domingo, 28 de outubro de 2012

O Poema

foto daniel de andrade simões

Uma formiguinha, atravessa, em diagonal, a página ainda em branco. Mas ele, aquela noite, não escreveu nada. Para quê ?
Se por ali já havia passado o frêmito e o mistério da vida ... (Mario Quintana)

sábado, 27 de outubro de 2012

Fantasma do poeta passeia na 58ª Feira do Livro de Porto Alegre ..."As Folhas enchem de ff as vogais do vento" (MQ)

foto daniel de andrade simões

Para lembrar o Maior Poeta Gaúcho
O MAPA
Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo ...
(É nem que fosse meu corpo!)
Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei ...
Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes.
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei ...)
Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar.
Suave mistério amoroso,
Cidade do meu andar
(Deste já tão longo andar!)
E talvez de meu repouso...

Do livro Apontamentos de história sobrenatural.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A 58ª Feira do Livro está na Praça de Porto Alegre

Freitas, lambe lambe sobrevivente. fotos daniel de andrade simões
 Fotógrafo RICARDO STRICHER lança no próximo dia 8 na feira, PORTO ALEGRE INVISÍVEL - foto daniel de andrade simões

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Do Soneto IV da Rua dos Cataventos, para Tânia Miranda

foto daniel de andrade simões

"Pra que viver assim num outro plano ?
Entremos no bulício cotidiano...
O ritmo da rua nos convida.
Vem! Vamos cair na multidão !
Não é poesia socialista...Não.
Meu pobre Anjo...É simplesmente ...a Vida !..."
(Mário Quintana)

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

FotoFalante - ex-pássaro

Voam juntas a alma e as lembranças desse pássaro marinho? foto daniel de andrade simões

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Cadê...

colchas de retalhos feitas por zete simões (marizete) de Rio Real - fotos daniel de andrade simões
cadê o Trotsky ?

sábado, 20 de outubro de 2012

A Herança - Pertences de Lampião

reprodução:daniel de andrade simões fotos: Benjamin Abrãao

Pertences do capitão Virgulino, vulgo Lampião, constantes do inventário da polícia alagoana, que o abateu, com sua gente, na Grota dos Angicos, 1938, Estado de Sergipe: “chapéu de couro, tipo sertanejo, ornado em alto relevo em suas abas, com seis sinos de Salomão; barbicacho de couro, com 46 centímetros. de comprimento e ornado em ambos os lados com 50 peças de ouro, de confecção variada, como sejam: botões para colarinho, para punhos, e cartões de tipo visita, com variadas inscrições, como “saudade”, “recordação”, “lembrança”, “amizade” e, em alguns, um “P” como inicial e em outro “C.L.”, e mais três anéis, sendo um com pedra verde, outro uma aliança e o terceiro um de identidade gravado o nome “Santinha”; testeira de couro com quatro cm. De largura e 22 centímetros. De comprimento, onde estão fixadas as seguintes moedas e medalhas – duas gravação “Deus te guie”, “duas libras esterlinas”, “uma moeda brasileira de ouro”, com a efígie de “Petrus II”, de 1855, e ainda duas brasileiras de ouro, respectivamente de 1776 e 1802; barbicacho traseiro de couro, com as mesmas dimensões de testeira e ornado com as seguintes peças de ouro: duas medalhas com a inscrição e um brilhante pequeno e quatro outros de desenhos diferentes.


Mosquetão Mauser, modelo 1908, dos usados no Exército Nacional, em perfeito estado de conservação, número 314, série b, com bandoleira enfeitada com sete escudos de prata do Império, no valor de mil réis, e vinte e cinco ilhoses brancos, contendo um reforço de alumínio reforçando a segurança da telha que está partida. Faca de folha de aço, com sessenta e sete centímetros de dimensão, com cabo e terço de níquel adornando o cabom com três anéis de ouro, notando-se na lâmina uma mossa produzida naturalmente por bala; bainha toda de níquel, com forro interno de couro, notando-se também na parte superior estrago produzido por bala.
O encontro imaginário do Chê e Lampião

Cartucheira de couro, com enfeites de costumes da caatinga, com capacidade para cento e vinte e um cartuchos para fuzil Mauser ou mosquetão, com apito de metal amarelo, preso a uma corrente de prata – notando-se à altura do peito esquerdo um orifício produzido por bala de fuzil. Bornais – um jogo bordado a máquina, com linhas de várias cores e perfeito acabamento, tendo no fecho de um dois botões de ouro e prata e no outro apenas um botão de prata, encontrando-se no respectivo suspensório nove botões de prata e ainda apenso a um dos bornais uma caixa de folha-de-flandres, coberta do mesmo pano de bornais, também bordado a máquina; ainda um bornal de brim azul-mescla bastante usado, próprio para mantimentos, tendo como referência o ano de 1937 e as seguintes iniciais: C.V.F.S.L., tudo bordado a máquina .

Lenço de sêda vermelha, com bordados simples, apenas em três ângulos, notando-se no quarto apenas risco. Pistola Parabellum de 9 mm., número 97, tipo fabricação de 1918, com bainha de verniz preto, demonstrando boa confecção e acabamento; uma platina de fazenda azul, com três galões; um par de luvas de pano bordado, duas cobertas de chita forradas” etc.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Rui Patterson ensina como gastar prêmios da Mega Sena

foto daniel de andrade simões

Compre tudo, gaste tudo, passe o card e seja o que Deus quiser.

Alugue um jato intercontinental pra levar seus amigos - eu inclusive - a Parri. Hospede-se no Hôtel Meurice ou George V, andar alto para ter vista da torre Eiffel, mande deixar um recipiente com gelo com 15 champãs Krug, sec, permanentemente no apartamento, chocolates, flores (trocadas de 4 em 4 horas), lençóis de linho egípcio de 1000 fios, roupões dourados (femmes) e negros, de cetim de seda chinês, cadillacs com chauffer 24 horas. Pague gorgetas minimas de US$ 100, seja qual for o serviço prestado, para serviçais. Acenda charutos, narguilés, baseados, com notas de US$ 100.
Vá todos os dias à Galerie Lafaiette, do último andar ao térreo, fazendo compras, leve o amigos, eu inclusive e a família, para não ficarem saudosos.

Contrate todo o ballet do Follies Bergère com exclusividade durante todo o período de permanência em Parri, com direito a subida no seu apartamento, das coristas - só as melhores - no final da noite.

Não esqueça de deixar o jato à disposição, equipagem completa, champãs included, pra uma chegadinha ocasional na Riviera Francesa, Sardenha, Toscana, Veneza (se não estiver alagada), cruzando o Atlântico para New York e, estando a cidade boring, retorne, passando em Londres para saber do seu movimento financeiro na Citi.O resto a gente pensa depois.
Ruioque, O Conselheiro Financeiro-Gastador

Alhos e Bugalhos

O amigo luthier, (luiz carlos tudrey) afinando um tição...
o guerrilheiro, professor e escritor  (crime do soldado nu) alfredo nery paiva - fotos daniel de andrade simões

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Operação Condor

fotos daniel de andrade simões

'Operação Condor' teve início em 1970, mostram novos documentos Ditadura brasileira já atuava em parceria com militares de outros países sul-americanos, na perseguição a militantes de esquerda, antes que a rede estivesse oficialmente formada Para assistir > www.ebc.com.br/operacaocondor Por: Agência Brasil - Publicado em 16/10/2012, 09:24 Brasília - Chefiados por ditaduras militares, o Paraguai, Uruguai, a Argentina, o Chile, a Bolívia e o Brasil, uniram-se para reprimir os opositores ao regime que vigorava nesses países, ação que ficou conhecida como Operação Condor. O documento que cria oficialmente a cooperação é de dezembro de 1975, mas documentos inéditos, obtidos com exclusividade pela reportagem da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), comprovam que o esquema já existia cinco anos antes.Um desses documentos relata a prisão do ex-coronel do Exército Jefferson Cardin Osório na Argentina, em dezembro de 1970, o primeiro alvo da Operação Condor. Em 1965, Osório comandou a guerrilha de Três Passos, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a primeira contra o regime militar do Brasil e, por isso, era um militante visado. Um ano antes, ele teve os direitos políticos cassados pelo Ato Institucional 4, de 1964. A prisão de Osório é detalhada em um documento da Embaixada do Brasil na Argentina. Nele, o adido brasileiro conta que obteve informações sobre o local onde estava Osório e como efetuou a prisão com o auxílio da polícia argentina. No texto, o representante brasileiro ressalta a existência de um decreto que permitia que os presos fossem entregues às autoridades brasileiras.O acordo permitia “a expulsão de estrangeiros que contribuíssem para a desarmonia entre países e se mostrassem ligados às atividades subversivas”, conforme o documento. Com base na política de cooperação entre os países, Osório, o filho dele e um sobrinho foram trazidos ao Brasil de forma sigilosa e o destino foi ocultado da família.
Para Jair Krischke, presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, a ação comprova como os países, inclusive o Brasil, já agiam mesmo antes da criação oficial da Operação Condor. “Podemos nomear vários casos da Operação Condor, realizada pelo Brasil em cooperação com o Uruguai, Chile e com a Argentina. E, muitíssimo antes da famosa reunião de Santiago do Chile, que é novembro de 75 [1975]. O Brasil operava com total discrição, muito na característica da ditadura brasileira, sem deixar impressões digitais, sempre cauteloso no agir, diferentemente dos outros aparelhos repressivos da região que tinham plena certeza da impunidade, que iam passar impunes a vida toda. E o Brasil sempre se resguardou,” explicou. Mesmo sem ter assinado a ata de criação da operação, em uma reunião realizada em Santiago, a capital chilena, o Brasil teve participação fundamental na estrutura da Condor, na avaliação de Krischke. “O aparelho repressivo brasileiro, já altamente sofisticado, em dezembro de 70, realiza a primeira Operação Condor em Buenos Aires”, revelou, em referência à prisão de Osório.A TV Brasil iniciou ontem (15) a exibição da série jornalística, com quatro reportagens, sobre a Operação Condor. Até o dia 19, o Repórter Brasil Noite vai exibir uma reportagem, sempre às 21h, com reprise no Repórter Brasil Manhã, às 8h. Depoimentos completos, fotos e documentos estão disponíveis no portal da EBC, no endereço www.ebc.com.br/operacaocondor.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A Liga, nadadores do Circuito Mercosul - Lagoa do Peri, Santa Catarina

Nos dias 29 e 30 de setembro aconteceu a tradicional Travessia da Lagoa do Peri, primeira etapa do 14º Circuito Mercosul de Travessias. As provas tiveram percursos de 3.000 metros, 1.500 metros, 700 metros e 200m para iniciantes. A 14ª edição da travessia, foi realizada no belo Parque Municipal da Lagoa do Peri.

A organização do circuito Mercosul é feita Por Marcos Pinheiro e Léia, casal que transforma o ambiente de competição em uma grande festa esportiva. O evento na Lagoa do Peri contou com a participação de nadadores de 4 anos até 70 anos, categoria PPNE, categoria Amigos Especiais, categoria Deficiente Visual, e categoria Deficiente Auditivo.
A segunda etapa do circuito acontece nos próximos dias 20 e 21 de outubro, em Bombinhas – SC. Maiores informações no site ww.travessias.com.

A estratégia da Liga, nadar e chegar

Neste circuito do Mercosul, 198 nadadores participaram em  várias categorias e idades (jovens dos 4 aos 70 anos). Uma louvável e valiosa organização que prestigia a saúde e o esporte.  Presentes nadadores com alguma mutilação física e mental foram os grandes vencedores. Na categoria 35 a 39 anos, nos 3 mil metros e 1.500 metros os primeiros lugares ficaram com José Daniel Craidy Simões. Na categoria feminina de 30 a 34 anos de 1.500 metros o segundo lugar ficou com Majane Silveira.

Uma grande superação física e psicológica do atleta...Chegou na linha final após 1 hora e 48 minutos com forte hipotermia. Emocionou participantes, organizadores e assistência

Mãos para cima meninos !...

A Liga "invadindo sua praia" ...


Forte participação da Liga RS - fotos daniel de andrade simões





domingo, 14 de outubro de 2012

Rodovias brasileiras, um "Plimor" de solução ! Ferrovia é a melhor estrada


como é burro meu jégue !

É esse o desenvolvimento que nós queremos !? - fotos daniel de andrade simões


sábado, 13 de outubro de 2012

Desejamos as crianças e "creonças" do nosso "Brasil varonil"... alegria, alegria

                                                                  banana para todos!  foto daniel de andrade simões
Henrique aos 3 meses
João, um autêntico e grande pai pai do Henrique

brasileiros, ana e henrique levando um "lero" fotos danivô

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A Nova Classe - com a Palavra Mikhail Bakunin

                                                                                                 foto daniel de andrade simões

A Nova Classe

Mikhail Bakunin (1814-1876) não era um adivinho, mas um estudioso das estruturas de poder e da natureza da condição humana. Possivelmente, inspirado nos exercícios e abusos de poder de Cromwell (Inglaterra) e da Revolução Francesa.
Bakunin é o principal pensador e propagador do anarquismo. Uma teoria ideológica que almeja criar uma sociedade que funciona sem hierarquias políticas, econômicas e/ou sociais.
Os anarquistas defendem a ausência de governos na suposição de que um sistema social só funciona com a maximização da liberdade individual e da igualdade social.
Bakunin defendia que o esforço revolucionário deveria ser concentrado na destruição das "coisas" (leia-se Estado), e não das "pessoas".
Afirmava que a centralização da autoridade e do Estado criavam um obstáculo ao desenvolvimento das pessoas e das nações.
Rompido com comunistas e socialistas, Bakunin lidera a criação de grupos anarquistas em vários países do mundo, pregando o anti-autoritarismo, o mutualismo e o princípio descentralizador.
Uma de suas proféticas afirmativas, diz: "Assim, (...) chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana”.
Outro sujeito, Milovan Djilas (1911-1995), ex-ministro, vice-presidente, dissidente e contestador do regime comunista iugoslavo, ao tempo de Josip Broz Tito, dizia em seu livro “A Nova Classe” (1957):
“É muito difícil, talvez impossível, definir os limites da nova classe e identificar seus membros. Pode-se dizer que ela é constituída daqueles que gozam privilégios especiais e favoritismo econômico devido ao monopólio administrativo que detém”.
Conclusão: não há nada de novo no “front” da história! Agora, também nós assistimos a ascensão e as manobras da nova classe. Poder, arrogância, soberba e escândalos.
O politburo petista-governamental desdobra-se em procedimentos de contenção do dique comportamental rompido. Operações de dissimulação e mascaramento das relações noturnas dos companheiros da hora.
São renans, dirceus, waldomiros, delúbios, pereiras, valérios, jeffersons, dudas, jucás, severinos, fundos de pensões, assistencialismos, cartões de crédito corporativo, etc...
São os substantivos e adjetivos novos que desafiam os dicionaristas de plantão. Quando pensamos que descobrimos seu significado/dimensão, surge nova significação/significante. É como querer descobrir a cor do camaleão.

Silêncio e distância agora são os novos papéis do mercado político. Ações/inações nem tão virtuais compradas e silenciadas com dinheiro real.







quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Isadora Patterson, parabéns ...

Isadora Patterson - foto daniel de andrade simões

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Chê nasceu no dia 14 de julho de 1928, se transformou em semente no dia 9 de outubro de 1967

FSM - Porto Alegre - foto daniel de andrade Simões, texto do samuel-cantigueiro.blogspot.com

“Fica calmo... e aponta bem! Vais matar apenas um homem!”
Como lembra neste texto o Vítor Dias, terão sido estas as últimas palavras de Guevara, dirigidas há 45 anos ao destroçado sargento boliviano Mário Terán, encarregado de o assassinar por ordem da CIA. Assassinato que viria a descrever numa famosa entrevista ao “Paris Match”.Mesmo nesse derradeiro minuto, continuou a fazer todo sentido uma outra das suas frases famosas:
“Não me esperem para a colheita, pois estarei sempre semeando!”
(Ernesto Che Guevara)

sábado, 6 de outubro de 2012

Monotonia por Mario Quintana

                           
 
O catador do Tempo - foto daniel de andrade simões
É segundo por segundo
Que vai o tempo medindo
Todas as coisas do mundo
Num só tic-tac, em suma,
Há tanta monotonia
Que até a felicidade,
Ah! Como goteira num balde,
Cansa, aborrece, enfastia...
E a própria dor - quem diria?
A própria dor acostuma.
E vão se revezando, assim,
Dia e noite, sol e bruma...
E isto afinal não cansa?
Já não há gosto e desgosto
Quando é prevista a mudança.
Ai que vida!
Ainda bem que tudo acaba...
Ai que vida tão comprida...
Se não houvesse a morte, Maria,
Eu me matava

Pedaços do Antonin Artaud - Resposta do Rui Patterson sobre esporte radical...

                                                                           foto daniel de andrade simões

"Ora os Tarahumaras semearam esta Sierra habitada de sinais e rochedos a soprar um pensamento metafísico, sinais perfeitamente assumidos, inteligentes e concertados"

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Os gabolas, por Flávio Tavares - Jornalista e escritor

                                Flávio Tavares (centro) foto daniel de andrade simões

O homem que se gaba de ser “o milionário mais rico do Brasil” revelou que financia as campanhas eleitorais de dois candidatos à Presidência da República – José Serra e Dilma Rousseff. Já que um dos dois triunfará, ele se decidiu por ambos, mesmo sem ler os programas de governo de nenhum deles e sem ter interesse por isso. Oportunismo e desfaçatez?? Nada disto, “tudo em prol da democracia”, disse Eike Batista num programa de TV, dias atrás.
Não é gabolice. Ele aspira ser “o homem mais rico do planeta” e adora contar de como extraiu do fundo da terra os bilhões que tem. Sua esdrúxula visão de “prestigiar a democracia” através do dinheiro (como se tudo fosse bem de consumo, que se compra e vende) talvez escandalize sociólogos e analistas políticos, mas retrata a realidade. A eleição está cheia de iscas. O povão contenta-se com a cesta básica. Os “grandes” buscam peixe maior: para amansar o cipoal burocrático federal, a intimidade com o poder começa na campanha eleitoral!
Nosso milionário-mor, porém, financia seus candidatos com dinheiro do BNDES. Sim, pois a fortuna de Eike Batista multiplicou-se desde que se fez íntimo de Lula da Silva e obteve mais de R$ 4 bilhões em financiamentos do BNDES, a prazos tão longos, que parecem sem fim.
Dos grandes ou pequenos produtores gaúchos, quem conseguirá sequer 1% do que foi dado a Eike?
A maré da campanha eleitoral envolve a todos. O eleitorado brasileiro é quatro vezes a população da Argentina, mas nem por isto o povo se politizou. Os grandes temas desapareceram, o debate de ideias evaporou-se. Já não se exige que os candidatos exibam o passado para afiançar o futuro.
Em menos de um mês, festejaremos 21 anos do retorno à eleição presidencial direta. Em 1989 nos libertamos da última tutela que a ditadura nos havia pendurado ao pescoço, como canga em boi, e votamos pela primeira vez desde o golpe de 1964. Pouco progredimos, porém. Continuamos a votar só porque é obrigatório. Os partidos (inundados de gente inculta, sem passado e alheia às realidades profundas da vida) abrigam corruptos e aventureiros. Até ridículos, pois isso “dá voto”.

A “politização” se resume a apertar botões. A urna eletrônica fez do sufrágio um ato de manejar números e acabou com a recontagem de votos, dando margem à fraude. Quem assegura que peritos em eletrônica (desses que violam as senhas das contas na internet) não possam configurar as urnas antecipadamente, para que o voto a fulano se compute para beltrano?
Se violar o sigilo do Imposto de Renda passou a ser quase comum na Receita Federal, o que dizer da urna?
O escândalo da violação dos dados da filha de José Serra, pela Receita Federal, será indício de que começam a instaurar um “Estado policial” que exerce o poder também pela chantagem? Não creio que sua oponente Dilma Rousseff esteja implicada na trama sórdida, mas o presidente da República tinha obrigação de esclarecer tudo e punir os envolvidos, para tranquilidade geral.
Ou, no governo, até os espiões são gabolas?
     

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Licinio Azevedo (Azevedo quer dizer Hollywood) o sucesso de um cineasta gaúcho em Moçambique

 
 
 
 
              Kátia, Clarice e Licinio Azevedo - foto daniel de andrade simões

 


 
alô camaradas
não recebo noticias de voces ha mucho tempo. estive em toronto, o maior fest de cinema da america, onde virgem margarida foi finalmente lançado. e com grande sucesso. selecao oficial do festival, o que é extraordinario, o primeiro filme moçambicano a chegar lá, mas, é claro, paralelamente ao tapete vermelho das grandes produçoes de hollywood etc.. com todos os bigs stars presentes. 350 filmes em estreia internacional, 25 salas de cinema, 2500 pessoas a trabalharem pro festival. todos os filmes foram projetados cinco vezes, tres pro publico, duas pras imprensa e industria. eu estive em duas pro publico, sala cheia, grande sucesso. na proxima semana vou à espanha, apresentar o filme em cordoba, (festival de cinema africano em cordoba), estreia na europa. em novembro festival de Amiens, França, onde tb estarei. enquanto isto, penso que esta sendo apresentado (como filme portugues!) no Festirio. e, na proxima semana, no festival de Londres.
Viram o trailer?
aqui toda a gente ja viu e espera pelo lançamento do filme. que nao depende de mim, mas dos produtores.
minha sobrinha gabriela vem com duas outras primas em fins outubro. se quiserem mandar qualquer coisa, falem com ela. mando por ela, quando voltar, dvds filmes meus pra voces.
ontem, estivemos em cerimonia de amigos aqui na praia a beber cerveja, em homenagem ao kok, e lançaram cinzas dele na praia. pedi pra fumar umas graminhas delas e nao me deixaram. as pessoas ficam conservadoras com o tempo. o kok aprovaria.
a luta continua
licinio azevedo (li)




 

 

 

 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Henrique Simões Do Prado, filho de Ana e João. Stella Petrasi, vice-vó

foto mãe ana craidy simões
Henrique Encantador (02.10.2012) - foto mãe ana craidy simões
 

Terra para quem nela trabalha

                                                                 foto daniel de andrade simões