. Nas visitas, familiares e amigos traziam comidas e sobremesas para suprir o nosso déficit nutricional. Após passar pela “fiscalização” dos agentes, tudo era reduzido a uma pasta disforme. Nesse tempo, Carlos Sarno, companheiro de organização, preso em São Paulo, veio transferido do presídio Tiradentes e, lenta e persistentemente, convenceu o diretor do presídio, da vantagem de abrir a sua cela e nela reprocessar o “rango” da cadeia, servindo-o aos outros presos. A partir desse trato, ao final das tardes, uma sopa feita com as sobras do almoço era servida, insustentavelmente leve, deliciosa para os nossos paladares de prisioneiros.Ao sentir-me provocado a narrar algo significativo desses dias de chumbo, não atinei com nada mais dignificante do que lembrar essa atitude de reprocessar e servir o almoço, a incrível sopa de fim de tarde, com seus ingredientes surgidos, ao que tudo indica, da prodigiosa imaginação de Sarno e sua sensibilidade diante do sofrimento e da violência.O reprocessamento, a sopa, fizeram-me consolidar a crença na possibilidade de um novo mundo, de que eu mesmo seria capaz de transformar-me e a todos nós, e que, a partir da sopa, jamais seríamos, citando Marx, “poeira de humanidade”. Devo a Sarno muito mais do que a comida e a sopa reprocessadas.Falando em memória, impossível não lembrar de Leopoldo Paulino e sua profecia em Tempo de Resistência: Nós podemos contar nossa história. Eles não podem contar a deles. Publicado no jornal A TARDE da Bahia em 26.12.2011 -
Fotos daniel de andrade simões Texto: mailto:advogadoruipatterson@terra.com.br

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A Nova Classe por Bakunin


A Nova Classe

Mikhail Bakunin (1814-1876) não era um adivinho, mas um estudioso das estruturas de poder e da natureza da condição humana. Possivelmente, inspirado nos exercícios e abusos de poder de Cromwell (Inglaterra) e da Revolução Francesa.
Bakunin é o principal pensador e propagador do anarquismo. Uma teoria ideológica que almeja criar uma sociedade que funciona sem hierarquias políticas, econômicas e/ou sociais.
Os anarquistas defendem a ausência de governos na suposição de que um sistema social só funciona com a maximização da liberdade individual e da igualdade social.
Bakunin defendia que o esforço revolucionário deveria ser concentrado na destruição das "coisas" (leia-se Estado), e não das "pessoas".
Afirmava que a centralização da autoridade e do Estado criavam um obstáculo ao desenvolvimento das pessoas e das nações.
Rompido com comunistas e socialistas, Bakunin lidera a criação de grupos anarquistas em vários países do mundo, pregando o anti-autoritarismo, o mutualismo e o princípio descentralizador.
Uma de suas proféticas afirmativas, diz: "Assim, (...) chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana”.
Outro sujeito, Milovan Djilas (1911-1995), ex-ministro, vice-presidente, dissidente e contestador do regime comunista iugoslavo, ao tempo de Josip Broz Tito, dizia em seu livro “A Nova Classe” (1957):
“É muito difícil, talvez impossível, definir os limites da nova classe e identificar seus membros. Pode-se dizer que ela é constituída daqueles que gozam privilégios especiais e favoritismo econômico devido ao monopólio administrativo que detém”.
Conclusão: não há nada de novo no “front” da história! Agora, também nós assistimos a ascensão e as manobras da nova classe. Poder, arrogância, soberba e escândalos.
O politburo petista-governamental desdobra-se em procedimentos de contenção do dique comportamental rompido. Operações de dissimulação e mascaramento das relações noturnas dos companheiros da hora.
São renans, dirceus, waldomiros, delúbios, pereiras, valérios, jeffersons, dudas, jucás, severinos, fundos de pensões, assistencialismos, cartões de crédito corporativo, etc...
São os substantivos e adjetivos novos que desafiam os dicionaristas de plantão. Quando pensamos que descobrimos seu significado/dimensão, surge nova significação/significante. É como querer descobrir a cor do camaleão.
Silêncio e distância agora são os novos papéis do mercado político. Ações/inações nem tão virtuais compradas e silenciadas com dinheiro real.
Fotos daniel de andrade simões

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Futebol - Seleção de Rio Real 2 Bahia 1 - a seleção de Rio Real é movida a cajú, água de coco, manga, laranja, jaca, ar puro, água boa e banho de lua, por isso, não há tempo ruim para nossos craques.


seleção vitoriosa de Rio Real Sergipe, ôpa, digo Bahia
Os competentes técnicos da seleção de RR
domínio total da seleção de Rio Real






Nossa torcida desorganizada, uma hora torce para o Bahia outra hora para seleção de RR
Deri (irmão do blogueiro) e Jubinha (craque profissional) a direita
Jubinha nosso craque entre outros grandes jogadores da seleção de RR
O Bahia após derrota, caminha para ducha de água fria
fotos daniel de andrade simões




domingo, 18 de dezembro de 2011

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Rio Real Bahia - Origem (continuação) pelo Prof. Cosme Oliveira Pires

 Nesta região aqui da província, ou melhor, do norte da Bahia, havia um caminho real com esse objetivo de ligar o sertão desde os barrancos do rio São Francisco, até as praias do Oceano Atlântico, aqui no município de Conde e Jandaíra.  Essa trilha passava por paragens e foi aí que se descobriu a existência de uma grande área pantanosa com um brejo, foi aí que esses transportadores de mercadorias do sertão: feijão, milho, farinha e outros produtos agrícolas e aqui passavam para embarcar no porto de Cachoeira de Abadias ou ainda Mangue Seco. E obviamente, eles iam a tropas de mulas, eram chamados de catingueiros e nesta paragem que deu origem a uma aglomeração humana, de fato nesta fartura de águas muito puras, eles pernoitavam, descansavam, arriavam suas tropas, os animais se alimentam da vegetação existente, eles abasteciam os barris com águas, para prosseguir viagens, então, eram tanto da rota entre o sertão e o litoral.
E existia também, obviamente, para que eles pudessem trafegar uma estrada, que foi mandada a ser aberta pelo imperador, conhecida inicialmente como caminho real, e posteriormente chamado estrada real e neste ponto aqui, que deu origem ao município, margeava o Brejo Grande e ora ligava o litoral que passava a Itapicuru, Vila Rica hoje Crisópolis e seguia por Cícero Dantas e entrava sertão acima. E foi aí que se tornou conhecimento da existência desse ponto. E com esse movimento de vai e vem de transportes, foram construídos alguns barracos de palhas que seriam para repouso esses condutores de animais com suas cargas, chamados de catingueiros.
Portanto, é fato real a registros, onde muitas tropas desses catingueiros que passavam pela rua da presa em direção à cidade de Itapicuru e traziam consigo alimentos e cachaças, e esta rua teve vários nomes: antigo caminho real, estrada real, depois rua da missão e mais tarde rua da gameleira e foi daí que surgiram com a presença dos colonos, portugueses, ou descendentes direto de portugueses, as primeiras edificações nesta paragem, antes somente com construções de taipas, telhas ou palhas. E esses portugueses vieram justamente para colonizar, povoar, e em face da fartura de águas nesta região, eles dedicaram-se ao cultivo da cana de açúcar. Então, é interessante notar que entre 1.700 à 1.800 até 1.950, existiam engenhos, principalmente nas áreas rurais, onde a presença de rios, riachos, fontes e minadouros, naturalmente que propiciaram a cultura dessa cana de açúcar e eram chamados senhores engenhos...
fotos daniel de andrade simões

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Banho de lua em Rio Real Bahia



fotos daniel de andrade simões

Saiticar

política da série: para não esquecer 68 Moçambique Rio Real Porto Alegre cultura rio real bahia Mario Quintana cooJornal poesia Itapeva Professor Lutzenberger da série: Navegar meio ambiente mia couto Cultura - Ariano Suassuna Flores da Mata Atlântica Jair Krischke Paris Pedro Simon Pinguim - Itapeva - RS Ulisses Guimarães jornalismo Bonfim Porto Alegre Feira do Livro - Mario Quintana Ferrovia Rio Real Frelimo Gaúcho Itapeva - RS Jaime Cardoso - poeta João Barbeiro Moçambique - campo de reeducação da Frelimo Poesia LCMB Quem Samba Fica por Rui Patterson Rua da Praia cartunistas na feira do livro família simões feira do livro de porto alegre fotofalante homem banda luiz carlos maia bittencourt "olha o sol" rui patterson e sarno 25 de abril em Portugal 30 anos de stella e daniel - casamento A Luz do Luar por Mia Couto Abstrasomos Abstrasomos do Gueto por daniel de aandrade simões Acre Acre e Mia Couto Acre jornalistas mulheres Africa Alforria do PORRA Amapa - Janete Amapá Amapá - Capi Governador Amapá - Família Lucas Barreto Amapá - Sarney Amapá FotoFalante Amapá Hotel - Brasil Amapá Janete e Lica Amapá em ReVista Anarquismo 15 anos Anarquismo e governos Andre foster Antonio Carrasqueira - Paris Antonio Prado - RS Arruda Câmara Arte nas ruas Arte nos muros de porto Alegre RS Artemanha - Brasil Artur Calasans Rio Real Bahia Bailique floresta amapá Banho de Lua em Rio Real Bahia Beatriz Bandeira Bolo Bolo Brasil Brasil Fome Zero Educação Dez Brasil e o grão de feijão Brasil paraiso da terceirização do serviço público Brasileiras do Amapá Brique da Redenção Porto Alegre - RS Brasil Brizola Brizola e sua luta pela legalidade no Brasil Caetano Veloso - Bahia Brasil Calasans Rio Real Bahia Capi Senador do Amapá Capitalismo em Crise? E o Comunismo ? Caravana da Anistia Porto Alegre - RS Brasil Cavalgada do RS Celso Amorim - Ministro da Defesa Cerâmica de Rio Real bahia Brasil Chapada do Vagalume - boi da cara preta Chico Buarque Chile - o clandestino reginaldo faria leite Cocos de Rio Real Bahia Brasil Colaboração do Jacques Colônia de São Pedro - RS CooJornalistas - Rio Grande do Sul - Brasil Coojornal - Eduardo Bueno Coojornal - Manuel Canabarro Coojornal Elmar Bones Coojornal Jair Krischke Coojornal RGS Coojornal lançamento da publicação sobre o Coojornal - Rio Grande do Sul Brasil Coojornal por ANTONIO OLIVEIRA Crianças do Brasil Crianças do Paraíso - Itapeva Crianças do paraíso Danaiel de Andrade Simões e Rui Patterson Dani Carlos - Porto Alegre RS Daniel Daniel Aarão Reis Daniel e Capi Danielle Mitarrand Darcy Ribeiro e a raça brasileira De Volta por Wilson Barbosa Dedé Ferlauto - Brasil - RS Dia do Trabalhador Brasil Diga-me Lá por Wilson Barbosa Ditador Figueiredo - Brasil Ditadura Militar Brasil - Nemésio Garcia Don Helder Edu Ká Elmar Bones - Editor do Já Elson Martins Elson Martins - Amapá Brasil Embaixatriz Marina Wodtke Encontro das Pedras do Forum Social Mundial Encruzilhada Natalino Era Uma Vez ... Uma Ditadura por Tânia Miranda Estradas Iluminadas Exilio daniel de andrade simões Exílio Bélgica Exílio em Paris Diogenes Arruda Camara e Carmen Maria Craidy Favela da Maré Feira de Rio Real - Bahia Feira do Livro de Porto Alegre e Mario Quintana Fernando e Daniela Silva Ferrovia de Rio Real Bahia Brasil Ferrovias do Brasil Filosofadas de Leinad Flavio Tavares FotoFalante - Rio Real Fotógrafo Achutti - RS Brasil Fotógrafo Achutti - UFRGS - RS Brasil Fotógrafos Lambe Lambe Francisco Fanhais-cantor português Futebol Falcão - RS Brasil Futebol de Batom - Luiz Coronel Futebol de Rio Real Bahia Gabriel Bacco - Bento Gonçalves - RS Brasil Gente abandonada Getulio Gilberto Gil Golbery: benfeitor em Rio Grande Graciliano Ramos - Baleia Gre-Nal 2011 GreNal Greve da Caldas Jr. RS Brasil Greve dos Professores Grupo Leica 1 Guaranis - Porto Alegre - RS Brasil Gueven Brito HPSP - Loucos pela Vida Henfil Hiléia - Matas e Florestas Ilha do Presídio ou Ilha das Pedras em Porto Alegre Indios Itamar Franco e Olivio Dutra Itapeva - RS -Terminal turístico abandonado Itapeva - Torres Itapeva - Torres - Rs Itati - RS - Chapada do Vagalume Itati - Vagalume Itati RS chapada do vagalume Iuri Bittencourt Ivanir Bortot Jair Krischke - DIREITOS humanos Jobim por Luiz Claudio Cunha Jornais Varadouro e Coojornal - Elson Martins Jornalista Correa Neto e Capiberibe Josephina Nayr Da Poian Petrasi José Lutzemberger e Caio Lustosa - Brasil Juarez da Maia La Novena por Wilson Barbosa La Novena por Wilson Barbosa - Negus La Novena por Wilson Barbosa - sobre sua prisão no Uruguai Lambe Lambe Lauro Hampe Da Poian Liberação por Mario Quintana Libretos Lica Licinio Azevedo Moçambique Luar em Itapeva - RS Lucia Bittencourt Lucia Ribeiro Bittencourt para Oderfla Almeida Luiz Claudio Cunha Luiz Claudio Cunha e SCALCO - Brasil Luiz Eduardo ACHUTTI - ufrgs Lula Lula - Amapá Brasil Líbano MOÇAMBIQUE - VÍTIMA Macapá e o Progresso Malangatana - moçambique Manoel Lima de Matos Mar do Sul Itapeva RS Mar do Sul e o pinguim Marighella - Centenário Marina e eudindo Mario Pirata - Poeta RS Brasil Mario Quintana - A preguiça e a roda Mario Quintana por Érico Veríssimo Massa Crítica Ciclovias Brasil Memória de um ex-guerrilheiro - Quem Samba Fica... Mia Couto - Escritor Moçambicano Mia Couto - Moçambique - A Varanda do Frangipani Mia Couto - O Outro Pé da Sereia Mia Couto Moçambique Brasil Mia Couto em Rio Real Sergipe Minha Casa Minha Dívida Miragem Miséria na Maioridade - Brasil Miséria no Brasil Monumento a José Lutzenberger Monumento ao Sargento do Exército Manoel Raymundo Soares Morte aos automóveis - Brasil Movimento de Justiça e Direitos Humanos Moçambique - Diplomacia por José Luis Cabaço Moçambique - Poesia LCMB Moçambique - Rita Patela Moçambique - guerrilheira ferida Moçambique - jovem continuadora Moçambique Coojornal Moçambique e a Fotografia Moçambique funeral do Samora Machel Moçambique luiz lemos Moçambique- cadêVocê- goeses da Catembe Mulheres que resolvem Rio Real Bahia Muros - Paris e Alagoas Muros Dedé Ferlauto Mães do mundo Nei Lisboa Nei Lisboa - músico gaúcho - RS Brasil Nemésio Garcia Nosotros O Sorriso do Cavalo Obama Go Home Operação Condor Ordem Progresso e Côco Os deserdados Os guaranis - Brasil Os medonhos do trio dance PCdoB - 89 anos PCdoB Aldo Rebelo PEC do Diploma PMDB PORRA Paris França Paris e os brasileiros estudantes em 1975 Parque da Redenção - Porto Alegre - RS Brasil Pasquim na Prisão em Salvador Petrasi e sarmento leite - RS Brasil Pilar e Marina Poesia WB Poesia WB - Indio Poesias Poeta Jaime Cardoso Poeta Wilson Barbosa - Brasil Políticos fichas sujas Portugal Lisboa Revolução dos Cravos 1975 Portugal e Moçambique Português de Moçambique Presídio de Frei Caneca - RJ Prólogo para Carlos Marighella por Wilson Barbosa - Negus Pátria por Wilson Barbosa - Negus Quem Samba Fica ... Quem sambia fica...Memórias de um ex-guerrilheiro Rui Patterson Rafael Guimaraens Raimundo Pereira Raul Moralles Reflexo da cultura brasileira no exílio 1978 - Suécia Reinaldo Melo Reparações para os anistiados Retrilhar com Dilma Rousseff Retrilhar em Rio Real Rio Grande do Sul - Torres Itapeva Rio Real - Bahia - Brasil Rio Real - Bahia Brasil Rio Real - Cultura nas Escolas Rio Real - Retrilhar Rio Real Bahia - Origem Rio Real Bahia Antonio Pedro de Santinha Rio Real Bahia Francisco Moreira Simões Rio Real Bahia e Mia Couto Rio Real Brasil e Maputo Moçambique Rio Real e Jorge Amado nas Escolas Rio Real e a Ferrovia Trem Jégue Rio Real e a literatura brasileira nas escolas Rio Real e o Trem Bala Rio Real um paraíso de esgôto a céu aberto e lixo Rita LEE para Amy WineHouse Roberto Silva Rui Patterson - O Farejador Navegante Rui Patterson e Carlos Sarno Rui Patterson e Leopoldo Paulino Rui Patterson e Sarno Rui Pinto Patterson - Bahia Brasil SOS democracia Saitica Sala de Aula - Moçambique Samora Machel Samora por Graça Machel Moçambique Sanfoneiro ou gaiteiro - Brasil Sanhã - india waiãpi - amapá- brasil Sarney Sarno e Nemésio Garcia Sonhando um Pesadelo por daniel de andrade simões Sr. Carneiro Sr. Modeste Shwarstein Simões Sueli e Raimundo casam em Rio Real Sergipe São Paulo e RS Brasil Série Crianças do Paraíso TUPAMARO Henry Engler Teatro Davi Camargo - recordista em apresentações Teatrólogo Sarno - O primeiro a queimar em Salvador a bandeira americana Teotônio Vilela Terminal turístico Torres RS Ulisses Guimarães na rua da Praia e outros Urubu Zebedeu - Rio Real Bahia Vaca de Rio Real - Bahia Valdir Pires Vendedor de pinta silva Viragem - por wilson barbosa Xico Stokinger Yasser Arafat amapá capiberibe ana craidy simões e jacques antinoMia antropologia coca cola artesanato artur bispo do rosário artur bispo dorosário bajulador e puxa saco bice brique da redenção brizola tancredo e ulisses caju de Rio Real Bahia cajueiros de Rio Real - Bahia carlos araújo cartunista santiago castro alves caetano veloso gilberto gil mario quintana e... cavalgada torres - RS Brasil ceramistas chapada do vagalume chuck - o bom guri comportamento conto da saitica conto da saitica II conto do Zidane conto do senador Jacinto Gastura conto do urubu cooJornal - RS Brasil coqueiral rio real bahia brasil daniel de andrade simões dilma rousseff dilma rousseff e energia limpa direitos humanos diretas já ditadura militar eduardo tavares fabico eleonora annes escultor e ativista político estudantes estátuas que andam exilados brsileiros em Moçambique exilio frança exílio falso hai-cai por Wilson Barbosa familia Craidy - Brasil feijão da chapada do vagalume itati ferreira gullar - poeta Brasil ferrovia fora collor fotoFalante - retalhos do tempo galeria F - salvador bahia galo de briga rio real bahia brasil gaúchos guardião da floreta amazôniaca india Waiãpi Sanhã - Amapá Brasil italianos ... itapeva - Torres Brasil itati - Chapada do Vagalume itati chapada do vagalume jacques schwarzstein jacques ze ana marquito e... jair Soares...Brasil josé daniel craidy simões josé serra lenon bar lucia Ribeiro Bittencourt e Marie Jô luiz maia bittencourt lula um cabra sensivel malfeitor no Brasil - por Luiz Claudio Cunha marco aurélio barroso marcos baroni mario benedetti mario quintana e alceu valença - poetas mouftard paris natureza negus paris manifestação pcdob pedagoga baiana pintura leinad poeta Mario Quintana - Porto Alegre - Rs poeta Wilson Barbosa e Muriatan portugal revolução dos cravos prestes professores pés descalços e enxada retalhos retalhos de lutas democráticas rio real - bahia rio real bahia brasil rio real e os senadores rio real jaci e renata rio real pedaladas - Itapicuru rio real raposo salvador sapinhos do sul sarmento leite - RS Brasil sem-terra sobre presidio Lemos de Brito solidão stalin um continente sem história ? urubus brasileiros valneri antunes vida de cão... wilson do nascimento barbosa wilson nascimento barbosa água do planeta água para todos