foto daniel de andrade simões
"Tristeza não é chorar. Tristeza é não ter para quem chorar"
Mia Couto, em CONFISSÕES DA LEOA
sábado, 27 de julho de 2013
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Corruptos por Paulo Motta
foto daniel de andrade simões
Hoje, realmente, estou taquilálico, muito falante, garganteando demais. Descubro, agora, o que é um corrupto: crustáceo decápode cavador - tipo tatuíra - da família Callianassidae, gênero Callichirus, são muito procurados como iscas para pesca, os maiores chegam a 20cm. São milhares e dificílimos de pegar. Se usa, para apanhá-los, um tubo de sucção artesanal de PVC. Deve-se tomar cuidado com os maiores para não ser ferido pelas garras poderosas do bichinho. Alimentam-se de matéria orgânica em decomposição e de animais menores. Pode entrar num projeto de preservação ambiental, haja vista fazerem parte de nosso biossistema, e a procura por ele como isca é enorme. Quem diria, daqui a pouco estaremos diante de uma bela campanha para preservar os corruptos! Não maltrate o corrupto, ele é nosso amiguinho. ONGs se desdobrarão em criar alternativas de iscas que substituam os corruptos, e os Ratos Ranhentos farão shows Brasil afora, em que a renda reverterá aos viveiros de corruptos protegidos pelo IBAMA. Se preservados, em breve poderemos exportá-los, ninguém segura esse Brasil!
Hoje, realmente, estou taquilálico, muito falante, garganteando demais. Descubro, agora, o que é um corrupto: crustáceo decápode cavador - tipo tatuíra - da família Callianassidae, gênero Callichirus, são muito procurados como iscas para pesca, os maiores chegam a 20cm. São milhares e dificílimos de pegar. Se usa, para apanhá-los, um tubo de sucção artesanal de PVC. Deve-se tomar cuidado com os maiores para não ser ferido pelas garras poderosas do bichinho. Alimentam-se de matéria orgânica em decomposição e de animais menores. Pode entrar num projeto de preservação ambiental, haja vista fazerem parte de nosso biossistema, e a procura por ele como isca é enorme. Quem diria, daqui a pouco estaremos diante de uma bela campanha para preservar os corruptos! Não maltrate o corrupto, ele é nosso amiguinho. ONGs se desdobrarão em criar alternativas de iscas que substituam os corruptos, e os Ratos Ranhentos farão shows Brasil afora, em que a renda reverterá aos viveiros de corruptos protegidos pelo IBAMA. Se preservados, em breve poderemos exportá-los, ninguém segura esse Brasil!
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Do Rui Patterson para o Saitica
foto daniel de andrade simões
"Se fores preso, camarada, cairá sobre ti uma grande responsabilidade. Terás de continuar defendendo o teu Partido, os teus camaradas, o teu ideal, mas em condições muito diferentes, pois que te encontrarás isolado nas mãos do inimigo, sujeito aos seus insultos e às suas violências. Se fores preso, camarada, encontrar-te-ás em circunstâncias tão duras como nunca talvez tenhas atravessado. Precisamente por isso, terás ocasião de provar, perante o teu Partido, perante os teus camaradas, perante aqueles que em ti confiam, e perante ti próprio, que és na verdade um comunista, capaz de te manteres firme e fiel aos teus ideais nas mais difíceis situações. Se nunca foste preso faltar-te-á, porém, a experiência dessa nova frente de luta que é a prisão; e a falta de experiência sujeita-te a surpresas e a erros. É certo que se és honrado e firme saberás comportar-te dignamente perante o inimigo; mas se conheceres a experiência daqueles que já estiveram presos, ela ajudar-te-á enormemente a manteres um moral elevado, a defenderes-te dos truques da polícia, a defrontares os processos que ela utiliza e, assim, a melhor defenderes o nosso Partido. (...)
A figura é o monumento "Tortura Nunca Mais" localizado no Recife, PE, Brasil, é o primeiro monumento do tipo construído no país em homenagem aos mortos e desaparecidos políticos, vítimas da ditadura militar instalada no Brasil em 1964. O monumento uma moldura de concreto de 7.00 x 7.00 mt vazada, contendo uma chapa de aço inoxidável fixada na metade superior sustentando uma escultura de um homem pendurado por uma haste de aço inoxidável, feita em concreto, em posição fetal com referência a posição de tortura chamada de "pau-de-arara", segura com a mão esquerda a haste que o prende. Seu rosto se encontra virado rumo ao rio Capibaribe como um protesto, uma vergonha de quem o encontra assim. Essa simbologia foi escolhida como um emblema das condições reais dos torturados durante o regime militar, mais que isso como uma representação da condição humana de degradação, isolamento, exclusão e abandono a que todos nós fomos submetidos e ainda somos todas as vezes que a dignidade humana é desrespeitada. (escultura de Demetrio Albuquerque)
(...) Não esqueças nunca, camarada, que lutas pelo mais belo ideal da humanidade, que a causa que defendes é a causa de muitos milhões de camaradas teus espalhados por todos os países da terra, que o Comunismo conquista em cada dia que passa novos adeptos, que o futuro lhe pertence. (...) Não esqueças, camarada, que a polícia (...) não é mais que um vil instrumento desse governo odiado pelo nosso povo e que ela terá um dia que lhe prestar contas pelos seus crimes. A nossa causa, camarada, é a causa dos trabalhadores (...) e de todo o povo, é a causa que obtém sempre novos e renovados triunfos em todo o mundo! O futuro é nosso!"
Álvaro Cunhal
"Se fores preso, camarada, cairá sobre ti uma grande responsabilidade. Terás de continuar defendendo o teu Partido, os teus camaradas, o teu ideal, mas em condições muito diferentes, pois que te encontrarás isolado nas mãos do inimigo, sujeito aos seus insultos e às suas violências. Se fores preso, camarada, encontrar-te-ás em circunstâncias tão duras como nunca talvez tenhas atravessado. Precisamente por isso, terás ocasião de provar, perante o teu Partido, perante os teus camaradas, perante aqueles que em ti confiam, e perante ti próprio, que és na verdade um comunista, capaz de te manteres firme e fiel aos teus ideais nas mais difíceis situações. Se nunca foste preso faltar-te-á, porém, a experiência dessa nova frente de luta que é a prisão; e a falta de experiência sujeita-te a surpresas e a erros. É certo que se és honrado e firme saberás comportar-te dignamente perante o inimigo; mas se conheceres a experiência daqueles que já estiveram presos, ela ajudar-te-á enormemente a manteres um moral elevado, a defenderes-te dos truques da polícia, a defrontares os processos que ela utiliza e, assim, a melhor defenderes o nosso Partido. (...)
A figura é o monumento "Tortura Nunca Mais" localizado no Recife, PE, Brasil, é o primeiro monumento do tipo construído no país em homenagem aos mortos e desaparecidos políticos, vítimas da ditadura militar instalada no Brasil em 1964. O monumento uma moldura de concreto de 7.00 x 7.00 mt vazada, contendo uma chapa de aço inoxidável fixada na metade superior sustentando uma escultura de um homem pendurado por uma haste de aço inoxidável, feita em concreto, em posição fetal com referência a posição de tortura chamada de "pau-de-arara", segura com a mão esquerda a haste que o prende. Seu rosto se encontra virado rumo ao rio Capibaribe como um protesto, uma vergonha de quem o encontra assim. Essa simbologia foi escolhida como um emblema das condições reais dos torturados durante o regime militar, mais que isso como uma representação da condição humana de degradação, isolamento, exclusão e abandono a que todos nós fomos submetidos e ainda somos todas as vezes que a dignidade humana é desrespeitada. (escultura de Demetrio Albuquerque)
(...) Não esqueças nunca, camarada, que lutas pelo mais belo ideal da humanidade, que a causa que defendes é a causa de muitos milhões de camaradas teus espalhados por todos os países da terra, que o Comunismo conquista em cada dia que passa novos adeptos, que o futuro lhe pertence. (...) Não esqueças, camarada, que a polícia (...) não é mais que um vil instrumento desse governo odiado pelo nosso povo e que ela terá um dia que lhe prestar contas pelos seus crimes. A nossa causa, camarada, é a causa dos trabalhadores (...) e de todo o povo, é a causa que obtém sempre novos e renovados triunfos em todo o mundo! O futuro é nosso!"
Álvaro Cunhal
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Reflexões sobre Karl Marx por Carmem Craidy
Paris, 1975 - Carmem Craidy e Beto Kfouri - foto daniel de andrade simões
Tentando contribuir: Acho que Marx tinha razão quando dizia que a história avança pelas contradições. Também fez uma análise do capitalismo válida até hoje mas foi otimista e beirou o idealismo nas propostas políticas. A tensão entre o pessoal (individual) e o coletivo é, a meu ver, muito bem analisada por Norbert Elias nas duas obras: "O Processos Civilizatório" e "A Sociedade dos Indivíduos". Há uma dinâmica do coletivo, da história, que independe de vontades individuais mas há uma realidade subjetiva que pode, até certo ponto, superar as imposições históricas. Acho que hoje vivemos a grande crise do capitalismo financeiro, esgotado nos seus mecanismos de exploração e buscando reorganizar-se para continuar a explorar sem que os estados nacionais tenham mecanismos para controla-lo, e ao mesmo tempo vivemos uma transição civilizatória que produz a emergência de nova subjetividade, ou seja de uma nova forma de ser humanidade. As novas tecnologias de comunicação aliadas a nova consciência de direitos são , a meu ver,uma dimensão deste fenômeno.
Sobre o caso brasileiro, que a meu ver é parte da crise mundial, anexo o artigo do Vicente Faleiros que me parece uma análise lúcida. Um abraço aos companheiro conhecidos ou não, Carmem Craidy (nascida em 1942 e com vivência da ditadura)
terça-feira, 2 de julho de 2013
In Memoriam Para Ubiratan Castro e Sabrina Gledhill - Por Rui Patterson
CHAMA O GENERAL LABATUT E SUA GALERA, RÁPIDO!(Com a devida licença literária de Ubiratan Castro, o Bira Gordo, in memoriam, e Sabrina Gledhill, personagens do meu livro QSF-MEG, também conhecido como O Pequeno Livro das Profecias).
Pierre Labatut, francês de Cannes, libertário para uns, arrivista para outros, combateu na guerra de independência dos EUA, na Colômbia com Simon Bolívar, nas Antilhas e na Guiana Francesa, vindo para o Brasil a convite do imperador-regente Pedro I. José Bonifácio de Andrada ordenou-lhe formar o Exército Pacificador, que de pacífico não tinha nada, por falta de oficiais no exército brasileiro. Seguiu para a Bahia juntando-se a Thomas Alexander Cochrane, o Lord Cochrane, escocês de Annsfield (obrigado, Sabrina) e seu lugar-tenente John Pascoe Greenfell, veteranos de lutas libertárias pelas Américas. Com uma fragata, duas corvetas e dois brigues (mais do que a força-tarefa que a Marinha tem hoje na Bahia), enfrentaram e venceram os portugueses do general Luís Madeira de Mello na Batalha de Pirajá (8.11.1822), rendendo-se no dia 2 de julho de 1923.
Essa galera, em pouco mais de um ano, libertou o Brasil do jugo português e todos os escravos que encontrava, o que causou profundo descontentamento aos escravagistas brasileiros.
Quem sabe chamando-os de volta, como zumbis high-tech, a gente consiga nesse Dois de Julho, ou até o próximo, vencer nossas dificuldades imediatas com autoridades escravagistas que se recusam a ver o que se passa sob seus olhos e continuam lépidos e fagueiros praticando discursos 'emboramente' ao invés de levantarem suas lustrosas bundinhas dos gabinetes e irem à luta, irem ao povo.
Labatut, Cochrane, Pascoe, Lamare, contando com a ajuda de Maria Felipa, João Francisco de Oliveira Botas, o João das Botas, sargento Ladislau Santos Titara, Corneteiro Lopes, o do toque de 'atacar' ao invés de 'recuar', como queriam os oficiais brasileiros, resolveriam esses e outros problemas com as duas mãos nas costas.
Depois do serviço feito serão chamados à ordem e terão cassados os seus títulos, mas isso faz parte da História do Brasil.
PS: Pirajá, pira-yá em tupi-guarani, é aquário, viveiro de peixes. Quem sabe a Era incentiva nossos governantes e zelites a mudarem, se não o mundo, pelo menos a Bahia.
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General Labatut por Ubiratan e Rui Patterson
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Projeto Marcas da Memória do MJDH
Jair Krischke - fotos daniel de andrade simões
PROJETO MARCAS DA MEMÓRIA > Placa na Praça Raul Pilla.
MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS + PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE
Nos próximos dias, estaremos inaugurando na Praça Raul Pilla, centro de Porto Alegre, placa que sinalizará ter existido naquele local, o Quartel da 6ª Companhia de polícia do Exército que, nos anos de chumbo, foi local de prisões ilegais e torturas. A cela denominada “Boi Preto” era símbolo do terror implantado.
Pelo portão principal, em dezembro de 1964, o então Tenente Carlos Lamarca, oficial-de-dia, deu fuga ao Cap. Av. Alfredo Daudt, um dos oficiais que aderiram ao “movimento dos sargentos da FAB” que impediu o bombardeio aéreo do Palácio Piratini durante a Campanha da Legalidade, em 1961.
domingo, 30 de junho de 2013
Armas Químicas ou Armas de Efeito Moral não Letais ? Por Rui Patterson
ARMAS QUÍMICAS OU ARMAS DE EFEITO MORAL NÃO LETAIS?
É a pergunta que rola na Feira Nacional MILIPOL (não por acaso a contrafação de Polícia Miiltar) em Paris. A empresa brasileira CONDOR (a semelhança com a Operação não é mera coincidência), que participa da Feira, nada de braçada no mercado de "armas não letais" de dispersão de distúrbios, aumentando as vendas em 90% em 38 países e que segundo a CONDOR vem 'salvando vidas', como as que ocorreram no Carandiru (111 presos mortos) e em Eldorado de Carajás (19 sem terra mortos).
Para a pesquisadora Anna Feigenbaum, da Universidade Bournemouth, Inglaterra, "arma química" é a expressão correta, e mais pesquisas devem ser feitas sobre os efeitos do gás lacrimogêneo e de pimenta.
O gás lacrimogêneo - brometo de benzila ou CS - causa irritação, queimaduras na boca, garganta, pulmões, dificuldade de respirar e mal estar. É letal em crianças de colo. Não há antídotos, a não ser sair do local e ir para o ar fresco, tirar lentes de contato, lavar com sabão neutro e água FRIA.
O gás de pimenta -OC - é um agente inflamatório das vias respiratórias e do olho, fechando-os por 30 minutos a 4 horas. Não há antídotos, a não ser xampu de bebê.
Os dois gases podem conjugar-se em bombas, sprays e extintores.
A Anistia Internacional considera-os como forma de tortura. Sua fabricação e emprego estão proibidos pela Organização Para a Proibição de Armas Químicas, artigo I-5.
foto daniel de andrade simões
As balas de borracha disparadas pela PM contra manifestantes podem ser letais se alcançam partes sensíveis e moles do corpo, como orifícios. Jornalistas, mesmo identificados, são alvos prediletos da PM, que disparam à queima roupa em direção aos seus globos oculares.
Daí serem ARMAS QUÍMICAS LETAIS, e não DE EFEITO MORAL.
Sobre Manifestações e Vandalismo por Rui Patterson
Rui Patterson (esquerda) e Sarno - foto daniel de andrade simões
A pedidos e para que não pareça ser anarquista, trocarei a Cartilha do Manifestante por Carta aos Manifestantes Atingidos por Vandalismos, mais palatável para cerca de 90% dos assinantes do Facebook, de direita ou alienados. Como 81% da população brasileira apóia, está na hora da imprensa escrever/digitar a palavra 'manifestante', e não 'vândalo', para não divulgar o medo e impedir as mudanças que o país necessita. 1 de cada 10 pessoas detidas está presa, em 15 capitais, Salvador inclusive, por falta de pagamento de fiança, arbitrada (diria arbitrariamente) em dez salários mínimos, ou R$ 6.780,00, quando em São Paulo é de apenas um salário mínimo.
foto daniel de andrade simões
Para o conferencista Cláudio Willer, 'a revolta é fundamental, seus participantes são saudáveis e não, vândalos. A polícia deveria investigar o vandalismo, não a manifestação. Polícia acompanhando manifestação é desfile. Manifestação é da tradição anarquista e anti-partidária'.
fotos tv daniel de andrade simões
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As enormes desigualdades e inseguranças promovidas pelo capitalismo provocam protestos e revoltas, terreno fértil para que idéias alternativas sejam plantadas. Há muitos sinais de exaustão da crença nos mercados e crescente impaciência com instituições políticas'. Não, o texto não é meu, está em 'A Construção do Capitalismo... A Política do Império Americano', que atravessa do séc. 19 aos dias atuais, apoiando ditadores e coronéis da Guarda Nacional. Nos Estados Unidos da América.
Faça como os americanos, vá para a rua e participe das manifestações.
Faça como os americanos, vá para a rua e participe das manifestações.
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Manifestações e Vandalismo por Rui Patterson
sábado, 29 de junho de 2013
Do Gilnei Lima para Paulo Motta
Chapada do Vagalume,Marina e Pilar. Afilhadas foto daniel de andrade simões
Uma das coisas que comecei a ver e, por isso admirar ainda mais Daniel de Andrade é a facilidade com que ele descreve muito com tão pouco. Desvendar a sutileza quase pueril de Paulo Motta serviria de tese para alguns doutos se travarem em discussões canibalescas. Mas Daniel não precisa disso. Veio ao mundo dotado do 'olho mágico', não aquele tubinho de vidro que se coloca nas portas para ver quem ...está do outro lado. Eu, por exemplo, sou de difícil entendimento. Me procuro nestas cinco décadas que desci ao planeta, mas ainda continuo em busca de mim, todos os dias. Tento achar qualidades, mas esbarro nas deficiências da baixa autoestima. Ouço elogios, mas muitos deles se parecem com uma claque amestrada, quando levantam a placa 'aplausos', então todo mundo aplaude. Assim ocorre quando a outra placa 'vaias' é erguida. Estranho tentar lembrar a relação de peso entre as vaias e aplausos, pois muito mais fácil lembrar das vaias, do que algum remoto aplauso. Então nos perguntamos: Poxa, trabalhei como um bicho doido; perdi noites de sono; adoeci dos nervos com tanta ansiedade de fazer o melhor, mas o melhor nunca era tão bom; não acompanhei o crescimento de filhos que perdi pelo caminho, em alguma das esquinas das ruas que nem lembro de ter passado. Talvez tenha sido amado e nem tenha percebido. E por aí vai. Agora, em que tentamos correr atrás do 'prejuízo', os joelhos doem um pouco. Não tenho mais aquele folego para subir as escadarias dos dias, correndo. Tento contabilizar os acertos e vejo que nem foram tantos assim. Mas me consolo em Al Capone que, depois de ser considerado o maior Gangster da história do crime, que mandava eliminar desafetos, era o comandante de vários cassinos clandestinos, produzia e vendia bebida ilegal, durante a Lei Seca, tinha casas de prostituição e mais outros negócios ilícitos. Mas ao ser preso apenas declarou: - Não entendo essa perseguição. Se meu crime foi divertir as pessoas, dar a elas momentos de alegria em ganhar dinheiro com a própria sorte, oferecer um bom whisky para os amigos brindarem ou afogarem suas mágoas e, por fim, com toda essa recessão, dar emprego e renda a centenas de pessoas...bem, então sou criminoso.
Uma das coisas que comecei a ver e, por isso admirar ainda mais Daniel de Andrade é a facilidade com que ele descreve muito com tão pouco. Desvendar a sutileza quase pueril de Paulo Motta serviria de tese para alguns doutos se travarem em discussões canibalescas. Mas Daniel não precisa disso. Veio ao mundo dotado do 'olho mágico', não aquele tubinho de vidro que se coloca nas portas para ver quem ...está do outro lado. Eu, por exemplo, sou de difícil entendimento. Me procuro nestas cinco décadas que desci ao planeta, mas ainda continuo em busca de mim, todos os dias. Tento achar qualidades, mas esbarro nas deficiências da baixa autoestima. Ouço elogios, mas muitos deles se parecem com uma claque amestrada, quando levantam a placa 'aplausos', então todo mundo aplaude. Assim ocorre quando a outra placa 'vaias' é erguida. Estranho tentar lembrar a relação de peso entre as vaias e aplausos, pois muito mais fácil lembrar das vaias, do que algum remoto aplauso. Então nos perguntamos: Poxa, trabalhei como um bicho doido; perdi noites de sono; adoeci dos nervos com tanta ansiedade de fazer o melhor, mas o melhor nunca era tão bom; não acompanhei o crescimento de filhos que perdi pelo caminho, em alguma das esquinas das ruas que nem lembro de ter passado. Talvez tenha sido amado e nem tenha percebido. E por aí vai. Agora, em que tentamos correr atrás do 'prejuízo', os joelhos doem um pouco. Não tenho mais aquele folego para subir as escadarias dos dias, correndo. Tento contabilizar os acertos e vejo que nem foram tantos assim. Mas me consolo em Al Capone que, depois de ser considerado o maior Gangster da história do crime, que mandava eliminar desafetos, era o comandante de vários cassinos clandestinos, produzia e vendia bebida ilegal, durante a Lei Seca, tinha casas de prostituição e mais outros negócios ilícitos. Mas ao ser preso apenas declarou: - Não entendo essa perseguição. Se meu crime foi divertir as pessoas, dar a elas momentos de alegria em ganhar dinheiro com a própria sorte, oferecer um bom whisky para os amigos brindarem ou afogarem suas mágoas e, por fim, com toda essa recessão, dar emprego e renda a centenas de pessoas...bem, então sou criminoso.
Gilnei Lima
Gilnei Lima
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Mia Couto ...My be Man ...
foto daniel de andrade simões
Existe o “Yes man”. Todos sabem quem é e o mal que causa. Mas existe o May be man. E poucos sabem quem é. Menos ainda sabem o impacto desta espécie na vida nacional. Apresento aqui essa criatura que todos, no final, reconhecerão como familiar.
O May be man vive do “talvez”. Em português, dever-se-ia chamar de “talvezeiro”. Devia tomar decisões. Não toma. Simplesmente, toma indecisões. A decisão é um risco. E obriga a agir. Um “talvez” não tem implicação nenhuma, é um híbrido entre o nada e o vazio.
A diferença entre o Yes man e o May be man não está apenas no “yes”. É que o “may be” é, ao mesmo tempo, um “may be not”. Enquanto o Yes man aposta na bajulação de um chefe, o May be man não aposta em nada nem em ninguém. Enquanto o primeiro suja a língua numa bota, o outro engraxa tudo que seja bota superior.
Sem chegar a ser chave para nada, o May be man ocupa lugares chave no Estado. Foi-lhe dito para ser do partido. Ele aceitou por conveniência. Mas o May be man não é exactamente do partido no Poder. O seu partido é o Poder. Assim, ele veste e despe cores políticas conforme as marés. Porque o que ele é não vem da alma. Vem da aparência. A mesma mão que hoje levanta uma bandeira, levantará outra amanhã. E venderá as duas bandeiras, depois de amanhã. Afinal, a sua ideologia tem um só nome: o negócio. Como não tem muito para negociar, como já se vendeu terra e ar, ele vende-se a si mesmo. E vende-se em parcelas. Cada parcela chama-se “comissão”. Há quem lhe chame de “luvas”. Os mais pequenos chamam-lhe de “gasosa”. Vivemos uma nação muito gaseificada.
Governar não é, como muitos pensam, tomar conta dos interesses de uma nação. Governar é, para o May be Man, uma oportunidade de negócios. De “business”, como convém hoje, dizer. Curiosamente, o “talvezeiro” é um veemente crítico da corrupção. Mas apenas, quando beneficia outros. A que lhe cai no colo é legítima, patriótica e enquadra-se no combate contra a pobreza.
Mas a corrupção, em Moçambique, tem uma dificuldade: o corruptor não sabe exactamente a quem subornar. Devia haver um manual, com organograma orientador. Ou como se diz em workshopês: os guidelines. Para evitar que o suborno seja improdutivo. Afinal, o May be man é mais cauteloso que o andar do camaleão: aguarda pela opinião do chefe, mais ainda pela opinião do chefe do chefe. Sem luz verde vinda dos céus, não há luz nem verde para ninguém.
O May be man entendeu mal a máxima cristã de “amar o próximo”. Porque ele ama o seguinte. Isto é, ama o governo e o governante que vêm a seguir. Na senda de comércio de oportunidades, ele já vendeu a mesma oportunidade ao sul-africano. Depois, vendeu-a ao português, ao indiano. E está agora a vender ao chinês, que ele imagina ser o “próximo”. É por isso que, para a lógica do “talvezeiro” é trágico que surjam decisões. Porque elas matam o terreno do eterno adiamento onde prospera o nosso indecidido personagem.
O May be man descobriu uma área mais rentável que a especulação financeira: a área do não deixar fazer. Ou numa parábola mais recente: o não deixar. Há investimento à vista? Ele complica até deixar de haver. Há projecto no fundo do túnel? Ele escurece o final do túnel. Um pedido de uso de terra, ele argumenta que se perdeu a papelada. Numa palavra, o May be man actua como polícia de trânsito corrupto: em nome da lei, assalta o cidadão.
Eis a sua filosofia: a melhor maneira de fazer política é estar fora da política. Melhor ainda: é ser político sem política nenhuma. Nessa fluidez se afirma a sua competência: ele sai dos princípios, esquece o que disse ontem, rasga o juramento do passado. E a lei e o plano servem, quando confirmam os seus interesses. E os do chefe. E, à cautela, os do chefe do chefe.
O May be man aprendeu a prudência de não dizer nada, não pensar nada e, sobretudo, não contrariar os poderosos. Agradar ao dirigente: esse é o principal currículo. Afinal, o May be man não tem ideia sobre nada: ele pensa com a cabeça do chefe, fala por via do discurso do chefe. E assim o nosso amigo se acha apto para tudo. Podem nomeá-lo para qualquer área: agricultura, pescas, exército, saúde. Ele está à vontade em tudo, com esse conforto que apenas a ignorância absoluta pode conferir.
Apresentei, sem necessidade o May be man. Porque todos já sabíamos quem era. O nosso Estado está cheio deles, do topo à base. Podíamos falar de uma elevada densidade humana. Na realidade, porém, essa densidade não existe. Porque dentro do May be man não há ninguém. O que significa que estamos pagando salários a fantasmas. Uma fortuna bem real paga mensalmente a fantasmas. Nenhum país, mesmo rico, deitaria assim tanto dinheiro para o vazio.
O May be Man é utilíssimo no país do talvez e na economia do faz-de-conta. Para um país a sério não serve.
A diferença entre o Yes man e o May be man não está apenas no “yes”. É que o “may be” é, ao mesmo tempo, um “may be not”. Enquanto o Yes man aposta na bajulação de um chefe, o May be man não aposta em nada nem em ninguém. Enquanto o primeiro suja a língua numa bota, o outro engraxa tudo que seja bota superior.
Sem chegar a ser chave para nada, o May be man ocupa lugares chave no Estado. Foi-lhe dito para ser do partido. Ele aceitou por conveniência. Mas o May be man não é exactamente do partido no Poder. O seu partido é o Poder. Assim, ele veste e despe cores políticas conforme as marés. Porque o que ele é não vem da alma. Vem da aparência. A mesma mão que hoje levanta uma bandeira, levantará outra amanhã. E venderá as duas bandeiras, depois de amanhã. Afinal, a sua ideologia tem um só nome: o negócio. Como não tem muito para negociar, como já se vendeu terra e ar, ele vende-se a si mesmo. E vende-se em parcelas. Cada parcela chama-se “comissão”. Há quem lhe chame de “luvas”. Os mais pequenos chamam-lhe de “gasosa”. Vivemos uma nação muito gaseificada.
Governar não é, como muitos pensam, tomar conta dos interesses de uma nação. Governar é, para o May be Man, uma oportunidade de negócios. De “business”, como convém hoje, dizer. Curiosamente, o “talvezeiro” é um veemente crítico da corrupção. Mas apenas, quando beneficia outros. A que lhe cai no colo é legítima, patriótica e enquadra-se no combate contra a pobreza.
Mas a corrupção, em Moçambique, tem uma dificuldade: o corruptor não sabe exactamente a quem subornar. Devia haver um manual, com organograma orientador. Ou como se diz em workshopês: os guidelines. Para evitar que o suborno seja improdutivo. Afinal, o May be man é mais cauteloso que o andar do camaleão: aguarda pela opinião do chefe, mais ainda pela opinião do chefe do chefe. Sem luz verde vinda dos céus, não há luz nem verde para ninguém.
O May be man entendeu mal a máxima cristã de “amar o próximo”. Porque ele ama o seguinte. Isto é, ama o governo e o governante que vêm a seguir. Na senda de comércio de oportunidades, ele já vendeu a mesma oportunidade ao sul-africano. Depois, vendeu-a ao português, ao indiano. E está agora a vender ao chinês, que ele imagina ser o “próximo”. É por isso que, para a lógica do “talvezeiro” é trágico que surjam decisões. Porque elas matam o terreno do eterno adiamento onde prospera o nosso indecidido personagem.
O May be man descobriu uma área mais rentável que a especulação financeira: a área do não deixar fazer. Ou numa parábola mais recente: o não deixar. Há investimento à vista? Ele complica até deixar de haver. Há projecto no fundo do túnel? Ele escurece o final do túnel. Um pedido de uso de terra, ele argumenta que se perdeu a papelada. Numa palavra, o May be man actua como polícia de trânsito corrupto: em nome da lei, assalta o cidadão.
Eis a sua filosofia: a melhor maneira de fazer política é estar fora da política. Melhor ainda: é ser político sem política nenhuma. Nessa fluidez se afirma a sua competência: ele sai dos princípios, esquece o que disse ontem, rasga o juramento do passado. E a lei e o plano servem, quando confirmam os seus interesses. E os do chefe. E, à cautela, os do chefe do chefe.
O May be man aprendeu a prudência de não dizer nada, não pensar nada e, sobretudo, não contrariar os poderosos. Agradar ao dirigente: esse é o principal currículo. Afinal, o May be man não tem ideia sobre nada: ele pensa com a cabeça do chefe, fala por via do discurso do chefe. E assim o nosso amigo se acha apto para tudo. Podem nomeá-lo para qualquer área: agricultura, pescas, exército, saúde. Ele está à vontade em tudo, com esse conforto que apenas a ignorância absoluta pode conferir.
Apresentei, sem necessidade o May be man. Porque todos já sabíamos quem era. O nosso Estado está cheio deles, do topo à base. Podíamos falar de uma elevada densidade humana. Na realidade, porém, essa densidade não existe. Porque dentro do May be man não há ninguém. O que significa que estamos pagando salários a fantasmas. Uma fortuna bem real paga mensalmente a fantasmas. Nenhum país, mesmo rico, deitaria assim tanto dinheiro para o vazio.
O May be Man é utilíssimo no país do talvez e na economia do faz-de-conta. Para um país a sério não serve.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Resgatando a História da Coojornal em 3 Capítulos ....
Coojornalistas Osmar Trindade, Lenora Vargas e Rosvita - foto daniel de andrade simões
Para quem se interessa pelo resgate da história da Coojornal segue post em três capítulos (no minimo) diários como as novelas.
O Coojornal e a pobre dissertação da Unisc ( Capítulo 1)
Meu nome não está na lista dos associados da Coojornal publicada em uma dissertação da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) que um amigo, surpreso, me enviou.
- Te defenestraram, véio? Viu como o pessoal ainda... guarda altas mágoas da oposição ?!
Fui dos primeiros repórteres da cooperativa. É sabido e notório - pelos mais antigos, pelo menos. Lá cheguei a convite do Luiz Cláudio Cunha, meu chefe na Veja,melhor, na sucursal gaúcha da Editora Abril, e vice-presidente da Coojornal na época.
Lembro que nestes idos o falecido cirurgião dentista Luiz Alberto Arteche, que também estudou Jornalismo na PUC e era pai do ator André Arteche,
já estava lá frilando para o Jornal do Inter.
Recordo da Marina Wodke escrevendo reportagens para um house órgão de uma empresa de elevadores, se a memória não me trai.
Memorizo o Elmar Bicudo Bones e o Jorge Polidoro em tempo integral no primeiro prédio da Comendador Coruja de propriedade do José Abujamra onde funcionava a Editora Verbo.
Depois, é que veio o pessoal saido da Folha da Manhã do Vierinha da Cunha à Rosvita, ao Trindade e à Lenora, ao Caco Barcellos - frilando e dirigindo o táxi do pai, Cláudio como ele.
Isto foi muito antes de existir o Coojornal mensal - que foi às ruas em meados de 1976.
Nos expedientes do Coojornal tinha toda a longa nominata dos donos do empreendimento e nunca me dei conta da lacuna aberta entre os nomes de André Jockymann, Ângela Sória Riccordi, Ângela Santamgelo, Ângelo Dias da Silva, Aníbal Bendati, Anilson Costa, Anna Maria Magalhães e Antonio Britto Filho, onde deveria estar fixado este escriba como foi batizado. Quando será que sumiu a minha identidade desta nomeada em ordem alfabética de scios que jamais integraram a equipe da faina diária da cooperativa?
De onde a autora da dissertação tirou o que a orientadora dela chama de "lista oficial da Coojornal"?
Como a documentação oficial do cooperativa foi incinerada, ao que sei por ordem judicial determinada ao espólio, para desocupar lugar, evidentemente não existe uma listagem formal. Esta omissão também não abala a minha vaidade já que na obra " Coojornal -Um jornal de jornalistas sob a ditadura militar",da Editora Libretos, do Rafa Guimaraens e da Clô Barcellos, estão selecionadas, por generosidade dos autores, algumas reportagens minhas, feitas na primeira fase histórica da Coojornal (antes de 1978).
O amigo e colega que me enviou a dissertação da Unisc estranhou não só esta ausência do meu nome entre os associados "oficiais", mas se incomodou mais, sobretudo, com o desprezo à versão oposicionista, à qual me filiei no processo da evolução da cooperativa.
- Ela só entrevistou gente da chapa ganhadora! Só tem a visão da direção, dos que ficaram na cooperativa! - espantou-se o amigo, que é professor de Jornalismo.
Lógicamente questionei a autora do trabalho que não me respondeu e a sua orientadora, que ofereceu uma resposta muito estranha.
Disse ela que, ao contrário do jornalismo, a academia não tem a obrigação de ouvir os dois lados (!!!).
Em suas palavras:
(..) em relação às suas críticas pontuais, lembro que um trabalho científico deve primar pela isenção. E esse o fez. (..) Não procede a relação que em seu mail estabelece entre a condução da dissertação e a prática jornalística. Como mencionei, um trabalho científico deve ter como horizonte a isenção e o rigor metodológico nas escolhas. No entanto, não tem o compromisso do jornalismo de ouvir “os dois lados”. Isto faz parte das técnicas do jornalismo, que é uma prática profissional. O método científico requer rigor científico e isenção, mas tem outro modo de operação distinto do de uma prática profissional".
Note-se que ela afirmou que a academia tem que buscar "a isenção e o rigor metodológico".
Mas como alcançar o rigor e a isenção considerando unicamente só uma versão e ignorando a outra, que sempre foi pública já que apresentou-se em uma assembleia geral de eleições?
Não fui na onda e consultei um amigo professor de Jornalismo e doutor em História que me respondeu o seguinte:
- Nas dissertações que oriento, estimulo a investigação profunda, que deve levar em conta todos os "lados". Ela (a orientadora) tem uma posição diferente ou, ao menos, argumentou dessa forma, provavelmente para defender a sua orientanda e tentar se justificar como orientadora.
Existem também erros pontuais como a afirmação de que a Coojornal editou o jornal O Interior, o que jamais ocorreu, como depõe o diretor deste periódico editado em Carazinho, Waldir Heck.
Alô André:
Não existiu essa história da Coojornal editar o jornal O Interior ou renovar o setor de comunicação da organização (imaginando a Fecotrigo?). O que aconteceu, deves estar lembrado, foi que num período a Coojornal produziu matérias para O Interior, por encomenda.
Seria interessante saber em que fonte essa estudante se baseou e o que mais escreveu.
Fico com pena da estudante que escreveu o que lhe contaram. Já tive que contar diversas vezes a história do jornal O Interior para colaborar em trabalhos de conclusão. Acabo me empolgando, me emocionando e falando fora de um "rigor científico ou acadêmico". E me aconteceu mais de uma vez, tempos depois, de constatar que os trabalhos tinham informações incorretas ou incompletas, sendo eu a fonte. Lamentei, mas relevei sempre que não tinha como corrigir.. Não sei se é a atitude correta. Mas nesse caso do Coojornal é diferente e tens razão em te indignar, ainda mais considerando o peso da banca acadêmica.
Saudações
Waldir
foto daniel de andrade simões/coojornal
Para quem se interessa pelo resgate da história da Coojornal segue post em três capítulos (no minimo) diários como as novelas.
O Coojornal e a pobre dissertação da Unisc ( Capítulo 1)
Meu nome não está na lista dos associados da Coojornal publicada em uma dissertação da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) que um amigo, surpreso, me enviou.
- Te defenestraram, véio? Viu como o pessoal ainda... guarda altas mágoas da oposição ?!
Fui dos primeiros repórteres da cooperativa. É sabido e notório - pelos mais antigos, pelo menos. Lá cheguei a convite do Luiz Cláudio Cunha, meu chefe na Veja,melhor, na sucursal gaúcha da Editora Abril, e vice-presidente da Coojornal na época.
Lembro que nestes idos o falecido cirurgião dentista Luiz Alberto Arteche, que também estudou Jornalismo na PUC e era pai do ator André Arteche,
já estava lá frilando para o Jornal do Inter.
Recordo da Marina Wodke escrevendo reportagens para um house órgão de uma empresa de elevadores, se a memória não me trai.
Memorizo o Elmar Bicudo Bones e o Jorge Polidoro em tempo integral no primeiro prédio da Comendador Coruja de propriedade do José Abujamra onde funcionava a Editora Verbo.
Depois, é que veio o pessoal saido da Folha da Manhã do Vierinha da Cunha à Rosvita, ao Trindade e à Lenora, ao Caco Barcellos - frilando e dirigindo o táxi do pai, Cláudio como ele.
Isto foi muito antes de existir o Coojornal mensal - que foi às ruas em meados de 1976.
Nos expedientes do Coojornal tinha toda a longa nominata dos donos do empreendimento e nunca me dei conta da lacuna aberta entre os nomes de André Jockymann, Ângela Sória Riccordi, Ângela Santamgelo, Ângelo Dias da Silva, Aníbal Bendati, Anilson Costa, Anna Maria Magalhães e Antonio Britto Filho, onde deveria estar fixado este escriba como foi batizado. Quando será que sumiu a minha identidade desta nomeada em ordem alfabética de scios que jamais integraram a equipe da faina diária da cooperativa?
De onde a autora da dissertação tirou o que a orientadora dela chama de "lista oficial da Coojornal"?
foto daniel de andrade simões/coojornal
foto daniel de andrade simões/coojornal
Como a documentação oficial do cooperativa foi incinerada, ao que sei por ordem judicial determinada ao espólio, para desocupar lugar, evidentemente não existe uma listagem formal. Esta omissão também não abala a minha vaidade já que na obra " Coojornal -Um jornal de jornalistas sob a ditadura militar",da Editora Libretos, do Rafa Guimaraens e da Clô Barcellos, estão selecionadas, por generosidade dos autores, algumas reportagens minhas, feitas na primeira fase histórica da Coojornal (antes de 1978).
O amigo e colega que me enviou a dissertação da Unisc estranhou não só esta ausência do meu nome entre os associados "oficiais", mas se incomodou mais, sobretudo, com o desprezo à versão oposicionista, à qual me filiei no processo da evolução da cooperativa.
- Ela só entrevistou gente da chapa ganhadora! Só tem a visão da direção, dos que ficaram na cooperativa! - espantou-se o amigo, que é professor de Jornalismo.
Lógicamente questionei a autora do trabalho que não me respondeu e a sua orientadora, que ofereceu uma resposta muito estranha.
Disse ela que, ao contrário do jornalismo, a academia não tem a obrigação de ouvir os dois lados (!!!).
Em suas palavras:
(..) em relação às suas críticas pontuais, lembro que um trabalho científico deve primar pela isenção. E esse o fez. (..) Não procede a relação que em seu mail estabelece entre a condução da dissertação e a prática jornalística. Como mencionei, um trabalho científico deve ter como horizonte a isenção e o rigor metodológico nas escolhas. No entanto, não tem o compromisso do jornalismo de ouvir “os dois lados”. Isto faz parte das técnicas do jornalismo, que é uma prática profissional. O método científico requer rigor científico e isenção, mas tem outro modo de operação distinto do de uma prática profissional".
Note-se que ela afirmou que a academia tem que buscar "a isenção e o rigor metodológico".
Mas como alcançar o rigor e a isenção considerando unicamente só uma versão e ignorando a outra, que sempre foi pública já que apresentou-se em uma assembleia geral de eleições?
Não fui na onda e consultei um amigo professor de Jornalismo e doutor em História que me respondeu o seguinte:
- Nas dissertações que oriento, estimulo a investigação profunda, que deve levar em conta todos os "lados". Ela (a orientadora) tem uma posição diferente ou, ao menos, argumentou dessa forma, provavelmente para defender a sua orientanda e tentar se justificar como orientadora.
Existem também erros pontuais como a afirmação de que a Coojornal editou o jornal O Interior, o que jamais ocorreu, como depõe o diretor deste periódico editado em Carazinho, Waldir Heck.
Alô André:
Não existiu essa história da Coojornal editar o jornal O Interior ou renovar o setor de comunicação da organização (imaginando a Fecotrigo?). O que aconteceu, deves estar lembrado, foi que num período a Coojornal produziu matérias para O Interior, por encomenda.
Seria interessante saber em que fonte essa estudante se baseou e o que mais escreveu.
Fico com pena da estudante que escreveu o que lhe contaram. Já tive que contar diversas vezes a história do jornal O Interior para colaborar em trabalhos de conclusão. Acabo me empolgando, me emocionando e falando fora de um "rigor científico ou acadêmico". E me aconteceu mais de uma vez, tempos depois, de constatar que os trabalhos tinham informações incorretas ou incompletas, sendo eu a fonte. Lamentei, mas relevei sempre que não tinha como corrigir.. Não sei se é a atitude correta. Mas nesse caso do Coojornal é diferente e tens razão em te indignar, ainda mais considerando o peso da banca acadêmica.
Saudações
Waldir
sábado, 22 de junho de 2013
fotos Tv daniel de andrade simões
CONCORDO E ASSINO EMBAIXO !Não é só o PT, SÃO TODOS OS PARTIDOS POLÍTICOS, DE A a Z, QUE NÃO NOS REPRESENTAM!Existe portanto uma CRISE POLÍTICA DE REPRESENTAÇÃO, PQ. NÃO NOS RECONHECEMOS NESSES PARTIDOS E NESSE GOVERNO !
Alguns desejam silenciosamente, a volta da DITADURA, e estão torcendo que os militares entrem em cena, a pretexto da violência inaceitável que uma minoria maligna, vem exercendo.
No entanto, não devemos ter medo por algumas razões : a primeira é que existe dentro das Forças Armadas, uma nova geração que está aprendendo as lições de democracia, construídas ao longo de nossa história recente; são os militares saudosistas do regime militar e representados pelo Clube Militar do Rio de Janeiro, diga-se, ex-torturadores, que desejam o caos; a segunda razão é que o Estado brasileiro e esse Governo, têm margem de negociação com os movimentos sociais, no sentido de diminuir o impacto social e político das justas reivindicações = “vão-se os anéis e ficam os dedos”...; terceira razão é que as velhas raposas da política, vão tentar capitalizar o movimento, costurando um grande acordo, cuja dimensão é proporcional à pressão do movimento social. A gama variada de reivindicações, pode levar o justo movimento, A UMA PERDA DO FOCO, ISTO É DOS SEUS OBJETIVOS, SOBRETUDO QDO. NÃO EXISTE A CRISTALIZAÇÃO DE UMA LIDERANÇA POLÍTICA.E SEM LIDERANÇA POLÍTICA, O MOVIMENTO CORRE SÉRIO RISCO DE FRACASSAR !
Coloquem em grande caldeirão fervente, todas as insatisfações de ordem econômica, social, política, mexam bem tudo... e veremos o que vai dar!SEM UM BOM COZINHEIRO OU MAITRE, TUDO PODE VIRAR ANGU!!!
Por outro lado, nesses momentos de CRISE POLÍTICA, é muito difícil, guardar uma certa SERENIDADE, para poder e saber SEPARAR O JOIO DO TRIGO! NÃO PODEMOS JOGAR FORA O BEBE E A AGUA SUJA! PELO PASSE-LIVRE SIM! CONTRA A CORRUPÇÃO DOS POLÍTCOS E DO GOVERNO SIM!
PELA GARANTIA DOS DIREITOS ECONÔMICOS E SOCIAIS SIM! CONTRA O ESTABELECIMENTO DE ACORDOS ESPÚRIOS, PARA NEUTRALIZAR OS MOVIMENTOS REIVINDICATÓRIOS, SIM! MAS TAMBÉM : CONTRA A VIOLÊNCIA, VENHA DE ONDE VIER, SIM!
PELO RESPEITO DAS LIBERDADES INDIVIDUAIS, SIM! PELO FORTALECIMENTO DO MOVIMENTO SOCIAL SIM! PELO SURGIMENTO DE UMA NOVA LIDERANÇA POLÍTICA, DEMOCRÁTICA E ABERTA AO DIÁLOGO COM TODAS AS CORRENTES DE PENSAMENTO, SIM!
PARA ONDE VAMOS ? QUO VADIS? Somente o desenrolar dos acontecimentos, dirá. MAS NÃO SOMENTE!É AQUI QUE ENTRA O PAPEL DA CLAREZA DAS LIDERANÇAS, NA CONDUÇÃO DESSE PROCESSO. O IDEAL, SERIA O MOVIMENTO CHEGAR À CONCLUSÃO, QUE A PRINCIPAL REIVINDICAÇÃO POLÍTICA, SERIA A CONVOCAÇÃO DE NOVAS ELEIÇÕES GERAIS EM TODO O PAÍS! NO ENTANTO, ESTAMOS HÁ UM ANO DELAS E NÃO ESSE GOVERNO, QUE TERIA CORAGEM DE ENFRENTAR A SOCIEDADE E A CLASSE POLÍTICA ENCASTELADA NO PODER.
NOSSA ARMA É NOSSO VOTO! POIS É MUITO MAIS DIFÍCIL UM TRABALHO DE PREPARAÇÃO DAS CONSCIÊNCIAS, DO QUE CORRER CEGAMENTE PELAS RUAS, SEM TER CLAREZA DOS OBJETIVOS DO MOVIMENTO E DO SEU AMANHÃ. A MELHOR FRASE QUE VI ESCRITA EM UM CARTAZ DAS MANIFESTAÇÕES FOI: “DESCULPEM OS TRANSTORNOS, ESTAMOS MUDANDO O BRASIL” ! José C. Rolemberg PS : Não faço parte das Redes Sociais; se alguém quiser repassar, tudo bem.
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PEC 215 - Projeto de exterinio das nações indígenas brasileira
PEC do Diploma
PMDB
PORRA
PORRA em Rio Real Sergipe
PORRA por Nemésio Garcia
Pablo Patterson no Quem Samba Fica...
Papa Ratzinger
Paraguai por Tânia Miranda
Paris Foto Falante - Cândido
Paris França
Paris baguete
Paris e os brasileiros estudantes em 1975
Parque da Redenção - Porto Alegre - RS Brasil
Pasquim na Prisão em Salvador
Paulo Motta por Gilnei Lima
Pe. Renzo por frei Betto
Pelo direito de ser criança - Tânia Miranda
Pensageiro Frequente por Mia Couto
Petrasi e sarmento leite - RS Brasil
Pica pau e o fim de linha
Pilar e Marina
Pindoba Futebol Clube de Rio Real
Planeta Terra e o Consumismo
Planeta Água
Poesia WB
Poesia WB - Indio
Poesias
Poeta Jaime Cardoso
Poeta Wilson Barbosa - Brasil
Poeta e jornalista Luiz Carlos Maia Bittencourt
Poetas Wilson Barbosa e Jaime Cardoso
Políticos fichas sujas
População indígena brasileira
Porco Espinho e o Dragão
Porra - Rui em campana esperando Godot
Porra - refundação em bordados de tauá das ceramistas de Rio Real
Porto Alegre - Jair Soares
Porto Alegre por daniel de andrade simões
Portugal
Portugal Lisboa Revolução dos Cravos 1975
Portugal e Moçambique
Português de Moçambique
Premio Tucuju de Ouro para fotografia de Daniel de Andrade Simões.
Presidente Jair Krischke
Presídio de Frei Caneca - RJ
Prisão e escracho para os torturadores e assassinos da ditadura no Brasil
Proposta de Emenda a Constituição Federal
Prólogo para Carlos Marighella por Wilson Barbosa - Negus
Pátria por Wilson Barbosa - Negus
Pérolas dos vestibulandos baianos por Tânia Miranda
Pérolas dos vestibulandos baianos. Alunos da prof. Tânia Miranda
Quebrando o sigilo eterno por Tãnia Miranda
Quem Samba Fica - por Tânia Miranda
Quem Samba Fica ...
Quem sambia fica...Memórias de um ex-guerrilheiro Rui Patterson
Quem tem medo da Comissão da Verdade
Quilombolas e as armas da Marinha por Tânia Miranda
RS
RS - fotos daniel de andrade simões
Rafael Guimaraens
Rafton
Raimundo Pereira
Raul Morales recomenda a leitura de Quem Samba Fica ...
Raul Moralles
Reflexo - revista criada por exilados
Reflexo da cultura brasileira no exílio 1978 - Suécia
Reflexões sobre Marx por Carmem Craidy
Reinaldo Melo
Reinaldo de Melo
Renzo por Emiliano José
Reparações para os anistiados
Restauração do Araújo Viana e o poeta Carlos Caramez
Retalhos da História
Retalhos e Caminhos por daniel de andrade simões.
Retrilhar com Dilma Rousseff
Retrilhar em Rio Real
RetroVisão no brique de porto Alegre-RS
Rio Grande do Sul - Torres Itapeva
Rio Real - A cajueira foto daniel de andrade simões
Rio Real - Bahia - Brasil
Rio Real - Bahia Brasil
Rio Real - Cultura nas Escolas
Rio Real - Retrilhar
Rio Real Bahia - Origem
Rio Real Bahia Antonio Pedro de Santinha
Rio Real Bahia Francisco Moreira Simões
Rio Real Bahia e Mia Couto
Rio Real Brasil e Maputo Moçambique
Rio Real e Jorge Amado nas Escolas
Rio Real e a Ferrovia Trem Jégue
Rio Real e a literatura brasileira nas escolas
Rio Real e o Trem Bala
Rio Real por Cosme Oliveira
Rio Real por Euler Pereira
Rio Real um paraíso de esgôto a céu aberto e lixo
Rita LEE para Amy WineHouse
Roberto Silva
Rodovias brasileiras via sem saída
Rua da Praia POA foto daniel de andrade simões
Rui Patterson
Rui Patterson - O Farejador Navegante
Rui Patterson - Quem Samba Fica
Rui Patterson e Carlos Sarno
Rui Patterson e Leopoldo Paulino
Rui Patterson e Marighella no Quem Samba Fica...
Rui Patterson e Sarno
Rui Patterson e o Quem Samba Fica ...
Rui Patterson e seu pé quebrado
Rui Patterson em Quem Samba Fica ...
Rui Patterson o Gastador ...
Rui Patterson sobre daniel de andrade simões
Rui Pinto Patterson
Rui Pinto Patterson - Bahia Brasil
Rui e Margô. Quartel do Barbalho
SOS democracia
Saitica
Saitica por Gilnei Lima
Sala de Aula - Moçambique
Salvador.
Salvador. Ocupação siimbólica do Quartel do barbalho
Samora Machel
Samora Machel - estadista africano
Samora por Graça Machel Moçambique
Sanfoneiro ou gaiteiro - Brasil
Sanhã - india waiãpi - amapá- brasil
Santo marido
Sarno e Nemésio Garcia
Se fores preso...lembra Rui Patterson
Se.
Seca por Luiz Carlos Maia Bittencourt
Sequelas da Ditadura por Tânia Miranda
Sergipe
Sergius Gonzaga
Simon e...
Simplesmente Josué de Rio Real Sergipe
Sobre a ditadura militar e civil no Brasil
Soneto Póstumo - Mario Quintana
Sonhando um Pesadelo por daniel de andrade simões
Sr. Carneiro
Sr. Modeste Shwarstein Simões
Stella
Sueli e Raimundo casam em Rio Real Sergipe
São Paulo e RS Brasil
Série Crianças do Paraíso
TUPAMARO Henry Engler
Taís e Fabiane
Teatro Davi Camargo - recordista em apresentações
Teatrólogo Sarno - O primeiro a queimar em Salvador a bandeira americana
Tempo de Resistêcia - Leopoldo Paulino
Tempo de Resistência de Leopoldo Paulino (Jaiminho) na Décima Edição
Teotônio Vilela
Teotônio Vilela e Pedro Simon
Terminal Turístico de Torres
Terminal turístico Torres RS
Terra para quem nela trabalha por Tânia Miranda
Theodomiro dos Santos
Torres - corruptos
Torres- Pesca
Torturadores e assassinos da DITADURA no Brasil
Travessia 2012 da Ilha dos Lobos - Torres
Trotzki e a Presidente Dilma
Tânia Miranda
Ubiratan Castro de Araújo
Ubiratan Castro de Araújo por Emiliano José
Ubiratan Castro de Araújo por Rui Patterson
Ulisses Guimarães - Brasil
Ulisses Guimarães na rua da Praia e outros
Ungaretti - O Cara
Urubu Zebedeu - Rio Real Bahia
Vaca de Rio Real - Bahia
Valdir Pires
Vendedor de pinta silva
Veneza do Norte?...Tá
Verdade e Justiça - Compromisso de Porto Alegre
Viragem - por wilson barbosa
Virgulino Ferreira - Lampião
Vítimas e Algozes por Rui Patterson
Xico Stokinger
Yasser Arafat
Yuri Carlton campeão de artes marciais e advogado
Zé Cacheado de Rio Real
amapá capiberibe
ana craidy simões e jacques
anarquista - rui patterson
anjo Gabriel por daniel de andrade simões
antinoMia
antropologia coca cola
artesanato
artur bispo do rosário
artur bispo dorosário
bajulador e puxa saco
bice
brique da redenção
brizola tancredo e ulisses
caju de Rio Real Bahia
cajueiros de Rio Real - Bahia
carlos araújo
cartunista santiago
castro alves caetano veloso gilberto gil mario quintana e...
cavalgada torres - RS Brasil
caçadores da lua ...
ceramistas
chapada do vagalume
chuck - o bom guri
coerência e coragem
comportamento
conto da saitica
conto da saitica II
conto do Zidane
conto do senador Jacinto Gastura
conto do urubu
cooJornal - RS Brasil
coojornal - história em 3 capítulos ...
coqueiral rio real bahia brasil
crueldade na tradição cultural
cruz cartunista gaúcho
daniel de andrade simões
daniel de andrade simões ou reginaldo faria leite por MIA COUTO
defensor da água.
desde 1973
dilma rousseff
dilma rousseff e energia limpa
diretas já
ditadura militar
documentos de daniel de andrade simões ou reginaldo faria leite
durante a ditadura civil-militar
eduardo tavares fabico
eleonora annes
escultor e ativista político
estilosas jaquetinhas em Antonio Prado - foto osvaldo hampe RS
estudantes
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exemplo de solidarieda
exilados brsileiros em Moçambique
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exílio
falso hai-cai por Wilson Barbosa
familia Craidy - Brasil
feijão da chapada do vagalume itati
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ferrovias - exposição coletiva do grupo leica 1
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fotoFalantes - diria o Elson Martins do Acre
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fotos tv daniel de andrade simões
galeria F - salvador bahia
galo de briga rio real bahia brasil
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grande roqueira que faz sua verdade
guardião da floreta amazôniaca
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italianos ...
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itati - Chapada do Vagalume
itati chapada do vagalume
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jair Soares...Brasil
josé daniel craidy simões
josé serra
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local de prisões e torturas
local de prisões e torturas. fotos daniel de andrade e stella petrasi
lucia Ribeiro Bittencourt e Marie Jô
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malangatana e roberto silva
malfeitor no Brasil - por Luiz Claudio Cunha
marco aurélio barroso
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mario quintana e alceu valença - poetas
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moçambique - marcelino dos santos frelimo
médico naturalista e humanista defensor da vida
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o criador do PORRA na tortura
o primeiro estrategista da guerra de guerrilha no Brasil - fotos daniel de andrade simões
ocupação simbólica do Quartel do Barbalho
ou
ou fim de um cíclo?
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poeta Wilson Barbosa e Muriatan
por Alcinéa Cavalcante
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por daniel de andrade simões
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prisão para todos
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restituição dos mandatos - foto daniel de andrade simões
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retalhos de lutas democráticas
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rio real - bahia
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rio real e os senadores
rio real jaci e renata
rio real pedaladas - Itapicuru
rio real raposo
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sapinhos do sul
sarmento leite - RS Brasil
sem-terra
sobre presidio Lemos de Brito
solidão
sou como o Chaplin
stalin
um continente sem história ?
um grande camarada da esquerda...
um historiador equivocado por Rui Patterson - advogado. E a Biografia do Marighella por Mário Magalhães
um revolucionário brasileiro no exílio em Moçambique
um valioso brasileiro
urubus brasileiros
utopia ou realidade ?
valneri antunes
vamos conversar ? ...
verdade e justiça em Porto Alegre-RS
vida de cão...
voam juntas a alma e as lembranças ?
wilson do nascimento barbosa
wilson nascimento barbosa
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Ói Nóis Aqui Traveiz - Memória
água do planeta
água para todos

























