terça-feira, 29 de maio de 2012

Memórias de uma guerra suja e a participação da mídia no apoio à ditadura

foto daniel de andrade simões

Memórias de uma guerra suja e a participação da mídia no apoio à ditadura
22/5/2012 13:27, Por Redação, com Carta Maior - de São Paulo
A Folha da Manhã, do Grupo Folha, apoiou a ditadura
O livro Memórias de uma guerra suja, depoimento do ex-delegado do DOPS, Claudio Guerra, a Marcelo Netto e Rogério Medeiros, foi recebido inicialmente com certa incredulidade até por setores progressistas. Há revelações ali que causam uma rejeição visceral de auto-defesa. Repugna imaginar que em troca de créditos e facilidades junto à ditadura, uma usina de açúcar do Rio de Janeiro tenha cedido seu forno para incinerar cadáveres de presos políticos mortos nas mãos do aparato repressivo.
O acordo que teria sido feito no final de 1973, se comprovado, pode se tornar o símbolo mais abjeto de uma faceta sempre omitida nas investigações sobre a ditadura: a colaboração funcional, direta, não apenas cumplicidade ideológica e política, mas operacional, entre corporações privadas, empresários e a repressão política. Um caso conhecido é o da Folha da Tarde, jornal da família Frias, que cedeu viaturas ao aparato repressivo para camuflar operações policiais.
Todavia, o depoimento de Guerra mostra que nem o caso da usina dantesca, nem o repasse de viaturas da Folha foram exceção. Esse é o aspecto do relato que mais impressionou ao escritor e jornalista Bernardo Kucinski, que acaba de ler o livro. Sua irmã, Ana Rosa Kucinski, e o cunhado, Wilson Silva, foram sequestrados em 1974 e desde então integram a lista dos desaparecidos políticos brasileiros.
Bernardo atesta:’ Esta tudo lá: empresas importantes como a Gasbras, a White Martins, a Itapemirim, o grupo Folha e o banco Sudameris, que era o banco da repressão; o dinheiro dos empresários jorrava para custear as operações clandestinas e premiar os bandidos com bonificações generosas’.
No livro, Claudio Guerra afirma que Ana Rosa e Wilson Campos — a exemplo do que teria ocorrido com mais outros oito ou nove presos políticos — tiveram seus corpos incinerados no imenso forno da Usina Cambahyba, localizada no município fluminense de Campos.
A incredulidade inicial começa a cair por terra. Familiares de desaparecidos políticos tem feito algumas checagens de dados e descrições contidas no livro. Batem com informações e pistas anteriores. Consta ainda que o próprio governo teve acesso antecipado aos relatos e teria conferido algumas versões, confirmando-as. Tampouco o livro seria propriamente uma novidade para militantes dos direitos humanos que trabalham junto ao governo. O depoimento de Guerra, de acordo com alguns desses militantes, teria sido negociado há mais de dois anos, com a participação direta de ativistas no Espírito Santo.
A escolha dos jornalistas que assinam o trabalho – um progressista e Marcelo Netto, ex-Globo simpático ao golpe de 64 – teria sido deliberada para afastar suspeitas de manipulação. Um pedido de proteção para Claudio Guerra já teria sido encaminhado ao governo. Sem dúvida, o teor de suas revelações, e a lista de envolvimentos importantes, recomenda que o ex-delegado seja ouvido o mais rapidamente possível pela Comissão da Verdade.
Bernardo Kucinski, autor de um romance, ‘K’, – na segunda edição – que narra a angustiante procura de um pai pela filha engolida no sumidouro do aparato de repressão, respondeu a quatro perguntas de Carta Maior sobre as “Memórias de uma Guerra Suja”:
– Depois de ler a obra na íntegra, qual é a sua avaliação sobre a veracidade dos relatos?
– As confissões são congruentes e não contradizem informações isoladas que já possuíamos. Considero o relato basicamente veraz, embora claramente incompleto e talvez prejudicado pelos mecanismos da rememoração, já que se trata da confissão de uma pessoa diretamente envolvida nas atrocidades que relata.
– Por que um depoimento com tal gravidade continua a receber uma cobertura tão rala da mídia? Por exemplo, não mereceu capa em nenhuma revista semanal ‘investigativa’.
– Pelo mesmo motivo de não termos até hoje um Museu da Escravatura , não termos um memorial nacional aos mortos e desaparecidos da ditadura militar, e ainda ensinarmos nas escolas que os bandeirantes foram heróis; uma questão de hegemonia de uma elite de formação escravocrata.
– Do conjunto dos relatos contidos no livro, quais lhe chamaram mais a atenção?
– O episódio específico que mais me chamou a atenção foi a participação direta do mesmo grupo de extermínio no golpe organizado pela CIA para derrubar o governo do MPLA em Angola, com viagem secreta em avião da FAB.
– O que mais ele revela de novo sobre a natureza da estrutura repressiva montada no país, depois de 64?
– Fica claro que as Forças Armadas montaram grupos de captura e extermínio reunindo matadores de aluguel, chefes de esquadrões da morte, banqueiros do jogo do bicho, contrabandistas e narcotraficantes. Chamaram esses bandidos e seus métodos para dentro de si. Esses criminosos, muitos já condenados pela justiça, dirigidos e controlados por oficiais das Forças Armadas, a partir de uma estratégia traçada em nível de Estado Maior, executavam operações de liquidação e desaparecimento dos presos políticos, o que talvez explique o barbarismo das ações. Também me chamou a atenção a participação ampla de empresários no financiamento dessa repressão, empresas importantes como a Gasbras, a White Martins, a Itapemirim, o grupo Folha – que emprestou suas peruas de entrega para seqüestro de ativistas políticos -, e o banco Sudameris, que era o banco da repressão; dinheiro dos empresários jorrava para custear as operações clandestinas e premiar os bandidos com bonificações generosas. Está tudo lá no livro.
 (Correio do Brasil)

domingo, 27 de maio de 2012

Salve salve Joselita Nascimento. "Rio Real cresceu, quando saí para Salvador tinha 10 mil habitantes, hoje tem 40 mil ou mais. O esgoto continua correndo no meio fio no centro e bairros, moscas e mosquitos por toda parte, lixo depositado nas esquinas das ruas. Entra ano e sai ano e os prefeitos nada fazem" ... pobre nordeste, pobre povo !

A prima Joselita, após 50 anos volta para visitar sua terra natal Rio Real - foto daniel de andrade simões
 Notícia Primordial do Euler sobre nossa Família

fotos álbum de família
Daniel,Obrigado pela foto dos meus avós.Todo registro do passado que me traz boas lembranças são muito valiosas.Como você não me conhece pessoalmente, e como provavelmente a muitos anos não vê o meu pai, decidi te mandar fotos nossas (atuais) para que você possa nos “conhecer” pelas imagens.A primeira foto é do “Seu” Espedito, meu querido pai, que para a minha felicidade goza de razoável saúde aos 82 anos de idade.É um avô muito querido pelas minhas filhas.As demais fotos são minhas e da minha família nuclear.Minha esposa, Mônica, e minhas filhas (já adolescentes) Júlia e Laís. É uma pena que uma família tão pequena não se encontre com facilidade, a ponto de não nos conhecermos todos.Um abraço, EULER PEREIRA

Paris

sábado, 26 de maio de 2012

Mandioca, lua e a sentença de um juiz iluminado

                                                                          foto daniel de andrade simões

DESPACHO INUSITADO DE UM JUIZ EM UMA SENTENÇA JUDICIAL ENVOLVENDO 2 POBRES COITADOS QUE FURTARAM 2 MELANCIAS....
DESPACHO POUCO COMUM

A Escola Nacional de Magistratura incluiu em seu banco de sentenças, o despacho pouco comum do juiz Rafael Gonçalves de Paula, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas, em Tocantins. A entidade considerou de bom senso a decisão de seu associado, mandando soltar Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, detidos sob acusação de furtarem duas melancias:
DESPACHO JUDICIAL.
DECISÃO PROFERIDA PELO JUIZ RAFAEL GONÇALVES DE PAULA
NOS AUTOS DO PROC Nº. 124/03 - 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas/TO:
DECISÃO

Trata-se de auto de prisão em flagrante de Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, que foram detidos em virtude do suposto furto de duas (2) melancias. Instado a se manifestar, o Sr. Promotor de Justiça opinou pela manutenção dos indiciados na prisão.
Para conceder a liberdade aos indiciados, eu poderia invocar inúmeros fundamentos: os ensinamentos de Jesus Cristo, Buda e Ghandi, o Direito Natural, o princípio da insignificância ou bagatela, o princípio da intervenção mínima, os princípios do chamado Direito alternativo, o furto famélico, a injustiça da prisão de um lavrador e de um auxiliar de serviços gerais em contraposição à liberdade dos engravatados e dos políticos do mensalão deste governo, que sonegam milhões dos cofres públicos, o risco de se colocar os indiciados na Universidade do Crime (o sistema penitenciário nacional)...
Poderia sustentar que duas melancias não enriquecem nem empobrecem ninguém. Poderia aproveitar para fazer um discurso contra a situação econômica brasileira, que mantém 95% da população sobrevivendo com o mínimo necessário apesar da promessa deste ou desta presidente que muito fala, nada sabe e pouco faz.
Poderia brandir minha ira contra os neo-liberais, o consenso de Washington, a cartilha demagógica da esquerda, a utopia do socialismo, a colonização européia....
Poderia dizer que os governantes das grandes potências mundiais jogam bilhões de dólares em bombas na cabeça dos iraquianos, enquanto bilhões de seres humanos passam fome pela Terra - e aí, cadê a Justiça nesse mundo?
Poderia mesmo admitir minha mediocridade por não saber argumentar diante de tamanha obviedade.
Tantas são as possibilidades que ousarei agir em total desprezo às normas técnicas: não vou apontar nenhum desses fundamentos como razão de decidir.
Simplesmente mandarei soltar os indiciados. Quem quiser que escolha o motivo.
Expeçam-se os alvarás.
Intimem-se.
Rafael Gonçalves de Paula
Juiz de Direito
Enviem para Juizes, promotores, advogados, estudantes de direito e outros cursos. Essa sentença é uma aula, mais que isso; é uma lição de vida, um ensinamento para todos os momentos.
Ele com certeza desabafou por todos nós!"

sexta-feira, 25 de maio de 2012

É sempre um prazer Caetanear

Leãozinho
Gosto muito de te ver, leãozinho
Caminhando sob o sol
Gosto muito de você, leãozinho
Para desentristecer, leãozinho
O meu coração tão só
Basta eu encontrar você no caminho
Um filhote de leão raio da manhã;
Arrastando o meu olhar como um ímã...
O meu coração é o sol, pai de toda cor;
Quando ele lhe doura a pele ao léu...
Gosto de te ver ao sol, leãozinho
De te ver entrar no mar
Tua pele, tua luz, tua juba
Gosto de ficar ao sol, leãozinho
De molhar minha juba
De estar perto de você e entrar no mar
Caetano Veloso em entrevista (1981) ao Coojornal - fotos daniel de andrade simões



Caiu na rede é pixel, peixe ou Cebola

                                       Luiz Clemente - foto daniel de andrade simões

"sempre a aprender!!
CEBOLAS! Eu nunca tinha ouvido essa!
Em 1919, quando a gripe matou 40 milhões de pessoas havia um doutor que visitou muitos agricultores para ver se ele poderia ajudá-los a combater a gripe, pois que muitos deles que haviam contraído a doença haviam morrido.
Em uma visita na propriedade de outro fazendeiro, na mesma região, a médico surpreendeu-se em saber do bom estado de saúde que lá encontrou. Todos estavam muito saudáveis. Quando o médico perguntou ao fazendeiro o que eles estavam fazendo para se protegerem da gripe, a mulher deste prontamente respondeu que ela colocava uma cebola cortada (com casca) em pratos e distribuia-os nos quartos da casa.
O Médico não podia acreditar no que ouviu. Pediu ao fazendeiro para lhe entregar uma das cebolas que estava usando e pôs sob seu microscópio, quando então observou enorme números de bactérias da gripe ali acumulados.
Levado a um pneumologista, este explicou que as cebolas são um ímã enorme para as bactérias, especialmente as cebolas cruas.
Em suma, nunca mantenha cebolas fatiadas para serem usadas no dia seguinte, mesmo que colocadas em sacos fechados, herméticos ou na geladeira. Seu consumo deve ser imediato, vez que pode ser um perigo consumí-las a posteriori.
Além disso, os cães nunca devem comer cebolas. Seus estômagos não pode metabolizar cebolas.
Lembre-se: é perigoso cortar uma cebola e consumí-la no dia seguinte. A cebola se torna altamente venenosa, mesmo depois de uma noite única, e cria bactérias tóxicas. Estas bactérias podem causar infecções do estômago adversos por causa de secreções biliares em excesso e intoxicação alimentar.
Repasse esta mensagem a todos os que você ama e se preocupa."
                                     Colaboração do amigo moçambicano Luiz Clemente








segunda-feira, 21 de maio de 2012

O Movimento de Justiça e Direitos Humanos através de seu Presidente Jair Krischke Convida

 Presidente Jair Krischke - foto daniel de andrade simões

Locais onde houve prisão e tortura no regime militar serão sinalizados
 Amanhã, terça-feira, 22/05, o prefeito José Fortunati assina umTermo de Cooperação Técnica entre o município e o Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), para a implementação do projeto “Marcas da Memória”.
O termo será assinado às 15h, no Salão Nobre do PaçoMunicipal.
O convênio prevê a identificação dos locais que abrigaram tortura durante aditadura militar (1964-1985).
A intenção é tornar público todos os espaços que foram centros de detenção e tortura, bem como incentivar atividades culturais que propiciem o conhecimento e a reconstrução da memória histórica do período ditatorial e da resistência.
Conforme o termo, compete ao MJDH receber, sistematizar e tornar públicas as informações sobre os locais que foram centros de detenção, prisão e tortura; indicar os locais na cidade de Porto Alegre, que receberão as Marcas daMemória, com a cooperação do município, e implantar ações relativas à execuçãodo Projeto as Marcas da Memória.
À prefeitura caberá dispor nos locais os indicativos das Marcas da Memória, por intermédio de placas e monumentos com um símbolo padronizado que identifique o projeto. Também serão criadas, com a colaboração do MJDH, políticas públicas de reconstrução da memória histórica e política da repressão na cidade de PortoAlegre. Ao município também caberá o fornecimento de recursos humanos e financeiros para a execução do Projeto Marcas da Memória.
           


Gran Finale - por DAMÁRIO DACRUZ - poeta baiano

                                                             foto daniel de andrade simões

TODO RISCO
 A possibilidade de ariscar é que nos faz Homens.
Voo perfeito no espaço que criamos.
Ninguém decide sobre os passos que evitamos.
Certeza de que não somos pássaros e que voamos.
Tristeza de que não vamos por medo dos caminhos.

CLARIDADE
Entardece
cedo
quem
não ousa
em clara manhã.

 FILHOS
 Os filhos aprisionam os que se amam.
Os filhos aprisionam os que não mais se amam.
Os filhos lutam por si.

ROTA
Cada pássaro sabe a rota do retorno.
Cada pássaro sabe a rota de si.
Cada pássaro na rota
Sabe-se pássaro.

GRAN FINALE
Avise aos amigos
que preparo o último verso.
A vida dura menos que um poema.
E no alvorecer mais próximo
saio de cena.

Saitica,
Gran Finale foi escrito no leito do hospital, dias antes de falecer de câncer de pulmão. Homenagem nos dois anos da sua morte dos amigos, Tânia Miranda e Rui Patterson

sábado, 19 de maio de 2012

A vida quer é coragem e o Brasil quer é a verdade


"A ignorância sobre a história não pacifica, pelo contrário, mantem latentes mágoas e rancores. A desinformação não ajuda apaziguar, apenas facilita o trânsito da intolerância. A sombra e a mentira não.
Presidenta do Brasilsão capazes de promover a concórdia. O Brasil merece a verdade. As novas gerações merecem a verdade, e, sobretudo, merecem a verdade factual ...àqueles que perderam amigos e parentes e que continuam sofrendo como se eles morressem de novo e sempre a cada dia.
É como se disséssemos que, se existem filhos sem pais, se existem pais sem túmulo, se existem túmulos sem corpos, nunca, nunca mesmo pode existir uma história sem voz. E quem dá voz à história são os homens e as mulheres livres que não têm medo de escrevê-la. Atribui-se a Galileu Galilei uma frase que diz respeito a este momento que vivemos: “a verdade é filha do tempo, não dá autoridade.”
Eu acrescentaria que a força pode esconder a verdade, a tirania pode impedi-la de circular livremente, o medo pode adiá-la, mas o tempo acaba por trazer a luz. Hoje, esse tempo chegou. (DilmA Rousseff)
Colaboração: Tânia Miranda



Ócio Sempre - Colaboração do moçambicano brasileiro Luiz Clemente

BARRIGA É BARRIGA...

Arnaldo Jabour
Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais. Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte. Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca fizeram ginástica ou exercício - entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho - mas chegou à idade centenária, o humorista arrematou com um exemplo da fauna:
A tartaruga com toda aquela lerdeza, vive 300 anos. Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos?
Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi. O letrista compositor e intérprete baiano era conhecido como pai da preguiça. Passava 4/5 do dia deitado numa rede, bebendo, fumando e mastigando. Autêntico marcha-lenta, levava 10 segundos para percorrer um espaço de três metros. Pois mesmo assim e sem jamais ter feito exercício físico viveu 90 anos.
Conclusão: Esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia? Sai dessa enquanto você ainda tem saúde...
E viva o sedentarismo ocioso!!! Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo. Você terá toda a eternidade para ser só osso!!!
Então: NÃO FAÇA MAIS DIETA!! Afinal, a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é GORDA!!! O elefante só come verduras e é GORDOOOOOOOOO!!!
VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP!!!
Você, menina bonita, tem pneus? Lógico, todo avião tem!  E nunca se esqueçam:
'Se caminhar fosse saudável, o carteiro seria imortal.´
E lembrem-se sempre:
Celulite quer dizer :
EU SOU GOSTOSA! Em braile!
Faça uma mulher feliz...encaminhe essa mensagem.
Obs.: para os homens...também!!!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Corrado, médico naturalista italiano que enriquece Rio Real com seus conhecimentos sobre a vida natural e preservação do meio ambiente


Meu irmão Emenildo, Sueli minha cunhada e Isis sobrinha. Nido, jovem do ramo de alimentação na Praça João Barbeiro. O mal e o mel entram pela boca.
"A Praça é do povo como o céu é do Condor"
Destemidos jovens trabalhadores da minha terra natal
fotos daniel de andrade simões
Produtora de eventos Bianca

terça-feira, 15 de maio de 2012

A Origem da Cidade de Rio Real por Cosme Oliveira Pires

                                        fotos daniel de andrade simões
Essas terras pertenciam ao barão de Jeremoabo. Segundo um Atlas geográfico que fala sobre a ocupação das terras da Bahia editado em 1960.  Esse barão, dominava essas terras desde os barrancos do Rio São Francisco, uma faixa de terra que chegava até aqui, a costa do Oceano Atlântico medindo 370 léguas. Entretanto, Essas terras pertenceram ao barão que inclusive construiu um Solar na cidade de Itapicuru da Missão. Atualmente conhecido como Itapicuru. Nesse solar funciona hoje o Fórum. Mais tarde em 1900 em diante,  surgiram  dois gestores. O primeiro, barão de Rio Real, em 1938 nascido em Itapicuru e depois, o segundo barão de Rio Real, nascido na cidade da Bahia, gestores dessa região. Nosso município nessa época era governado por Itapicuru.


sábado, 12 de maio de 2012

Chega de Corrente, Abaixo a Escravidão por Tânia Miranda

                                                                           foto daniel de andrade simões

Tânia Miranda, historiadora, mestre em educação
tania.miranda@terra.com.br

Com esse grito de guerra, platéia formada por sindicalistas, artistas, ativistas, recepcionou deputados federais, no dia 9/5, data prevista para a votação da PEC do trabalho escravo, lamentavelmente adiada, mais uma vez, para 22/5. A PEC prevê o confisco, sem indenização, de propriedades rurais e urbanas que explorem trabalho escravo cujas terras expropriadas serão destinadas à reforma agrária e a programas de habitação popular. Tramitando no Congresso desde 2001, passou por votação no senado em 2003 e na câmara em 2004. Por se tratar de emenda à Constituição precisa ser votada em dois turnos nas duas Casas.
MST - foto daniel de andrade simões

Com argumentos absolutamente improcedentes, parlamentares da oposição e da base aliada ligados à bancada ruralista, defendem a necessidade de lei que regulamente o conceito de trabalho escravo, explique o que é jornada de trabalho exaustiva e trabalho degradante. Outros, que esse tipo de “relação” faz parte da cultura e da tradição de cada região.
Artigo 149 do Código Penal define trabalho escravo: “Reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto”. Convenção da OIT, da qual o Brasil é signatário: “Trabalho escravo compreende o estado ou condição de um indivíduo sobre o qual se exercem, total ou parcialmente, os atributos do direito de propriedade”.
Não é por falta de conceitos e definições que persiste essa chaga no nosso organismo social, herança maldita do passado colonial escravista aliada à truculência e ganância de criminosos que aumentam seus lucros às custas da máxima exploração do trabalhador, afronta intolerável aos preceitos angulares da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Enquanto isso, o Ministério Público do Trabalho informa que, entre 2005 e 2010, 17.456 trabalhadores foram resgatados dos seus algozes, dos quais, 1.165 na Bahia, em 164 municípios.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Estrelando em Royal River...Minhas sobrinhas Gordinhas da Família Buscapé

Sobrinhas filhas da Zete: Lea, Gueven, Isabela, Lau e Eurides

Pessoal,
Tó aqui em crise de identidade rsrsrsrs além de ser chamada de "gorda", que diga-se de passagem é um absurdo, porque estou apenas com gostosura transbordando pelas bordas, veja que delícia isso, afinal as coisas boas transbordam não é mesmo? Sorvete com calda  transborda, bolo de tão cremoso  transbordou na forma, sufle que de tão fofo transbordou.... perfeito isso né!!!!! ..... além disso, o diferente  é interessante,  imagine se todo mundo fosse igual, não teria nenhuma graça.... por isso Gue,  não se preocupe. Tudo na vida tem seu lado bom,  no nosso caso é ser uma suculenta picanha, que transborda  gordurinhas rsrsrs, veja que privilégio!!!!.... Além disso vc está parecida com quem? quem? quem?  Nada mais nada menos, do que com  a sua irmã mais querida de todas, a inestimável, inigualável, insubistituivel,  inseparável,  inesgotável Eusinha...... rsrsrsrsrsrs
Gueven e Lau
Foi realmente bem legal ter ido lá na sua casa... ter feito bagunça  rsrsrsrsrs (brincadeirinha!!!!!) ter podido colher laranja. As goiabas infelizmente não prestavam (cheias de bichos).  Pena não ter conseguido as seriguelas (essas são fantásticas), mas não tinham.
Sentimos sua falta..... queríamos ter podido papiar lá contigo e com a Stella, mas fica para uma próxima oportunidade
Eurides

Zete, a mãe vó, Gueven e Eurides
Didide é um velho e carinhoso apelido de Eurides que eu e yuri  chamamos assim...
Maricota é um apelido carinhoso que eu chamo mãe ou melhor mainha rsrsrs
 E foi sim MARAVILHOSA a nossa ida a Rio Real e estamos programando um retorno bem animado.
 Yuri não teve como ir, pois agora esta trabalhando mais do que nunca com os alunos dele, muitas lutas e viagens, esperamos que da próxima vez ele possa estar conosco desfrutando de muitas gargalhadas e piadas.
 Beijos com gostinho de saudades da nossa familia Buscapé
Fotos álbum de família
 Dani Tio, Vc tá bem bom?
 Concordo com nossa Tia Eu, ou melhor "Calda de Sorvete Transbordante"  foi muito bom ter ido a Grande Rio Real. Quando cheguei em casa fiquei com saudades de tudo que fizemos por lá, demos boas risadas, recordamos histórias da infância, catamos muuuitas laranjas, colhi  limas as mais amarelinhas diretamente do pé e ali mesmo chupava... e mais... cuspia os carossos ali mesmo. Quero sentir mais vezes essa sensação de liberdade!!!
Temos um feriado em setembro, e aniversário de Dona Maria Simões, data boa para um churrasco na chácara, melhor ainda se vocês estiverem lá, como você mesmo disse "vamos desfrutar dessa vida, se possível juntos".
 Beijo grande
Lea


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Quem Samba Fica por Rui Patterson

foto daniel de andrade simões - VETA DILMA, VETA ESSA PORRA !

Lembranças do cárcere
“Acordei com sol alto, o barulho das vozesde comando e das evoluções dos soldados no pátio. Não conseguia respirar, qualquer movimento era doloroso, as costelas pareciam fora de lugar, perfurando literalmente os pulmões. Os olhos estavam fechados por uma mistura de sangue, saliva, sujeira do piso da cela, sem força para abri-los. Os braços inertes, inchados, marcados pelas cordas, mãos que pareciam de outra pessoa maior e mais forte, pesadas e duras, dedos sem movimentos. Não sentia, via ou movia as pernas, a calça suja de excremento e urina, molhada pelas tentativas de me acordarem. A porta da grade se abriu, o soldado deixou o caneco com café e opedaço de pão. Pedi, gesticulando, para que ele me levantasse. Suspendendo-me por baixo dos braços, ele encostou-me na parede com nojo e, sentindo o fedor, fitou-me horrorizado, as dores lancinantes no corpo até que o cérebro acordou mas, sem oxigenação, o peito se recusava a bombear o ar. Eu tinha sobrevivido à tortura. Estava em péssimo estado, mas vivo.
- Companheiro, você está mal, agüenta, você se recupera. O importante é que o deixaram em paz. Fique calmo, não vai apanhar mais. Era a voz de Daniel de Andrade Simões me dando força”. (p. 35).
A dor e a solidariedade nas prisões baianas durante a ditadura militar.Vale a pena conferir o livro QUEM SAMBA FICA Memórias de um ex-guerrilheiro,escrito pelo consagrado advogado baiano Rui Patterson


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Frei Tito: Mais que Resistir Poder Lembrar - por Tânia Miranda


 Tânia Miranda, historiadora, mestre em educaçãotania.miranda@terra.com.br


Quase 4 décadas após a sua morte e no meio das polêmicas sobre a Comissão da Verdade, é oportuno lembrar a saga do dominicano frei Tito de Alencar Lima. “Agora você vai conhecer a sucursal do inferno”. Sob essa aterrorizante declaração, foi levado em 4/11/1969, pela equipe do delegado Fleury, aos centros especializados em torturas da capital paulista, durante à ditadura militar. Fora capturado no rastro do sangrento cerco ao líder revolucionário Carlos Marighella que, numa sofisticada emboscada, acabou assassinado. A cada “não sei” – e foi assim sempre - quando interrogado para revelar nomes e pistas que pudessem levar ao paradeiro de militantes da resistência à ditadura, recebia, pendurado no macabro instrumento de tortura denominado pau-de-arara, descarga elétrica diretamente ligada à tomada. Sofreu de tudo. Viraram-no pelo avesso. Espancamento, afogamento, palmatória, tapas nos ouvidos. Seus algozes gritavam impropérios, difamações contra a Igreja, berravam que os padres são homossexuais porque não se casam. As sessões de tortura se repetiam com perguntas sem respostas. Dalí saia carregado, com o corpo marcado por hematomas, dilacerado, rosto inchado, cabeça pesada, dolorida. Jogado em pequenas celas convivia com pulgas e baratas. O mau cheiro era peça inerente ao ambiente. Sem colchão e cobertor dormia de barriga vazia sobre o cimento frio e sujo. Seu comovente relato sobre as sevícias sofridas, redigido na prisão, correu mundo, publicado em vários idiomas. Numa das inúmeras celas em que foi jogado após horas de sofrimento, encontrou, no meio do lixo, uma lata vazia. Amolou a sua ponta no cimento.  Recuou da sua intenção na última hora. Em outra ocasião, com o pretexto de fazer a barba, conseguiu com o carcereiro, uma gilete. O objetivo era outro. Enfiou-a na dobra interna do cotovelo, no braço esquerdo. O corte fundo atingiu a artéria. Voltou a si em um quarto de hospital.Eram os anos de chumbo. Os militares, subvertendo máxima jurídica, apregoavam que todo réu é culpado até prova em contrário. Esse era o princípio emanado da Doutrina de Segurança Nacional. Pregavam a idéia de que ninguém confessa seus “crimes”, a menos que seja forçado. E para isso só há um recurso: a tortura. Institucionalizou-se esse crime. Libertado, na condição de bandido, o sofrimento o acompanhou. É melhor morrer do que perder a vida; a loucura está me dominando, confessava frei Tito. Seus últimos meses de vida foram marcados por alucinações. Ouvia as vozes dos seus torturadores, via o delegado Fleury, capitão da tortura, seguindo-o obstinadamente. Alternava crises de choro com longos períodos de profunda apatia.Diante da confidência de frei Tito - já não creio em nada, nem Cristo, nem Marx, nem Freud – seu colega dominicano frei Betto, que também conheceu os horrores das prisões da ditadura, comenta: as três vertentes da cultura contemporânea atravessavam como línguas de afiadas espadas, o coração atormentado de frei Tito.  Jesus fora sempre a razão fundamental de sua vida e de sua luta; mergulhado no caos interior, ele provava o sabor amargo do cálice e, como o jovem carpinteiro de Nazaré, sentia-se abandonado pelo Pai.  Marx o introduzira na racionalidade política, na crítica ao capitalismo, fornecendo-lhe bases teóricas à sua subjetividade atribulada, a existência cruelmente amputada de sua essência.  Freud parecia incapaz para dissecar seu inconsciente torturado, introjetado de generais brasileiros, de oficiais da Oban, de policiais do Deops, da onipresença do delegado Fleury. Todos os recursos da ciência freudiana dissolviam-se em meio a seu desespero interior.Em 10/8/1974, na zona rural francesa, o corpo de frei Tito foi encontrado, balançando pendurado por uma corda nos galhos de um álamo.
fotos daniel de andrade simões
Alguém descreveu esse momento: um estranho silêncio pairava sob o céu azul do verão francês, envolvendo folhas, vento, flores e pássaros. Nada se movia. Do outro lado da vida ele encontrara a unidade perdida. Frei Tito foi sangrado na carne até que a dor atingisse a sua alma. Encarcerado, torturado, banido, atormentado até a morte. Vencestes, frei Tito, os limites da vida. Quem responderá por tua morte?

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Dia do Trabalhador. Esse tal de primeiro de maio ...

Fazenda Annoni - Rio Grande do Sul

De pé, ó vitimas da fome!
De pé, famélicos da terra!
      Da idéia a chama já consome

A crosta bruta que a soterra.
Cortai o mal bem pelo fundo!
De pé, de pé, não mais senhores!

Se nada somos neste mundo,
Sejamos tudo, oh produtores!
Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional
Senhores, patrões, chefes supremos,
Nada esperamos de nenhum!
Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe livre e comum!
Para não ter protestos vãos,
Para sair desse antro estreito,
Façamos nós por nossas mãos
Tudo o que a nós diz respeito!
Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem ...




Conjunto Bluegrass Portoalegrense no brique

FRELIMO - Frente de Libertação de Moçambique

Agricultores gaúchos sem terra - fotos daniel de andrade simões