quinta-feira, 15 de agosto de 2013

"Marimbondos de Fogo", não mexam com eles ...

                                                    foto daniel de andrade simões

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Moçambique terra amiga

Edna Tosatth, professora de teatro entre alunos e alunas - foto daniel de andrade simões

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Como Era Duro Ser Asilado

                             Moçambique. A Queda - foto daniel de Andrade Simões

O Quem Samba Fica - Memórias de Um Ex-Guerrilheiro - trata no seu título, da questão de quem devia continuar na luta - os que sambavam e ficavam - e os que não sambavam - iam pro exílio em outros países pra fugir da repressão.Dito assim, parece que o exílio era uma espécie de valhala, ou do céu muçulmano com as setenta virgens, mas a realidade era bem diferente.Daniel de Andrade Simões, exilado em Paris, usava um par de sapatos furados. No inverno, incapaz de aguentar o frio penetrando pelo furo do sapato, roubou um par e foi preso, necessitando da ajuda da CIMADE, um órgão de ajuda a refugiados, para ser solto. Juca Ferreira, ex-ministro da Cultura, atual secretário do governo Haddad, asilou-se na Suécia sobrevivendo como motorneiro de bonde e metrô.Nemésio Garcia, depois de transitar por vários países, fixou-se em Moçambique e sobrevivia ensinando artesanato, até morrer num acidente de veículo. Seu caminhão caiu em buraco de mina e foi ejetado, com o impacto, bateu a cabeça numa árvore.

Isso aconteceu com milhares de militantes que não sambaram.
Os que ficaram, ou voltaram pra continuar a luta, infelizmente curtiram uma cadeia desgraçada.
Ou desapareceram.
Ou foram mortos.
Ou foram mortos e desaparecidos.
Quem sambou e quem se asilou tem a mesma dignidade e valor.
Rui Patterson

sábado, 27 de julho de 2013

Raposo, Rio Real

                                                                    foto daniel de andrade simões

"Tristeza não é chorar. Tristeza é não ter para quem chorar"
Mia Couto, em CONFISSÕES DA LEOA

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Fim de Linha

                                                              foto daniel de andrade simões

Corruptos por Paulo Motta

                               foto daniel de andrade simões 

Hoje, realmente, estou taquilálico, muito falante, garganteando demais. Descubro, agora, o que é um corrupto: crustáceo decápode cavador - tipo tatuíra - da família Callianassidae, gênero Callichirus, são muito procurados como iscas para pesca, os maiores chegam a 20cm. São milhares e dificílimos de pegar. Se usa, para apanhá-los, um tubo de sucção artesanal de PVC. Deve-se tomar cuidado com os maiores para não ser ferido pelas garras poderosas do bichinho. Alimentam-se de matéria orgânica em decomposição e de animais menores. Pode entrar num projeto de preservação ambiental, haja vista fazerem parte de nosso biossistema, e a procura por ele como isca é enorme. Quem diria, daqui a pouco estaremos diante de uma bela campanha para preservar os corruptos! Não maltrate o corrupto, ele é nosso amiguinho. ONGs se desdobrarão em criar alternativas de iscas que substituam os corruptos, e os Ratos Ranhentos farão shows Brasil afora, em que a renda reverterá aos viveiros de corruptos protegidos pelo IBAMA. Se preservados, em breve poderemos exportá-los, ninguém segura esse Brasil!


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Do Rui Patterson para o Saitica

                                             foto daniel de andrade simões

"Se fores preso, camarada, cairá sobre ti uma grande responsabilidade. Terás de continuar defendendo o teu Partido, os teus camaradas, o teu ideal, mas em condições muito diferentes, pois que te encontrarás isolado nas mãos do inimigo, sujeito aos seus insultos e às suas violências. Se fores preso, camarada, encontrar-te-ás em circunstâncias tão duras como nunca talvez tenhas atravessado. Precisamente por isso, terás ocasião de provar, perante o teu Partido, perante os teus camaradas, perante aqueles que em ti confiam, e perante ti próprio, que és na verdade um comunista, capaz de te manteres firme e fiel aos teus ideais nas mais difíceis situações. Se nunca foste preso faltar-te-á, porém, a experiência dessa nova frente de luta que é a prisão; e a falta de experiência sujeita-te a surpresas e a erros. É certo que se és honrado e firme saberás comportar-te dignamente perante o inimigo; mas se conheceres a experiência daqueles que já estiveram presos, ela ajudar-te-á enormemente a manteres um moral elevado, a defenderes-te dos truques da polícia, a defrontares os processos que ela utiliza e, assim, a melhor defenderes o nosso Partido. (...)
A figura é o monumento "Tortura Nunca Mais" localizado no Recife, PE, Brasil, é o primeiro monumento do tipo construído no país em homenagem aos mortos e desaparecidos políticos, vítimas da ditadura militar instalada no Brasil em 1964. O monumento uma moldura de concreto de 7.00 x 7.00 mt vazada, contendo uma chapa de aço inoxidável fixada na metade superior sustentando uma escultura de um homem pendurado por uma haste de aço inoxidável, feita em concreto, em posição fetal com referência a posição de tortura chamada de "pau-de-arara", segura com a mão esquerda a haste que o prende. Seu rosto se encontra virado rumo ao rio Capibaribe como um protesto, uma vergonha de quem o encontra assim. Essa simbologia foi escolhida como um emblema das condições reais dos torturados durante o regime militar, mais que isso como uma representação da condição humana de degradação, isolamento, exclusão e abandono a que todos nós fomos submetidos e ainda somos todas as vezes que a dignidade humana é desrespeitada. (escultura de Demetrio Albuquerque)
(...) Não esqueças nunca, camarada, que lutas pelo mais belo ideal da humanidade, que a causa que defendes é a causa de muitos milhões de camaradas teus espalhados por todos os países da terra, que o Comunismo conquista em cada dia que passa novos adeptos, que o futuro lhe pertence. (...) Não esqueças, camarada, que a polícia (...) não é mais que um vil instrumento desse governo odiado pelo nosso povo e que ela terá um dia que lhe prestar contas pelos seus crimes. A nossa causa, camarada, é a causa dos trabalhadores (...) e de todo o povo, é a causa que obtém sempre novos e renovados triunfos em todo o mundo! O futuro é nosso!"
Álvaro Cunhal

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Reflexões sobre Karl Marx por Carmem Craidy

    Paris, 1975 - Carmem Craidy e Beto Kfouri - foto daniel de andrade simões
Tentando contribuir: Acho que Marx tinha razão quando dizia que a história avança pelas contradições. Também fez uma análise do capitalismo válida até hoje mas foi otimista  e beirou o idealismo nas propostas políticas. A tensão entre  o pessoal (individual) e o coletivo é, a meu ver, muito bem analisada por Norbert Elias nas duas obras: "O Processos Civilizatório" e "A Sociedade dos Indivíduos". Há uma dinâmica do coletivo, da história, que independe de vontades individuais mas há uma realidade subjetiva que pode, até certo ponto, superar as imposições históricas. Acho que hoje vivemos a grande crise do capitalismo financeiro, esgotado nos seus mecanismos de exploração e buscando reorganizar-se para continuar a explorar sem que os estados nacionais tenham mecanismos para controla-lo, e ao mesmo tempo vivemos uma transição civilizatória que produz a emergência de nova subjetividade, ou seja de uma nova forma de ser humanidade. As novas tecnologias de comunicação aliadas a nova consciência de direitos são , a meu ver,uma dimensão deste  fenômeno.
Sobre o caso brasileiro, que a meu ver é parte da crise mundial, anexo o artigo do Vicente Faleiros que me parece uma análise lúcida. Um abraço aos companheiro conhecidos ou não, Carmem Craidy (nascida em 1942 e com vivência da ditadura)

terça-feira, 2 de julho de 2013

In Memoriam Para Ubiratan Castro e Sabrina Gledhill - Por Rui Patterson

                   Paris - Ubiratan Castro de Araújo - foto daniel de andrade simões

CHAMA O GENERAL LABATUT E SUA GALERA, RÁPIDO!(Com a devida licença literária de Ubiratan Castro, o Bira Gordo, in memoriam, e Sabrina Gledhill, personagens do meu livro QSF-MEG, também conhecido como O Pequeno Livro das Profecias).
Pierre Labatut, francês de Cannes, libertário para uns, arrivista para outros, combateu na guerra de independência dos EUA, na Colômbia com Simon Bolívar, nas Antilhas e na Guiana Francesa, vindo para o Brasil a convite do imperador-regente Pedro I. José Bonifácio de Andrada ordenou-lhe formar o Exército Pacificador, que de pacífico não tinha nada, por falta de oficiais no exército brasileiro. Seguiu para a Bahia juntando-se a Thomas Alexander Cochrane, o Lord Cochrane, escocês de Annsfield (obrigado, Sabrina) e seu lugar-tenente John Pascoe Greenfell, veteranos de lutas libertárias pelas Américas. Com uma fragata, duas corvetas e dois brigues (mais do que a força-tarefa que a Marinha tem hoje na Bahia), enfrentaram e venceram os portugueses do general Luís Madeira de Mello na Batalha de Pirajá (8.11.1822), rendendo-se no dia 2 de julho de 1923.
Essa galera, em pouco mais de um ano, libertou o Brasil do jugo português e todos os escravos que encontrava, o que causou profundo descontentamento aos escravagistas brasileiros.
Quem sabe chamando-os de volta, como zumbis high-tech, a gente consiga nesse Dois de Julho, ou até o próximo, vencer nossas dificuldades imediatas com autoridades escravagistas que se recusam a ver o que se passa sob seus olhos e continuam lépidos e fagueiros praticando discursos 'emboramente' ao invés de levantarem suas lustrosas bundinhas dos gabinetes e irem à luta, irem ao povo.
Labatut, Cochrane, Pascoe, Lamare, contando com a ajuda de Maria Felipa, João Francisco de Oliveira Botas, o João das Botas, sargento Ladislau Santos Titara, Corneteiro Lopes, o do toque de 'atacar' ao invés de 'recuar', como queriam os oficiais brasileiros, resolveriam esses e outros problemas com as duas mãos nas costas.
Depois do serviço feito serão chamados à ordem e terão cassados os seus títulos, mas isso faz parte da História do Brasil.
PS: Pirajá, pira-yá em tupi-guarani, é aquário, viveiro de peixes. Quem sabe a Era incentiva nossos governantes e zelites a mudarem, se não o mundo, pelo menos a Bahia.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Projeto Marcas da Memória do MJDH

                                            Jair Krischke - fotos daniel de andrade simões

PROJETO MARCAS DA MEMÓRIA > Placa na Praça Raul Pilla.

MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS + PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE

Nos próximos dias, estaremos inaugurando na Praça Raul Pilla, centro de Porto Alegre, placa que sinalizará ter existido naquele local, o Quartel da 6ª Companhia de polícia do Exército que, nos anos de chumbo, foi local de prisões ilegais e torturas. A cela denominada “Boi Preto” era símbolo do terror implantado.
Pelo portão principal, em dezembro de 1964, o então  Tenente Carlos Lamarca, oficial-de-dia, deu fuga ao Cap. Av. Alfredo Daudt, um dos oficiais que aderiram ao “movimento dos sargentos da FAB” que impediu o bombardeio aéreo do Palácio Piratini durante a Campanha da Legalidade, em 1961.
 Capitão Alfredo Daudt equilibrando Brizola na Chegada do Exílio


domingo, 30 de junho de 2013

Armas Químicas ou Armas de Efeito Moral não Letais ? Por Rui Patterson


ARMAS QUÍMICAS OU ARMAS DE EFEITO MORAL NÃO LETAIS?
É a pergunta que rola na Feira Nacional MILIPOL (não por acaso a contrafação de Polícia Miiltar) em Paris. A empresa brasileira CONDOR (a semelhança com a Operação não é mera coincidência), que participa da Feira, nada de braçada no mercado de "armas não letais" de dispersão de distúrbios, aumentando as vendas em 90% em 38 países e que segundo a CONDOR vem 'salvando vidas', como as que ocorreram no Carandiru (111 presos mortos) e em Eldorado de Carajás (19 sem terra mortos).
Para a pesquisadora Anna Feigenbaum, da Universidade Bournemouth, Inglaterra, "arma química" é a expressão correta, e mais pesquisas devem ser feitas sobre os efeitos do gás lacrimogêneo e de pimenta.
O gás lacrimogêneo - brometo de benzila ou CS - causa irritação, queimaduras na boca, garganta, pulmões, dificuldade de respirar e mal estar. É letal em crianças de colo. Não há antídotos, a não ser sair do local e ir para o ar fresco, tirar lentes de contato, lavar com sabão neutro e água FRIA.
O gás de pimenta -OC - é um agente inflamatório das vias respiratórias e do olho, fechando-os por 30 minutos a 4 horas. Não há antídotos, a não ser xampu de bebê.
Os dois gases podem conjugar-se em bombas, sprays e extintores.
A Anistia Internacional considera-os como forma de tortura. Sua fabricação e emprego estão proibidos pela Organização Para a Proibição de Armas Químicas, artigo I-5.

                                                   foto daniel de andrade simões

As balas de borracha disparadas pela PM contra manifestantes podem ser letais se alcançam partes sensíveis e moles do corpo, como orifícios. Jornalistas, mesmo identificados, são alvos prediletos da PM, que disparam à queima roupa em direção aos seus globos oculares.
Daí serem ARMAS QUÍMICAS LETAIS, e não DE EFEITO MORAL.

Sobre Manifestações e Vandalismo por Rui Patterson

     Rui Patterson (esquerda) e Sarno - foto daniel de andrade simões

A pedidos e para que não pareça ser anarquista, trocarei a Cartilha do Manifestante por Carta aos Manifestantes Atingidos por Vandalismos, mais palatável para cerca de 90% dos assinantes do Facebook, de direita ou alienados. Como 81% da população brasileira apóia, está na hora da imprensa escrever/digitar a palavra 'manifestante', e não 'vândalo', para não divulgar o medo e impedir as mudanças que o país necessita. 1 de cada 10 pessoas detidas está presa, em 15 capitais, Salvador inclusive, por falta de pagamento de fiança, arbitrada (diria arbitrariamente) em dez salários mínimos, ou R$ 6.780,00, quando em São Paulo é de apenas um salário mínimo.
                                                          foto daniel de andrade simões
Para o conferencista Cláudio Willer, 'a revolta é fundamental, seus participantes são saudáveis e não, vândalos. A polícia deveria investigar o vandalismo, não a manifestação. Polícia acompanhando manifestação é desfile. Manifestação é da tradição anarquista e anti-partidária'.



                                                fotos tv daniel de andrade simões
'
As enormes desigualdades e inseguranças promovidas pelo capitalismo provocam protestos e revoltas, terreno fértil para que idéias alternativas sejam plantadas. Há muitos sinais de exaustão da crença nos mercados e crescente impaciência com instituições políticas'. Não, o texto não é meu, está em 'A Construção do Capitalismo... A Política do Império Americano', que atravessa do séc. 19 aos dias atuais, apoiando ditadores e coronéis da Guarda Nacional. Nos Estados Unidos da América.
Faça como os americanos, vá para a rua e participe das manifestações.

sábado, 29 de junho de 2013

Do Gilnei Lima para Paulo Motta

Chapada do Vagalume,Marina e Pilar. Afilhadas foto daniel de andrade simões

Uma das coisas que comecei a ver e, por isso admirar ainda mais Daniel de Andrade é a facilidade com que ele descreve muito com tão pouco. Desvendar a sutileza quase pueril de Paulo Motta serviria de tese para alguns doutos se travarem em discussões canibalescas. Mas Daniel não precisa disso. Veio ao mundo dotado do 'olho mágico', não aquele tubinho de vidro que se coloca nas portas para ver quem ...está do outro lado. Eu, por exemplo, sou de difícil entendimento. Me procuro nestas cinco décadas que desci ao planeta, mas ainda continuo em busca de mim, todos os dias. Tento achar qualidades, mas esbarro nas deficiências da baixa autoestima. Ouço elogios, mas muitos deles se parecem com uma claque amestrada, quando levantam a placa 'aplausos', então todo mundo aplaude. Assim ocorre quando a outra placa 'vaias' é erguida. Estranho tentar lembrar a relação de peso entre as vaias e aplausos, pois muito mais fácil lembrar das vaias, do que algum remoto aplauso. Então nos perguntamos: Poxa, trabalhei como um bicho doido; perdi noites de sono; adoeci dos nervos com tanta ansiedade de fazer o melhor, mas o melhor nunca era tão bom; não acompanhei o crescimento de filhos que perdi pelo caminho, em alguma das esquinas das ruas que nem lembro de ter passado. Talvez tenha sido amado e nem tenha percebido. E por aí vai. Agora, em que tentamos correr atrás do 'prejuízo', os joelhos doem um pouco. Não tenho mais aquele folego para subir as escadarias dos dias, correndo. Tento contabilizar os acertos e vejo que nem foram tantos assim. Mas me consolo em Al Capone que, depois de ser considerado o maior Gangster da história do crime, que mandava eliminar desafetos, era o comandante de vários cassinos clandestinos, produzia e vendia bebida ilegal, durante a Lei Seca, tinha casas de prostituição e mais outros negócios ilícitos. Mas ao ser preso apenas declarou: - Não entendo essa perseguição. Se meu crime foi divertir as pessoas, dar a elas momentos de alegria em ganhar dinheiro com a própria sorte, oferecer um bom whisky para os amigos brindarem ou afogarem suas mágoas e, por fim, com toda essa recessão, dar emprego e renda a centenas de pessoas...bem, então sou criminoso.
Gilnei Lima
  • Daniel de Andrade Olhem o Gilnei Lima, me colocando no espelho, me surpreendo com as "coisas" que ele diz. É um grande amigo do Paulo Motta, de quebra, me cativa pela sua gentileza ...

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Mia Couto ...My be Man ...

foto daniel de andrade simões

Existe o “Yes man”. Todos sabem quem é e o mal que causa. Mas existe o May be man. E poucos sabem quem é. Menos ainda sabem o impacto desta espécie na vida nacional. Apresento aqui essa criatura que todos, no final, reconhecerão como familiar.
O May be man vive do “talvez”. Em português, dever-se-ia chamar de “talvezeiro”. Devia tomar decisões. Não toma. Simplesmente, toma indecisões. A decisão é um risco. E obriga a agir. Um “talvez” não tem implicação nenhuma, é um híbrido entre o nada e o vazio.
A diferença entre o Yes man e o May be man não está apenas no “yes”. É que o “may be” é, ao mesmo tempo, um “may be not”. Enquanto o Yes man aposta na bajulação de um chefe, o May be man não aposta em nada nem em ninguém. Enquanto o primeiro suja a língua numa bota, o outro engraxa tudo que seja bota superior.
Sem chegar a ser chave para nada, o May be man ocupa lugares chave no Estado. Foi-lhe dito para ser do partido. Ele aceitou por conveniência. Mas o May be man não é exactamente do partido no Poder. O seu partido é o Poder. Assim, ele veste e despe cores políticas conforme as marés. Porque o que ele é não vem da alma. Vem da aparência. A mesma mão que hoje levanta uma bandeira, levantará outra amanhã. E venderá as duas bandeiras, depois de amanhã. Afinal, a sua ideologia tem um só nome: o negócio. Como não tem muito para negociar, como já se vendeu terra e ar, ele vende-se a si mesmo. E vende-se em parcelas. Cada parcela chama-se “comissão”. Há quem lhe chame de “luvas”. Os mais pequenos chamam-lhe de “gasosa”. Vivemos uma nação muito gaseificada.
Governar não é, como muitos pensam, tomar conta dos interesses de uma nação. Governar é, para o May be Man, uma oportunidade de negócios. De “business”, como convém hoje, dizer. Curiosamente, o “talvezeiro” é um veemente crítico da corrupção. Mas apenas, quando beneficia outros. A que lhe cai no colo é legítima, patriótica e enquadra-se no combate contra a pobreza.
Mas a corrupção, em Moçambique, tem uma dificuldade: o corruptor não sabe exactamente a quem subornar. Devia haver um manual, com organograma orientador. Ou como se diz em workshopês: os guidelines. Para evitar que o suborno seja improdutivo. Afinal, o May be man é mais cauteloso que o andar do camaleão: aguarda pela opinião do chefe, mais ainda pela opinião do chefe do chefe. Sem luz verde vinda dos céus, não há luz nem verde para ninguém.
O May be man entendeu mal a máxima cristã de “amar o próximo”. Porque ele ama o seguinte. Isto é, ama o governo e o governante que vêm a seguir. Na senda de comércio de oportunidades, ele já vendeu a mesma oportunidade ao sul-africano. Depois, vendeu-a ao português, ao indiano. E está agora a vender ao chinês, que ele imagina ser o “próximo”. É por isso que, para a lógica do “talvezeiro” é trágico que surjam decisões. Porque elas matam o terreno do eterno adiamento onde prospera o nosso indecidido personagem.
O May be man descobriu uma área mais rentável que a especulação financeira: a área do não deixar fazer. Ou numa parábola mais recente: o não deixar. Há investimento à vista? Ele complica até deixar de haver. Há projecto no fundo do túnel? Ele escurece o final do túnel. Um pedido de uso de terra, ele argumenta que se perdeu a papelada. Numa palavra, o May be man actua como polícia de trânsito corrupto: em nome da lei, assalta o cidadão.
Eis a sua filosofia: a melhor maneira de fazer política é estar fora da política. Melhor ainda: é ser político sem política nenhuma. Nessa fluidez se afirma a sua competência: ele sai dos princípios, esquece o que disse ontem, rasga o juramento do passado. E a lei e o plano servem, quando confirmam os seus interesses. E os do chefe. E, à cautela, os do chefe do chefe.
O May be man aprendeu a prudência de não dizer nada, não pensar nada e, sobretudo, não contrariar os poderosos. Agradar ao dirigente: esse é o principal currículo. Afinal, o May be man não tem ideia sobre nada: ele pensa com a cabeça do chefe, fala por via do discurso do chefe. E assim o nosso amigo se acha apto para tudo. Podem nomeá-lo para qualquer área: agricultura, pescas, exército, saúde. Ele está à vontade em tudo, com esse conforto que apenas a ignorância absoluta pode conferir.
Apresentei, sem necessidade o May be man. Porque todos já sabíamos quem era. O nosso Estado está cheio deles, do topo à base. Podíamos falar de uma elevada densidade humana. Na realidade, porém, essa densidade não existe. Porque dentro do May be man não há ninguém. O que significa que estamos pagando salários a fantasmas. Uma fortuna bem real paga mensalmente a fantasmas. Nenhum país, mesmo rico, deitaria assim tanto dinheiro para o vazio.
O May be Man é utilíssimo no país do talvez e na economia do faz-de-conta. Para um país a sério não serve.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Resgatando a História da Coojornal em 3 Capítulos ....

              Coojornalistas Osmar Trindade, Lenora Vargas e Rosvita - foto daniel de andrade simões

foto daniel de andrade simões/coojornal

Para quem se interessa pelo resgate da história da Coojornal segue post em três capítulos (no minimo) diários como as novelas.

O Coojornal e a pobre dissertação da Unisc ( Capítulo 1)

Meu nome não está na lista dos associados da Coojornal publicada em uma dissertação da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) que um amigo, surpreso, me enviou.
- Te defenestraram, véio? Viu como o pessoal ainda...
guarda altas mágoas da oposição ?!

Fui dos primeiros repórteres da cooperativa. É sabido e notório - pelos mais antigos, pelo menos. Lá cheguei a convite do Luiz Cláudio Cunha, meu chefe na Veja,melhor, na sucursal gaúcha da Editora Abril, e vice-presidente da Coojornal na época.
Lembro que nestes idos o falecido cirurgião dentista Luiz Alberto Arteche, que também estudou Jornalismo na PUC e era pai do ator André Arteche,
já estava lá frilando para o Jornal do Inter.
Recordo da Marina Wodke escrevendo reportagens para um house órgão de uma empresa de elevadores, se a memória não me trai.
Memorizo o Elmar Bicudo Bones e o Jorge Polidoro em tempo integral no primeiro prédio da Comendador Coruja de propriedade do José Abujamra onde funcionava a Editora Verbo.
Depois, é que veio o pessoal saido da Folha da Manhã do Vierinha da Cunha à Rosvita, ao Trindade e à Lenora, ao Caco Barcellos - frilando e dirigindo o táxi do pai, Cláudio como ele.

Isto foi muito antes de existir o Coojornal mensal - que foi às ruas em meados de 1976.

Nos expedientes do Coojornal tinha toda a longa nominata dos donos do empreendimento e nunca me dei conta da lacuna aberta entre os nomes de André Jockymann, Ângela Sória Riccordi, Ângela Santamgelo, Ângelo Dias da Silva, Aníbal Bendati, Anilson Costa, Anna Maria Magalhães e Antonio Britto Filho, onde deveria estar fixado este escriba como foi batizado. Quando será que sumiu a minha identidade desta nomeada em ordem alfabética de scios que jamais integraram a equipe da faina diária da cooperativa?
De onde a autora da dissertação tirou o que a orientadora dela chama de "lista oficial da Coojornal"?
foto daniel de andrade simões/coojornal

foto daniel de andrade simões/coojornal

Como a documentação oficial do cooperativa foi incinerada, ao que sei por ordem judicial determinada ao espólio, para desocupar lugar, evidentemente não existe uma listagem formal. Esta omissão também não abala a minha vaidade já que na obra " Coojornal -Um jornal de jornalistas sob a ditadura militar",da Editora Libretos, do Rafa Guimaraens e da Clô Barcellos, estão selecionadas, por generosidade dos autores, algumas reportagens minhas, feitas na primeira fase histórica da Coojornal (antes de 1978).

O amigo e colega que me enviou a dissertação da Unisc estranhou não só esta ausência do meu nome entre os associados "oficiais", mas se incomodou mais, sobretudo, com o desprezo à versão oposicionista, à qual me filiei no processo da evolução da cooperativa.

- Ela só entrevistou gente da chapa ganhadora! Só tem a visão da direção, dos que ficaram na cooperativa! - espantou-se o amigo, que é professor de Jornalismo.

Lógicamente questionei a autora do trabalho que não me respondeu e a sua orientadora, que ofereceu uma resposta muito estranha.
Disse ela que, ao contrário do jornalismo, a academia não tem a obrigação de ouvir os dois lados (!!!).

Em suas palavras:
(..) em relação às suas críticas pontuais, lembro que um trabalho científico deve primar pela isenção. E esse o fez. (..) Não procede a relação que em seu mail estabelece entre a condução da dissertação e a prática jornalística. Como mencionei, um trabalho científico deve ter como horizonte a isenção e o rigor metodológico nas escolhas. No entanto, não tem o compromisso do jornalismo de ouvir “os dois lados”. Isto faz parte das técnicas do jornalismo, que é uma prática profissional. O método científico requer rigor científico e isenção, mas tem outro modo de operação distinto do de uma prática profissional".

Note-se que ela afirmou que a academia tem que buscar "a isenção e o rigor metodológico".
Mas como alcançar o rigor e a isenção considerando unicamente só uma versão e ignorando a outra, que sempre foi pública já que apresentou-se em uma assembleia geral de eleições?

Não fui na onda e consultei um amigo professor de Jornalismo e doutor em História que me respondeu o seguinte:
- Nas dissertações que oriento, estimulo a investigação profunda, que deve levar em conta todos os "lados". Ela (a orientadora) tem uma posição diferente ou, ao menos, argumentou dessa forma, provavelmente para defender a sua orientanda e tentar se justificar como orientadora.

Existem também erros pontuais como a afirmação de que a Coojornal editou o jornal O Interior, o que jamais ocorreu, como depõe o diretor deste periódico editado em Carazinho, Waldir Heck.

Alô André:
Não existiu essa história da Coojornal editar o jornal O Interior ou renovar o setor de comunicação da organização (imaginando a Fecotrigo?). O que aconteceu, deves estar lembrado, foi que num período a Coojornal produziu matérias para O Interior, por encomenda.
Seria interessante saber em que fonte essa estudante se baseou e o que mais escreveu.
Fico com pena da estudante que escreveu o que lhe contaram. Já tive que contar diversas vezes a história do jornal O Interior para colaborar em trabalhos de conclusão. Acabo me empolgando, me emocionando e falando fora de um "rigor científico ou acadêmico". E me aconteceu mais de uma vez, tempos depois, de constatar que os trabalhos tinham informações incorretas ou incompletas, sendo eu a fonte. Lamentei, mas relevei sempre que não tinha como corrigir.. Não sei se é a atitude correta. Mas nesse caso do Coojornal é diferente e tens razão em te indignar, ainda mais considerando o peso da banca acadêmica.

Saudações

Waldir

Saiticar

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Onde a Esperança de Refugiou Armas Químicas...por Rui Patterson Arruda Câmara Arte nas ruas Arte nos muros de porto Alegre RS Artemanha - Brasil Artemanha por daniel de andrade simões Artesanato guarany nas ruas de Porto Alegre - RS Artur Calasans Rio Real Bahia Asilo - por Rui Patterson Ba. foto daniel de andrade simões Ba. fotos daniel de andrade simões Badalação em S.João Del Rei Bahia - Zezito e Artur Calasans Bahia e Inter Bahia ou Sergipe Bailique floresta amapá Baixinho e o Saitica Bakunin Bakunin com a Palavra Banho de Lua em Rio Real Bahia Barriga é barriga por Arnaldo Jabor Barão de Rio Real Bahia Beatriz Bandeira Bebidas brasileiras Bebês zumbis - fotos daniel de andrade simões Bento XVI -Apenas insolente ... ou senil? Bicicletas em Moçambique Bob Marley em Rio Real Bolo Bolo Brasil Brasil Carinhoso Brasil Fome Zero Educação Dez Brasil e o grão de feijão Brasil paraiso da terceirização do serviço público Brasileiras do Amapá Brique Brique da Redenção Porto Alegre - RS Brasil Brique da Redenção de Porto Alegre-RS Brique de Porto Alegre-RS Brizola Brizola e sua luta pela legalidade no Brasil Caetano Veloso - Bahia Brasil Caetano Veloso - O Leãozinho Calasans Rio Real Bahia Capi Senador do Amapá Capitalismo em Crise? E o Comunismo ? Caravana da Anistia Porto Alegre - RS Brasil Caravana da Anistia de volta a Porto Aalegre em 2012 Carlos Apple e Pedro Simon Carlos Eduardo Caaramez Carlos Eduardo Caramez Carmem Maria Craidy - exílio Carnaval em salvador por Rui Patterson Carneiro ex-secretário de Lutzemberger Casas Floridas Cavalgada do RS Cavalgando nas praias do Rio Grande do Sul Caymi e Jorge Amado - carta Cebola - por Luiz Clemente Celso Amorim - Ministro da Defesa Cerâmica de Rio Real bahia Brasil Chapada do Vagalume - boi da cara preta Chico Buarque Chico Buarque em Porto Alegre Chile Chile - o clandestino reginaldo faria leite Chão de Luar - foto daniel de andrade simões Chê Guevara Cineasta Licinio Azevedo Cocos de Rio Real Bahia Brasil Colaboração do Jacques Coleiras cangas e guizos por rui patterson Colégio Estadual Stiep Carlos Marighella em Salvador - foto daniel de andrade simões Colônia de São Pedro - RS Comissão da verdade por Rui Patterson Comício da Central do Brasil e Golpe de 1964 por Tânia Miranda Conjunção Construção das Ruínas por Carlos Eduardo Caramez CooJornalistas - Rio Grande do Sul - Brasil Coojornal - Eduardo Bueno Coojornal - Manuel Canabarro Coojornal Elmar Bones Coojornal Jair Krischke Coojornal RGS Coojornal lançamento da publicação sobre o Coojornal - Rio Grande do Sul Brasil Coojornal por ANTONIO OLIVEIRA Corruptos por Paulo Motta Corrupçao nos Trilhos Cozimento da Rã Crianças do Brasil Crianças do Paraíso - Itapeva Crianças do paraíso Crianças e adultos do Paraíso Terra fotos daniel de andrade simões Crise do capitalismo e o mundo do trabalho Crônicas do Barracão por Manoel Moacir Costa Macêdo Da série Damário DACRUZ - poeta baiano Danaiel de Andrade Simões e Rui Patterson Dani Carlos Dani Carlos - Porto Alegre RS Daniel Daniel Aarão Reis Daniel e Capi Danielle Mitarrand Darcy Ribeiro e a raça brasileira De Volta por Wilson Barbosa Dedé Ferlauto - Brasil - RS Defensoria pública e o direito à família por Tânia Miranda Democracia e bajulação Deputados baianos cassados em 1964 pelo golpe civil-militar Despacho Deus e Mia Couto Dia da Consciência Negra Dia do Touro Sentado por Elson Martins do Acre Dia do Trabalhador Dia do Trabalhador Brasil Dia do Trabalhador. Esse tal de primeiro de maio... Dia internacional da Mulher por Tânia Miranda Diga-me Lá por Wilson Barbosa Dilma Rousseff - Presidente Diretas Já... Ditador Figueiredo - Brasil Ditadura Civil MIlitar Ditadura Militar Brasil - Nemésio Garcia Ditadura Militar: Uma Incômoda Memória por Tânia Miranda Ditadura brasileira por Zé Dirceu Ditadura e Democracia por Tânia Miranda Do silêncio Cúmplice...por Tânia Miranda Dom Hélder Câmara Don Helder Dona Zefa Edu Ká Elmar Bones - Editor do Já Elmar Bones - O Caso do Jornal JA Elmar Bones e o Já Elson Martins Elson Martins - Amapá Brasil Em Busca da Verdade por Tânia Miranda Em política Embaixatriz Marina Wodtke Emir Sader Encontro Latinoamericano sobre Memória Encontro das Pedras do Forum Social Mundial Encruzilhada Natalino Era Uma Vez ... Uma Ditadura por Tânia Miranda Estacionamento selvagem Estradas Iluminadas Europa e suas filhas por Frei Betto Ex-presos políticos:Daniel e Sarno Exilio daniel de andrade simões Exposição sobre a ditadura militar e civil organizada pelo MJDH Exposição sobre as Ditaduras no Brasil Exílio Bélgica Exílio em Paris Diogenes Arruda Camara e Carmen Maria Craidy Falando de Armas e de Flores por Tânia Miranda Falecimento de Maria Barbosa de Andrade - Mariita de Rio Real Família Buscapé Favela da Maré Feira de Rio Real - Bahia Feira do Livro de Porto Alegre -RS Feira do Livro de Porto Alegre e Mario Quintana Fernando e Daniela Silva Ferrovia da leste Ferrovia de Rio Real - Esparando Godot Ferrovia de Rio Real Bahia Brasil Ferrovias Ferrovias de Sarney a Dilma Ferrovias do Brasil Ferré e seu grupo Cem Modos - Coojornal Festival de Cinema de Gramado Filosofadas de Leinad Fim da Ditadura - 30 Anos - fotos daniel de andrade simões Fim de Linha Fim do Mundo Flavio Tavares Formação da cidade de Rio Real FotoFalante - Rio Real Fotógrafo Achutti - RS Brasil Fotógrafo Achutti - UFRGS - RS Brasil Fotógrafo Ricardo Stricher lança livro sobre Porto Alegre Fotógrafos Lambe Lambe Francisco Fanhais-cantor português Frei Tito por Tânia Miranda Futebol Falcão - RS Brasil Futebol de Batom - Luiz Coronel Futebol de Rio Real Bahia Gabriel Bacco - Bento Gonçalves - RS Brasil Garotos da Rua General Labatut por Ubiratan e Rui Patterson Gente abandonada Getulio Getulio Vargas Gilberto Gil Golbery: benfeitor em Rio Grande Graciliano Ramos - Baleia Graúna do Henfil nas praias do sul Gre-Nal 2011 GreNal Greve da Caldas Jr. RS Brasil Greve dos Professores Greve dos professores baianos Grito - Livro sobre a ditadura do RS Grota de Angicos - foto daniel de andrade simões Grupo Leica 1 Guaranis - Porto Alegre - RS Brasil Guerra Nazista contra a humanidade Gueven Brito HPSP - Loucos pela Vida Henfil Henrique e Ana Henrique filho de Ana e João Herois da Resistência Francesa Hiléia - Matas e Florestas História Hugo Chavez Humanidade - Vida Louca Vida Breve... III Fórum do pensamento Crítico III Fórum do pensamento Crítico - fotos daniel de andrade simões Ilha do Presídio ou Ilha das Pedras em Porto Alegre Indios Iris Rezende Isadora Patterson advogada Itamar Franco e Olivio Dutra Itapeva - André Itapeva - RS -Terminal turístico abandonado Itapeva - Torres Itapeva - Torres - Rs Itapicuru Bahia Itati - RS - Chapada do Vagalume Itati - Vagalume Itati RS chapada do vagalume Iuri Bittencourt Ivanir Bortot Jair Krischke - Ativista dos Direitos Humanos Jair Krischke - DIREITOS humanos Jair Krischke por Luiz de Miranda Jobim por Luiz Claudio Cunha Jornais Varadouro e Coojornal - Elson Martins Jornalista Correa Neto e Capiberibe Josephina Nayr Da Poian Petrasi José Lutzemberger e Caio Lustosa - Brasil José de Sousa SARAMAGO vive JotaVê de Rio Real João Figueiredo - O último ditador João Ubaldo Ribeiro João Ubaldo Ribeiro e o Sorriso do Lagarto Juarez da Maia Juarez e Jaguar em Bento Gonçalves Kok Nam - fotógrafo moçambicano LUARES fotos Daniel de andrade simões. SEM QUEIXAS por nilsonsouza@gmail.com La Novena por Wilson Barbosa La Novena por Wilson Barbosa - Negus La Novena por Wilson Barbosa - sobre sua prisão no Uruguai Lambe Lambe Lampião Las Manos por daniel de andrade simões Laura Patterson Lauro Hampe Da Poian Legitimação por Luiz Carlos Maia Bittencourt Lei da Anistia por Tânia Miranda Lembrando Allende por Tânia Miranda Lembrando Teotônio Vilela Leonel de Moura Brizola - chegada do exílio Leopoldo Paulino - Tempo de Resistência Leopoldo Paulino autor de Tempo de Resistência Leopoldo Paulino e Travassos ex-presidente da UNE Leopoldo Paulino lembra os valorosos companheiros: Luís Travassos Liberação de papéis da ditadura Liberação por Mario Quintana Libretos Lica Licinio Azevedo Moçambique Limão previne e cura muitos males Luar e o tempo de Rio Real Luar em Itapeva - RS Lucia Bittencourt Lucia Ribeiro Bittencourt para Oderfla Almeida Luciana Genro PSOL Luis Cláudio Cunha e o Sequestro dos Uruguaios Luiz Claudio Cunha Luiz Claudio Cunha e SCALCO - Brasil Luiz Eduardo ACHUTTI - ufrgs Lula Lula - Amapá Brasil Lula Herrar é o mano Líbano MOÇAMBIQUE - VÍTIMA MST - terra para quem nela trabalha Macapá Macapá e o Progresso Maconha no Uruguay Maiane mãe de Heloisa de Rio Real - Sergipe Malangatana - moçambique Manifestações e Vandalismo por Rui Patterson Mano Caetano foto daniel de andrade simões Manoel Lima de Matos Mar do Sul Itapeva RS Mar do Sul e o pinguim Marcas da Memória em Porto Alegre - RS Marighella - Centenário Marighella Carlos Marighella o Santo Guerreiro de Glauber Rocha Marimbondos de Fogo Marina e eudindo Mario Pirata - Poeta RS Brasil Mario Quintana - A companheira Mario Quintana - A preguiça e a roda Mario Quintana - Do Homo Sapiens Mario Quintana - Rua dos Cataventos Mario Quintana - assombração na feira do livro de Porto Alegre Mario Quintana - foto daniel de andrade simões Mario Quintana e Alceu Valença Mario Quintana e Henfil Mario Quintana por Érico Veríssimo Mariza e João VIctor Massa Crítica Ciclovias Brasil Maurício Saraiva e Arnaldo Bertone May be man por Mia Couto Memorial às vítimas baianas da ditadura por Rui Patterson Memória Memória Visual da Ditadura civil-militar no RS Memória de um ex-guerrilheiro - Quem Samba Fica... Memórias de uma guerra suja e a participação da grande imprensa no apoio à ditadura Merendar poemas na feira do livro de POA Meu amigo e do Dr. Artur Calasans Meu primo urubu Zebedeu Mia Couto - Escritor Moçambicano Mia Couto - Moçambique - A Varanda do Frangipani Mia Couto - O Outro Pé da Sereia Mia Couto - fotos daniel de andrade simões Mia Couto Moçambique Brasil Mia Couto e daniel de andrade Mia Couto e o Prêmio Camões Mia Couto em Rio Real Sergipe Mia Couto em: Fronteiras do Pensamento Mia Couto na Feira do Livro de Porto Alegre Mia Couto é o vencedor do Prêmio Camões Militantes de 1968 Minha Casa Minha Dívida Miragem Miséria na Maioridade - Brasil Miséria no Brasil Monotonia por mario quintana Monumento a José Lutzenberger Monumento ao Sargento Raimundo - O mãos amarradas Monumento ao Sargento do Exército Manoel Raymundo Soares Moreira Franco e Brizola Morre Universindo Díaz Morte ao mosquito da dengue Morte aos automóveis - Brasil Morte de José Ibrahim Moçambique - Diplomacia por José Luis Cabaço Moçambique - Mia Couto Moçambique - Os melhores anos de nossas vidas - por Desirée de Lemos Azevedo Moçambique - Poesia LCMB Moçambique - Rita Patela Moçambique - guerrilheira ferida Moçambique - jovem continuadora Moçambique Coojornal Moçambique e Brasil - fotos daniel de andrade simões Moçambique e a Fotografia Moçambique e os cooperantes brasileiros Moçambique funeral do Samora Machel Moçambique luiz lemos Moçambique- cadêVocê- goeses da Catembe Mudança - por Wilson do Nascimento Barbosa Mulheres que lutam - Clara Alain Mulheres que resolvem Rio Real Bahia Murilo Salles em Moçambique Muros - Paris e Alagoas Muros Dedé Ferlauto Mário Quintana e o Ano Novo Mães do mundo Nei Lisboa Nei Lisboa - músico gaúcho - RS Brasil Nemésio Garcia e Rui Patterson Nerivaldo ferreira - cineasta de Rio Real Sergipe Noite Escura por Carlos Heitor Cony Nosotros Não Calo Não a Transposição do Rio São Francisco - texto: Valver Carvalho. foto daniel de andrade simões Não a Transposição do São Francisco. fotos stella petrasi e daniel de andrade simões. O Sorriso do Cavalo O Tempo por José Antônio Oliveira de Resende O guizo e o gato por Rui Patterson O guri descolado da bice O sonho comandando a vida Obama Go Home Ordem Progresso e Côco Orlando Miranda poe Emiliano José Os deserdados Os fradins Cumprido e Baixim Os gabolas por Flávio Tavares Os guaranis - Brasil Os medonhos do trio dance Os novos caras-pintadas em apoio aos índios guarani-kaiowá Oscar Niemeyer arquiteto e comunista Osmar Trindade por Antonio Oliveira - Coojornal PCP PCdoB - 89 anos PCdoB Aldo Rebelo PEC 215 - Projeto de exterinio das nações indígenas brasileira PEC do Diploma PMDB PORRA PORRA em Rio Real Sergipe PORRA por Nemésio Garcia Pablo Patterson no Quem Samba Fica... Papa Ratzinger Paraguai por Tânia Miranda Paris Foto Falante - Cândido Paris França Paris baguete Paris e os brasileiros estudantes em 1975 Parque da Redenção - Porto Alegre - RS Brasil Pasquim na Prisão em Salvador Paulo Motta por Gilnei Lima Pe. Renzo por frei Betto Pelo direito de ser criança - Tânia Miranda Pensageiro Frequente por Mia Couto Petrasi e sarmento leite - RS Brasil Pica pau e o fim de linha Pilar e Marina Pindoba Futebol Clube de Rio Real Planeta Terra e o Consumismo Planeta Água Poesia WB Poesia WB - Indio Poesias Poeta Jaime Cardoso Poeta Wilson Barbosa - Brasil Poeta e jornalista Luiz Carlos Maia Bittencourt Poetas Wilson Barbosa e Jaime Cardoso Políticos fichas sujas População indígena brasileira Porco Espinho e o Dragão Porra - Rui em campana esperando Godot Porra - refundação em bordados de tauá das ceramistas de Rio Real Porto Alegre - Jair Soares Porto Alegre por daniel de andrade simões Portugal Portugal Lisboa Revolução dos Cravos 1975 Portugal e Moçambique Português de Moçambique Premio Tucuju de Ouro para fotografia de Daniel de Andrade Simões. Presidente Jair Krischke Presídio de Frei Caneca - RJ Prisão e escracho para os torturadores e assassinos da ditadura no Brasil Proposta de Emenda a Constituição Federal Prólogo para Carlos Marighella por Wilson Barbosa - Negus Pátria por Wilson Barbosa - Negus Pérolas dos vestibulandos baianos por Tânia Miranda Pérolas dos vestibulandos baianos. Alunos da prof. Tânia Miranda Quebrando o sigilo eterno por Tãnia Miranda Quem Samba Fica - por Tânia Miranda Quem Samba Fica ... Quem sambia fica...Memórias de um ex-guerrilheiro Rui Patterson Quem tem medo da Comissão da Verdade Quilombolas e as armas da Marinha por Tânia Miranda RS RS - fotos daniel de andrade simões Rafael Guimaraens Rafton Raimundo Pereira Raul Morales recomenda a leitura de Quem Samba Fica ... Raul Moralles Reflexo - revista criada por exilados Reflexo da cultura brasileira no exílio 1978 - Suécia Reflexões sobre Marx por Carmem Craidy Reinaldo Melo Reinaldo de Melo Renzo por Emiliano José Reparações para os anistiados Restauração do Araújo Viana e o poeta Carlos Caramez Retalhos da História Retalhos e Caminhos por daniel de andrade simões. Retrilhar com Dilma Rousseff Retrilhar em Rio Real RetroVisão no brique de porto Alegre-RS Rio Grande do Sul - Torres Itapeva Rio Real - A cajueira foto daniel de andrade simões Rio Real - Bahia - Brasil Rio Real - Bahia Brasil Rio Real - Cultura nas Escolas Rio Real - Retrilhar Rio Real Bahia - Origem Rio Real Bahia Antonio Pedro de Santinha Rio Real Bahia Francisco Moreira Simões Rio Real Bahia e Mia Couto Rio Real Brasil e Maputo Moçambique Rio Real e Jorge Amado nas Escolas Rio Real e a Ferrovia Trem Jégue Rio Real e a literatura brasileira nas escolas Rio Real e o Trem Bala Rio Real por Cosme Oliveira Rio Real por Euler Pereira Rio Real um paraíso de esgôto a céu aberto e lixo Rita LEE para Amy WineHouse Roberto Silva Rodovias brasileiras via sem saída Rua da Praia POA foto daniel de andrade simões Rui Patterson Rui Patterson - O Farejador Navegante Rui Patterson - Quem Samba Fica Rui Patterson e Carlos Sarno Rui Patterson e Leopoldo Paulino Rui Patterson e Marighella no Quem Samba Fica... Rui Patterson e Sarno Rui Patterson e o Quem Samba Fica ... Rui Patterson e seu pé quebrado Rui Patterson em Quem Samba Fica ... Rui Patterson o Gastador ... Rui Patterson sobre daniel de andrade simões Rui Pinto Patterson Rui Pinto Patterson - Bahia Brasil Rui e Margô. Quartel do Barbalho SOS democracia Saitica Saitica por Gilnei Lima Sala de Aula - Moçambique Salvador. Salvador. Ocupação siimbólica do Quartel do barbalho Samora Machel Samora Machel - estadista africano Samora por Graça Machel Moçambique Sanfoneiro ou gaiteiro - Brasil Sanhã - india waiãpi - amapá- brasil Santo marido Sarno e Nemésio Garcia Se fores preso...lembra Rui Patterson Se. Seca por Luiz Carlos Maia Bittencourt Sequelas da Ditadura por Tânia Miranda Sergipe Sergius Gonzaga Simon e... Simplesmente Josué de Rio Real Sergipe Sobre a ditadura militar e civil no Brasil Soneto Póstumo - Mario Quintana Sonhando um Pesadelo por daniel de andrade simões Sr. Carneiro Sr. Modeste Shwarstein Simões Stella Sueli e Raimundo casam em Rio Real Sergipe São Paulo e RS Brasil Série Crianças do Paraíso TUPAMARO Henry Engler Taís e Fabiane Teatro Davi Camargo - recordista em apresentações Teatrólogo Sarno - O primeiro a queimar em Salvador a bandeira americana Tempo de Resistêcia - Leopoldo Paulino Tempo de Resistência de Leopoldo Paulino (Jaiminho) na Décima Edição Teotônio Vilela Teotônio Vilela e Pedro Simon Terminal Turístico de Torres Terminal turístico Torres RS Terra para quem nela trabalha por Tânia Miranda Theodomiro dos Santos Torres - corruptos Torres- Pesca Torturadores e assassinos da DITADURA no Brasil Travessia 2012 da Ilha dos Lobos - Torres Trotzki e a Presidente Dilma Tânia Miranda Ubiratan Castro de Araújo Ubiratan Castro de Araújo por Emiliano José Ubiratan Castro de Araújo por Rui Patterson Ulisses Guimarães - Brasil Ulisses Guimarães na rua da Praia e outros Ungaretti - O Cara Urubu Zebedeu - Rio Real Bahia Vaca de Rio Real - Bahia Valdir Pires Vendedor de pinta silva Veneza do Norte?...Tá Verdade e Justiça - Compromisso de Porto Alegre Viragem - por wilson barbosa Virgulino Ferreira - Lampião Vítimas e Algozes por Rui Patterson Xico Stokinger Yasser Arafat Yuri Carlton campeão de artes marciais e advogado Zé Cacheado de Rio Real amapá capiberibe ana craidy simões e jacques anarquista - rui patterson anjo Gabriel por daniel de andrade simões antinoMia antropologia coca cola artesanato artur bispo do rosário artur bispo dorosário bajulador e puxa saco bice brique da redenção brizola tancredo e ulisses caju de Rio Real Bahia cajueiros de Rio Real - Bahia carlos araújo cartunista santiago castro alves caetano veloso gilberto gil mario quintana e... cavalgada torres - RS Brasil caçadores da lua ... ceramistas chapada do vagalume chuck - o bom guri coerência e coragem comportamento conto da saitica conto da saitica II conto do Zidane conto do senador Jacinto Gastura conto do urubu cooJornal - RS Brasil coojornal - história em 3 capítulos ... coqueiral rio real bahia brasil crueldade na tradição cultural cruz cartunista gaúcho daniel de andrade simões daniel de andrade simões ou reginaldo faria leite por MIA COUTO defensor da água. desde 1973 dilma rousseff dilma rousseff e energia limpa diretas já ditadura militar documentos de daniel de andrade simões ou reginaldo faria leite durante a ditadura civil-militar eduardo tavares fabico eleonora annes escultor e ativista político estilosas jaquetinhas em Antonio Prado - foto osvaldo hampe RS estudantes estátuas que andam exemplo de solidarieda exilados brsileiros em Moçambique exilio frança exílio falso hai-cai por Wilson Barbosa familia Craidy - Brasil feijão da chapada do vagalume itati ferreira gullar - poeta Brasil ferrovia ferrovias - exposição coletiva do grupo leica 1 fora collor fotoFalante - retalhos do tempo fotoFalantes - diria o Elson Martins do Acre fotos capas fotos tv daniel de andrade simões galeria F - salvador bahia galo de briga rio real bahia brasil gaúchos grande roqueira que faz sua verdade guardião da floreta amazôniaca india Waiãpi Sanhã - Amapá Brasil italianos ... itapeva - Torres Brasil itati - Chapada do Vagalume itati chapada do vagalume jabá... jacques schwarzstein jacques ze ana marquito e... jair Soares...Brasil josé daniel craidy simões josé serra lambe lambe de Lisboa lenon bar licinio hollywood local de prisões e torturas local de prisões e torturas. fotos daniel de andrade e stella petrasi lucia Ribeiro Bittencourt e Marie Jô luiz maia bittencourt lula um cabra sensivel malangatana e roberto silva malfeitor no Brasil - por Luiz Claudio Cunha marco aurélio barroso marcos baroni mario benedetti mario quintana e alceu valença - poetas mouftard paris moçambique - marcelino dos santos frelimo médico naturalista e humanista defensor da vida natureza negus o criador do PORRA na tortura o primeiro estrategista da guerra de guerrilha no Brasil - fotos daniel de andrade simões ocupação simbólica do Quartel do Barbalho ou ou fim de um cíclo? paris manifestação parteira de rio Real - foto daniel de andrade simões pcdob pedagoga baiana pintura leinad poeta Mario Quintana - Porto Alegre - Rs poeta Wilson Barbosa e Muriatan por Alcinéa Cavalcante por Tânia Miranda por daniel de andrade simões portugal revolução dos cravos prestes prisão para todos professores pés descalços e enxada restituição dos mandatos - foto daniel de andrade simões retalhos retalhos de lutas democráticas revolucionário baiano que lutou contra a ditadura brasileiro riacho do Raposo rio real - bahia rio real bahia brasil rio real e os senadores rio real jaci e renata rio real pedaladas - Itapicuru rio real raposo rui guerra sapinhos do sul sarmento leite - RS Brasil sem-terra sobre presidio Lemos de Brito solidão sou como o Chaplin stalin um continente sem história ? um grande camarada da esquerda... um historiador equivocado por Rui Patterson - advogado. E a Biografia do Marighella por Mário Magalhães um revolucionário brasileiro no exílio em Moçambique um valioso brasileiro urubus brasileiros utopia ou realidade ? valneri antunes vamos conversar ? ... verdade e justiça em Porto Alegre-RS vida de cão... voam juntas a alma e as lembranças ? wilson do nascimento barbosa wilson nascimento barbosa www.samuel-cantigueiro.blogspot.com Ói Nóis Aqui Traveiz - Memória água do planeta água para todos